Pode parecer exagero, mas acredite: a sua lista de emails é o seu maior ativo digital. É o único canal de comunicação que você realmente controla, livre das garras e dos algoritmos imprevisíveis das redes sociais.
Por que sua lista de emails vale mais do que ouro
Pense bem: ter uma lista de emails é como ter uma linha direta com seus clientes mais interessados e com quem está a um passo de comprar de você. As redes sociais podem mudar as regras do jogo a qualquer momento, e seu alcance orgânico despenca. Já a sua lista é um patrimônio seu, construído com pessoas que pediram para ouvir o que você tem a dizer.
É essa conexão direta que faz da lista de emails um pilar para qualquer negócio que queira crescer de forma sólida e sustentável. Ela não serve só para disparar promoções, mas sim para construir uma conversa real, que gera valor e confiança ao longo do tempo.

O poder da conversa um a um (em escala)
Cada email que você envia é uma chance de fortalecer o relacionamento e guiar a pessoa, de forma sutil e personalizada, pela jornada de compra. A cada conteúdo útil que você compartilha, você não está apenas tentando vender algo. Você está educando, ajudando e se posicionando como uma autoridade no assunto.
É quase como um diálogo. Um novo inscrito pode receber uma sequência de boas-vindas que o ambienta sobre sua marca. Já um cliente antigo e fiel pode ganhar acesso antecipado a um lançamento ou um cupom exclusivo. É esse tipo de cuidado que traz resultados que você pode ver no caixa.
Os números não mentem
Se você ainda tem dúvidas, os dados mostram que o email marketing continua sendo uma potência. No Brasil, a taxa de abertura de emails em 2024 atingiu a marca de 26,6%, um número que deixa a média global comendo poeira.
E fica ainda melhor. Equipes que usam automação – como os fluxos de nutrição de leads da Pingback – podem ver taxas de conversão até 2.361% maiores do que quem faz tudo manualmente. Para o pessoal de vendas, saber que 73% dos compradores B2B preferem se comunicar por email é um sinal claro de onde o dinheiro está. Você pode ver mais detalhes sobre o desempenho no mercado brasileiro neste relatório da Snov.io.
Ter uma lista de emails é como ter o número de WhatsApp dos seus melhores clientes. É um privilégio. Se você usar com respeito e estratégia, o retorno é incomparável com qualquer outro canal de marketing.
É exatamente essa capacidade de nutrir relacionamentos de forma escalável, previsível e mensurável que torna a construção de uma boa lista de emails uma prioridade absoluta. Ela é a fundação onde as estratégias de marketing e vendas mais bem-sucedidas são construídas.
Como construir sua lista de e-mails do zero
Montar uma lista de e-mails de qualidade não é uma corrida de 100 metros; pense nisso mais como uma maratona estratégica. O objetivo nunca deve ser apenas acumular milhares de contatos desconhecidos. A meta é atrair as pessoas certas, aquelas que realmente se interessam pelo que você tem a oferecer. E o pilar para isso é uma troca de valor clara e honesta.
Para que alguém confie o próprio e-mail a você, é preciso dar algo realmente útil em troca. Essa oferta é o que chamamos de "isca digital" ou lead magnet. Ela deve resolver um problema real e imediato do seu público, funcionando como uma pequena amostra do valor que sua empresa pode entregar no futuro.

Crie iscas digitais que seu público não consegue ignorar
A melhor isca digital é aquela que sua persona pagaria para ter, mas que você está oferecendo de graça. É a porta de entrada para um relacionamento duradouro. O segredo é focar em soluções práticas e que possam ser consumidas rapidamente.
Aqui vão algumas ideias que funcionam muito bem:
- E-books e guias detalhados: Pegue um tópico complexo e transforme em um passo a passo claro. Isso posiciona sua marca como uma autoridade no assunto.
- Checklists e templates: Entregue ferramentas que simplificam uma tarefa. Pense em algo como um "Checklist de SEO para iniciantes" ou um "Template de planejamento de conteúdo".
- Webinars e workshops gravados: Ofereça um treinamento aprofundado sobre um tema importante. Isso gera autoridade e atrai leads superqualificados.
- Quizzes interativos: Crie um quiz que ajude o usuário a diagnosticar um problema. No final, ofereça a solução em troca do e-mail dele.
O ponto principal é que a oferta precisa ser irresistível. Se o valor que a pessoa enxerga na sua isca for alto, a decisão de deixar o e-mail se torna algo simples e natural.
Uma boa isca digital funciona como um atalho. Ela resolve uma dor específica do seu cliente ideal de forma tão eficiente que ele pensa: "Se o material gratuito já é assim, imagine o que mais eles podem fazer por mim".
Com a isca pronta, o próximo passo é criar os pontos de captura. É aqui que você transforma o tráfego do seu site e das redes sociais em contatos valiosos para sua lista de e-mails.
Transforme seu site em uma máquina de capturar leads
Seu site é o palco principal para construir sua lista. Cada página é uma nova chance de convidar os visitantes a se inscreverem. Para isso, você precisa de formulários de inscrição bem posicionados e pensados para converter, sem atrapalhar a experiência de quem está navegando.
Para capturar contatos de maneira inteligente, considere estas opções:
- Formulários dentro do conteúdo: Coloque caixas de inscrição no meio ou no final dos seus posts de blog, sempre conectando com o tema da sua isca digital.
- Pop-ups de intenção de saída: Configure um pop-up para aparecer só quando o usuário levar o mouse para fechar a aba. Isso chama a atenção sem ser chato.
- Barras no topo ou rodapé: Use barras fixas que acompanham a navegação. Elas fazem um convite constante, mas discreto, para a inscrição.
- Landing pages dedicadas: Crie uma página exclusiva para cada isca digital. Nela, o foco total é explicar os benefícios da oferta e convencer a pessoa a preencher o formulário.
É fundamental que o processo de inscrição seja o mais simples possível, pedindo só o essencial, como nome e e-mail. Lembre-se: cada campo a mais no formulário pode derrubar sua taxa de conversão.
Além disso, sempre use o método de opt-in, onde a pessoa precisa consentir ativamente para receber suas comunicações. Isso não só está em conformidade com a LGPD, como também garante que sua lista seja formada por gente que realmente quer ouvir o que você tem a dizer. Se quiser ir mais a fundo, confira nosso guia completo sobre como aumentar o número de assinantes da sua newsletter com mais dicas práticas.
A construção de listas de e-mails é um processo contínuo de testes e otimizações, onde cada detalhe conta para atrair e manter um público engajado.
Por que segmentar sua lista é o segredo para vender mais
Imagine o seguinte: você entra numa churrascaria e o garçom insiste em te oferecer a melhor salada da casa. Se você for vegetariano, ótimo! Mas se você foi lá pela picanha, a experiência já começou mal. Enviar o mesmo e-mail para toda a sua base de contatos é exatamente isso.
A segmentação de listas de e-mails resolve esse problema. Em vez de gritar a mesma mensagem para todo mundo, você cria conversas direcionadas.
Na prática, segmentar é simplesmente dividir sua grande lista de contatos em grupos menores, com base em interesses, comportamentos ou características que eles têm em comum. Essa organização transforma sua comunicação de um anúncio genérico para um diálogo pessoal e relevante, o que, naturalmente, aumenta suas taxas de abertura, cliques e, o mais importante, suas vendas.
Pense na segmentação como um filtro de relevância. Ela faz com que cada e-mail pareça uma dica de um amigo, não um outdoor piscando. É o segredo para que cada pessoa na sua lista se sinta compreendida.
Ao agrupar seus contatos, você consegue personalizar o conteúdo de um jeito que seria impossível com uma lista única. Isso não só aumenta o engajamento, como também constrói a percepção de que sua marca realmente entende o que cada cliente precisa.
Tipos de segmentação que realmente funcionam
A verdadeira mágica acontece quando você começa a cruzar diferentes critérios para criar grupos super específicos. Para fazer isso bem, o primeiro passo é coletar e organizar os dados certos sobre seus leads.
Vamos ver os três pilares que sustentam qualquer boa estratégia de segmentação:
- Demográfica: É o ponto de partida. Aqui, você agrupa os contatos por idade, gênero, localização, cargo ou até o setor da empresa. É perfeita para ajustar o tom de voz ou enviar uma oferta específica, como uma campanha de Dia dos Pais só para homens.
- Por interesse: Aqui, o foco é no quê. Você junta as pessoas com base nos tópicos que elas já demonstraram interesse. Alguém baixou seu guia sobre SEO? Ótimo, essa pessoa entra para um grupo que receberá mais dicas e ofertas sobre o assunto.
- Comportamental: Essa é a mais poderosa de todas. A segmentação é baseada em ações que a pessoa tomou (ou deixou de tomar). Por exemplo: clientes que compraram nos últimos 30 dias, usuários que abandonaram um carrinho de compras ou leads que clicaram em um link específico de uma campanha anterior.
Quer ir mais a fundo? Nós montamos um guia completo sobre como fazer uma segmentação de leads que traz resultados de verdade. Combinar esses diferentes tipos é o que cria campanhas personalizadas e com alto poder de conversão.
Use o lead scoring para focar em quem está pronto para comprar
Ok, você já tem suas listas segmentadas. Mas como saber em qual lead seu time de vendas deve focar primeiro? É aí que entra o lead scoring.
Pense nisso como um sistema de pontos. Cada lead ganha ou perde pontos com base no seu perfil e nas suas ações. Abrir um e-mail? Ganha pontos. Visitar sua página de preços? Mais pontos. Pedir uma demonstração? Muitos pontos! Em contrapartida, se o lead está inativo há meses, ele pode perder alguns.
Quando um contato atinge uma pontuação específica que você definiu, ele é automaticamente classificado como um lead qualificado (MQL – Marketing Qualified Lead) e enviado para um vendedor. Isso evita que sua equipe comercial perca tempo com curiosos e foque apenas nas oportunidades que têm maior chance de fechar negócio.
A personalização não é luxo, é necessidade
No Brasil, onde 82% dos usuários checam seus e-mails principalmente pelo celular, a briga pela atenção é real. A personalização deixa de ser um "extra" e se torna a regra do jogo para se destacar. Os números não mentem: e-mails de boas-vindas personalizados têm uma taxa de abertura de 83,63% e podem gerar 10 vezes mais conversões que newsletters genéricas. Para vendas, equipes que usam automação com segmentação chegam a gerar 50% mais oportunidades qualificadas. Você pode ver mais detalhes em dados de email marketing no Brasil.
Com a segmentação, você personaliza cada etapa da jornada:
- Novos inscritos: Recebem uma sequência de boas-vindas que apresenta sua marca e já entrega algo de valor.
- Leads engajados: São nutridos com conteúdos mais aprofundados, ajudando a avançar no funil de vendas.
- Clientes fiéis: São mimados com ofertas exclusivas, acesso antecipado a produtos e programas de fidelidade.
Ao adotar essa abordagem, suas listas de e-mails deixam de ser apenas um banco de dados e se transformam em um motor de vendas inteligente. Você constrói relacionamentos reais e cria um crescimento previsível para o seu negócio.
Automações que trabalham por você e nutrem seus leads
Montar e segmentar suas listas de e-mails é um passo gigante, mas é só o começo da história. O verdadeiro pulo do gato acontece quando você bota toda essa inteligência para rodar no piloto automático. É aqui que entra a automação de marketing: uma forma de guiar cada pessoa pela jornada de compra de um jeito personalizado e escalável, sem que você precise mexer um dedo a cada etapa.
Pense na automação como um GPS para seus leads. Dependendo das "ruas" que eles pegam (os cliques, downloads, páginas que visitam), o sistema recalcula a rota e mostra o melhor caminho para o destino final: a compra. Na prática, isso quer dizer entregar a mensagem certa, na hora certa, para a pessoa certa. Você constrói um relacionamento que parece individual, mesmo falando com milhares de contatos ao mesmo tempo.
Normalmente, esse processo segue uma lógica bem clara, desde o momento em que você captura o lead até ele se tornar um cliente.

Essas três fases — capturar, nutrir e converter — são a espinha dorsal de qualquer automação que se preze. É a garantia de que nenhum lead vai ficar perdido no meio do caminho.
Fluxos de automação essenciais para começar hoje mesmo
Não precisa pirar e criar dezenas de automações complexas para ver a mágica acontecer. Começar com o básico já pode virar o jogo do seu funil de vendas, poupando um tempo precioso e aumentando suas conversões de forma consistente.
Se eu pudesse sugerir três automações que todo negócio deveria ter, seriam estas:
- Sequência de boas-vindas: Alguém acabou de se inscrever na sua lista? É a sua chance de ouro para causar uma primeira impressão matadora. Crie um fluxo com 3 a 5 e-mails para apresentar sua marca, entregar o que prometeu (o e-book, o checklist, etc.) e alinhar as expectativas sobre o que vem por aí.
- Nutrição por interesse: O lead baixou um material sobre SEO ou visitou sua página sobre o assunto? Ótimo! Dispare uma sequência de e-mails com conteúdos que complementam esse interesse. Mande dicas, estudos de caso e, lá na frente, uma oferta do seu serviço de consultoria em SEO. Faz todo o sentido.
- Recuperação de carrinho abandonado (para e-commerce): Um cliente em potencial encheu o carrinho, mas sumiu antes de pagar? Uma automação pode enviar um lembrete amigável algumas horas depois. Quem sabe até oferecer um pequeno desconto ou ajuda para tirar dúvidas? É uma forma simples de recuperar uma venda que já estava dada como perdida.
Uma boa automação não soa como um robô. Ela é a continuação da sua estratégia de relacionamento, garantindo que ninguém se sinta esquecido e que cada interação traga algo de útil. Pense nela como seu melhor funcionário, trabalhando 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Implementar esses fluxos iniciais cria uma base sólida para conversar de forma contínua e relevante com os contatos das suas listas de e-mails.
Montando seu primeiro fluxo de automação
Criar um fluxo de automação pode parecer um bicho de sete cabeças, mas as ferramentas modernas, como a Pingback, deixaram o processo super visual e intuitivo. Você literalmente desenha a jornada do seu cliente, conectando gatilhos e ações como se estivesse montando um quebra-cabeça.
É bem simples. O processo começa com um gatilho (alguém preencheu um formulário), depois você pode adicionar pausas (como "esperar 2 dias") e, por fim, definir as ações (como "enviar o e-mail X").
Vamos a um exemplo prático de um fluxo bem simples:
- Gatilho: O contato preenche o formulário "Baixar E-book de Marketing Digital".
- Ação Imediata: O sistema envia na hora um e-mail com o link para o e-book.
- Espera: O sistema aguarda 3 dias.
- Ação 2: Agora, envia um segundo e-mail perguntando o que a pessoa achou do material e sugere um post do blog sobre o mesmo tema.
- Condição: O sistema fica de olho: o contato clicou no link do post? Se sim, ele ganha uma tag de "Engajado com Marketing Digital".
Só com isso, você já está segmentando, nutrindo e qualificando seus leads, tudo no automático. Quer se aprofundar em como estruturar essas sequências? Dê uma olhada no nosso guia sobre como criar uma régua de relacionamento que realmente funciona.
Automações avançadas para escalar seus resultados
Depois de pegar o jeito com o básico, você pode começar a criar fluxos mais espertos. Campanhas de reengajamento, por exemplo. Elas conseguem identificar contatos que estão inativos há mais de 90 dias e disparar uma sequência específica para tentar "reaquecê-los", talvez com uma oferta especial. Se nada acontecer, esses contatos podem ser movidos para uma lista de limpeza.
Essa inteligência toda garante que suas listas de e-mails se mantenham saudáveis e cheias de gente que quer ouvir o que você tem a dizer, otimizando o retorno de cada disparo que você faz.
Como manter sua lista de e‑mails saudável e em conformidade
Uma lista de e-mails é praticamente um organismo vivo. Ela cresce, envelhece e, se você não cuidar, ela adoece. Deixar a saúde da sua lista de lado é a receita para o desastre: suas taxas de entrega despencam, sua reputação como remetente fica manchada e, no fim das contas, suas mensagens simplesmente param de chegar na caixa de entrada.
Pense nisso como cuidar de um jardim. Você precisa arrancar as ervas daninhas, podar os galhos secos e garantir que o solo esteja sempre fértil. No universo do e-mail marketing, esse processo tem um nome: higiene de lista.
É um trabalho contínuo, que garante que você está falando apenas com quem realmente quer ouvir o que você tem a dizer. Além de ser uma prática essencial, é um pilar para se manter em dia com a lei.
A arte de limpar a sua lista
Fazer a higiene da lista não é só sair apagando contatos. É um processo estratégico para manter sua base de dados precisa, engajada e, claro, eficiente. A lógica é simples: remover tudo o que atrapalha para focar no que realmente gera resultado.
Uma lista limpa melhora diretamente a sua entregabilidade, que nada mais é do que a capacidade dos seus e-mails de chegarem à caixa de entrada, e não irem parar na pasta de spam. Provedores como o Gmail e o Outlook estão sempre de olho no comportamento de quem envia e-mails.
Se eles notam que você está mandando mensagens para um monte de endereços que não existem ou que ninguém abre o que você envia, seu domínio pode ser penalizado.
Identificando e removendo o que não serve mais
A limpeza começa identificando os contatos que estão puxando sua performance para baixo. Basicamente, você vai procurar por três tipos de problema.
- Hard Bounces: São e-mails que voltam porque o endereço não existe mais, foi digitado errado ou o servidor de destino te bloqueou de vez. Esses contatos devem ser removidos imediatamente, pois são um grande sinal vermelho para os provedores de e-mail.
- Soft Bounces: Acontecem por problemas temporários, como uma caixa de entrada lotada ou uma falha momentânea no servidor de quem recebe. Ferramentas como a Pingback geralmente tentam reenviar algumas vezes. Mas se o problema continuar acontecendo em várias campanhas, o melhor a fazer é remover o contato.
- Contatos inativos: São aquelas pessoas que não abrem nem clicam nos seus e-mails há um bom tempo (geralmente de 90 a 180 dias). O endereço delas é válido, mas elas diminuem suas taxas de engajamento e mostram que seu conteúdo já não é tão relevante para elas.
Para os inativos, uma boa saída é criar uma campanha de reengajamento. Ofereça um último conteúdo de muito valor ou um desconto especial. Se mesmo assim não houver resposta, é hora de dizer adeus e tirá-los da sua lista ativa.
Manter contatos inativos na sua lista é como pagar aluguel de um imóvel para um inquilino que já se mudou. Você gasta recursos e prejudica a saúde de todo o seu ecossistema por um retorno que nunca vai chegar.
Conformidade com a LGPD: um pilar inegociável
Além de ter uma lista limpa, você precisa garantir que ela seja legal. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) dita regras bem claras sobre como as empresas podem coletar, guardar e usar dados pessoais — e isso inclui o e-mail.
Ignorar a LGPD não só coloca sua empresa em risco de multas pesadas, mas também destrói a confiança que você levou tanto tempo para construir com seu público. A lei se baseia em princípios simples: transparência, consentimento e o controle do usuário sobre seus próprios dados.
Aqui estão os pontos que você não pode ignorar de jeito nenhum:
- Consentimento explícito: Você precisa da autorização clara e direta da pessoa para enviar qualquer comunicação. Caixinhas de seleção pré-marcadas não contam. O usuário precisa fazer uma ação, como clicar em um botão para se inscrever.
- Transparência total: Deixe muito claro por que você está pedindo aquele e-mail. Se você prometeu uma newsletter semanal com dicas, não pode simplesmente começar a enviar promoções diárias sem pedir uma nova permissão.
- Direito de descadastro (opt-out) facilitado: Todo e-mail que você enviar precisa ter um link para descadastro que seja fácil de ver e que funcione. O processo tem que ser simples, sem pedir login ou preenchimento de formulários longos.
Construir e manter listas de e‑mails em conformidade com a LGPD não é um obstáculo, é uma oportunidade. Mostra que você respeita o seu público e garante que sua base seja formada por pessoas realmente interessadas, o que, no final, só aumenta a eficácia de toda a sua estratégia.
A métrica certa vale mais que mil palavras
Você montou suas listas de e-mail, criou segmentações inteligentes e até automatizou alguns fluxos. Ótimo trabalho! Mas, na prática, como saber se todo esse esforço está dando resultado? A resposta, como quase tudo no marketing, está nos dados.
Só que é muito fácil se afogar em um oceano de gráficos e números. Muitas vezes, acabamos olhando para as chamadas "métricas de vaidade" — aquelas que inflam o ego, mas não o faturamento. Para tomar decisões que realmente impactam o negócio, precisamos focar nos indicadores que mostram a verdade nua e crua sobre o engajamento do público e, claro, o retorno do investimento.
Os sinais vitais da sua lista de e-mail
Vamos direto ao ponto e focar no que realmente interessa. Pense nessas métricas como os quatro pilares que sustentam sua estratégia. Juntas, elas contam a história completa: desde o primeiro "oi" na caixa de entrada até o "sim" da conversão.
Taxa de Abertura: É a porcentagem de pessoas que, de fato, abriram sua mensagem. Pense nela como um termômetro para a primeira impressão. Um bom assunto, um remetente reconhecível e o timing certo são os ingredientes para uma alta taxa de abertura. É a sua chance de se destacar no meio do caos.
Taxa de Cliques (CTR): Ok, eles abriram. E agora? O CTR mede quantos dos que abriram o e-mail se interessaram o suficiente para clicar em algum link. Se o assunto é o que faz a porta se abrir, o conteúdo e a oferta são o que convidam a pessoa a entrar.
Taxa de Conversão: Essa é a métrica que paga as contas. Ela mostra quantos dos que clicaram realmente finalizaram a ação que você queria, seja uma compra, o preenchimento de um formulário ou o download de um e-book. É aqui que o marketing se encontra com as vendas.
Taxa de Crescimento da Lista: Nenhuma lista é estática. Pessoas se descadastram, e-mails ficam inativos. Essa taxa mede o ritmo com que você atrai novos contatos, já descontando as saídas. Um crescimento saudável e consistente mostra que sua captação de leads está no caminho certo.
Analisar esses números em conjunto é o segredo. Uma taxa de abertura altíssima com um CTR baixo, por exemplo, é um sinal clássico: seu assunto foi genial, mas a promessa não se cumpriu no conteúdo.
Aqui está um resumo prático para guiar sua análise:
Métricas essenciais para avaliar o desempenho da sua lista
Entenda as principais métricas de e-mail marketing, o que elas significam e quais são os benchmarks médios para o mercado brasileiro.
| Métrica | O que significa | Benchmark médio no Brasil |
|---|---|---|
| Taxa de Abertura | % de destinatários que abriram seu e-mail. | 15% – 25% |
| Taxa de Cliques (CTR) | % de destinatários que clicaram em um link. | 2% – 5% |
| Taxa de Conversão | % de cliques que resultaram na ação desejada. | Varia muito (acima de 1% é bom) |
| Taxa de Desc. (Unsubscribe) | % de destinatários que se descadastraram. | Abaixo de 0,5% |
| Taxa de Rejeição (Bounce Rate) | % de e-mails que não foram entregues. | Abaixo de 2% |
Esses benchmarks são uma referência, mas o mais importante é acompanhar a evolução dos seus próprios números. O objetivo é sempre superar seus resultados anteriores.
Traduzindo dados em ações inteligentes
Saber o que cada métrica significa é só o começo. A verdadeira mágica acontece quando você usa essas informações para otimizar suas campanhas e, por consequência, aumentar as vendas.
Pense nos números não como um relatório final, mas como um feedback direto do seu público. Cada abertura é um aceno, cada clique é um aperto de mão. E cada descadastro? É uma chance de entender o que não funcionou e ajustar a rota.
Com os relatórios em mãos, comece a fazer as perguntas certas. A taxa de conversão está baixa? O problema pode não estar no e-mail, mas na sua página de destino. Que tal fazer um teste A/B no seu botão de CTA ou simplificar o formulário da landing page?
Se o CTR está decepcionando, talvez o conteúdo não esteja alinhado com a promessa do título. É hora de refinar a copy, testar imagens mais impactantes ou simplesmente garantir que a oferta seja irresistível para aquele segmento específico. Entender a fundo como cada peça do quebra-cabeça impacta o resultado é fundamental, e você pode aprender mais sobre como calcular o ROI do seu e-mail marketing em nosso guia completo.
Perguntas frequentes sobre listas de e‑mail
Explorar o universo das listas de e‑mail sempre levanta algumas dúvidas, principalmente para quem está nos primeiros passos. Para ajudar a clarear as ideias, juntei aqui as perguntas que mais aparecem e respondi de forma direta e prática.
Qual a frequência ideal para enviar e‑mails?
Não existe uma fórmula mágica, porque a frequência perfeita depende muito do seu público e do seu negócio. O segredo, na verdade, é a consistência, e não o volume.
Uma boa forma de começar é com um envio semanal, como uma newsletter, e ficar de olho nas métricas. Se as taxas de abertura e de cliques estiverem boas, você pode experimentar enviar mais um. O importante é não deixar sua audiência esquecer de você com longos períodos de silêncio.
Comprar listas de e‑mail é uma boa ideia?
Sendo bem direto: não. Comprar listas é uma das piores coisas que você pode fazer no e‑mail marketing. Essas pessoas nunca autorizaram o contato, o que, além de desrespeitar a LGPD, acaba com a sua reputação.
Pense comigo: essas listas geralmente vêm cheias de e‑mails inválidos ou de gente que não tem o menor interesse no que você oferece. O resultado? Suas taxas de rejeição (bounce) e de descadastro vão para as alturas, sinalizando para os provedores que você é um spammer e prejudicando a entrega dos seus e‑mails de verdade.
Como sei que minha lista precisa de uma limpeza?
Alguns sinais são bem claros. Se sua taxa de abertura caiu de repente, a taxa de rejeição está acima de 2% ou mais gente começou a se descadastrar, é hora de agir.
Uma lista saudável é uma lista que interage. Se uma parte grande dos seus contatos não abre um e‑mail seu há mais de 90 dias, eles estão só atrapalhando suas métricas e aumentando seus custos.
Ferramentas de automação são uma mão na roda para identificar esses contatos inativos. Você pode até criar campanhas de reengajamento para tentar trazê-los de volta antes de precisar removê-los.
Qual a diferença entre opt-in e double opt-in?
Os dois são jeitos de conseguir a permissão do usuário, mas um deles tem uma camada extra de segurança.
- Opt-in simples: A pessoa preenche o formulário e já entra na sua lista. É rápido, sem barreiras.
- Double opt-in: Depois de preencher, a pessoa recebe um e‑mail pedindo para clicar em um link e confirmar a inscrição.
O double opt-in é, de longe, a melhor prática. Ele garante que o e‑mail é válido, evita cadastros falsos ou por engano e constrói uma base de contatos muito mais qualificada e engajada desde o primeiro dia.
Construa, segmente e automatize suas listas de e‑mail com uma ferramenta que realmente integra marketing e vendas. A Pingback oferece tudo o que você precisa para transformar contatos em clientes, de um jeito simples e que cresce com o seu negócio. Comece a usar gratuitamente e veja seus resultados decolarem.