Gerar leads qualificados não é sobre atrair uma multidão. É sobre encontrar as pessoas certas, aquelas que não só se interessam pelo que você oferece, mas que têm tudo a ver com o seu negócio. O segredo está em trocar a quantidade pela precisão, garantindo que sua equipe de vendas dedique tempo ao que realmente importa: oportunidades com altíssimo potencial de virar negócio fechado.
Por que a qualidade do lead é mais importante que o volume

No marketing digital, é fácil cair na armadilha dos grandes números. Muita gente se gaba por gerar milhares de leads todo mês, mas essa métrica, sozinha, não diz quase nada sobre a saúde da empresa. Na realidade, encher o funil com contatos desqualificados é a fórmula perfeita para desperdiçar dinheiro e frustrar sua equipe.
A verdade é que o crescimento sustentável não vem de números inflados. Ele nasce da precisão.
O custo invisível de um lead ruim
Cada lead sem perfil que entra no seu funil tem um custo real. Pense nisso: ele consome o tempo do seu time de vendas, que precisa pesquisar, ligar e fazer follow-up com gente que nunca teve a intenção de comprar. Todo esse esforço poderia estar sendo usado em conversas com quem realmente precisa da sua solução.
Além do tempo, o prejuízo é financeiro. Se você investe em anúncios, cada clique ou conversão de um curioso só aumenta seu Custo de Aquisição de Clientes (CAC) sem trazer nenhum retorno. É como tentar encher um balde furado: você gasta muita energia, mas o resultado final é frustrante.
Um lead desqualificado não é só um contato inofensivo. Ele é um dreno ativo no seu orçamento e na moral da equipe, criando um ruído que impede seu time de focar no que realmente gera receita: fechar negócios.
E o mercado brasileiro já está sentindo isso na pele. Um estudo recente revelou que a taxa mediana de conversão de visitantes para leads qualificados no Brasil caiu para apenas 2,98%. Isso quer dizer que, em média, só 1 a cada 34 visitantes se torna uma oportunidade de verdade. É o terceiro ano seguido que esse indicador piora.
Cenário 1: A armadilha do volume
Imagine uma empresa que gera 1.000 leads por mês. Parece ótimo, né? Mas a taxa de conversão para cliente é de apenas 0,5%. No fim do mês, ela fecha 5 novos negócios. O time de vendas está exausto, ligando para centenas de pessoas que não têm o menor perfil, o que gera desmotivação e performance baixa.
Cenário 2: O poder da precisão
Agora, vamos pensar em uma empresa que foca em como gerar leads qualificados. Ela gera apenas 200 leads por mês, mas a taxa de conversão é de 5%. O resultado? 10 novos negócios — o dobro da primeira empresa. A equipe de vendas lida com menos gente, mas cada conversa é produtiva e tem uma chance real de dar certo.
Essa mudança de perspectiva é a virada de chave. Antes de se perguntar como conseguir mais leads, a pergunta certa é: como conseguir os leads certos? Ao priorizar a qualidade, você constrói um funil de vendas mais eficiente, previsível e, claro, lucrativo. É uma abordagem que foge das métricas de vaidade e coloca o foco no que realmente faz a empresa crescer.
Como construir seu perfil de cliente ideal na prática

Se você sente que está atraindo mais curiosos do que futuros clientes, a pergunta que precisa se fazer é: para quem, exatamente, eu estou vendendo? A resposta está na construção do seu Perfil de Cliente Ideal (ICP), um documento detalhado que desenha a empresa perfeita para a sua solução.
Pense no ICP como o alicerce de toda a sua estratégia de marketing e vendas. Sem ele, suas campanhas, conteúdos e e-mails se tornam genéricos, sem força. É como gritar em meio a uma multidão esperando que alguém ouça, em vez de falar diretamente no ouvido da pessoa certa.
Indo além dos dados demográficos
Um ICP que funciona de verdade vai muito além de informações superficiais como "empresas de tecnologia com 50-200 funcionários". A qualificação de verdade nasce quando você entende o contexto e o comportamento desses clientes. O objetivo é mapear não só quem eles são, mas como operam e o que os motiva a comprar.
Para chegar nesse nível de detalhe, você precisa investigar:
- Dados firmográficos: Qual o setor de atuação? Qual o faturamento anual aproximado? Onde estão localizados?
- Dados tecnológicos: Que softwares eles já usam no dia a dia? Qual CRM, plataforma de automação ou ferramenta de gestão de projetos está na stack deles?
- Dados comportamentais: Quais são seus maiores desafios operacionais? Onde buscam informação para resolver esses problemas (blogs, fóruns, eventos)? Quem são os influenciadores que eles acompanham?
Essa profundidade transforma seu ICP de uma ficha cadastral em um verdadeiro mapa estratégico, que orienta não só o que você deve dizer, mas onde e quando.
De onde tirar os dados para um ICP acionável
A boa notícia é que você não precisa adivinhar. As respostas já estão dentro da sua empresa, na sua base de clientes atual.
A maneira mais rápida e eficiente de entender seu cliente ideal é conversando com seus melhores clientes. Pergunte por que eles escolheram você, qual problema específico sua solução resolveu e como era a vida deles antes. As respostas são ouro puro para o marketing.
Comece a sua investigação por estas três fontes principais:
- Entreviste seus melhores clientes: Selecione de 5 a 10 clientes que amam seu produto e estão tendo ótimos resultados. Agende uma conversa rápida e mergulhe nos pontos que listamos acima.
- Analise os dados do seu CRM: Procure por padrões entre os clientes com maior Lifetime Value (LTV) ou ciclos de venda mais curtos. Quais características eles têm em comum?
- Converse com sua equipe de vendas: Ninguém entende melhor as dores e objeções do mercado do que quem está na linha de frente. Pergunte quais são as perguntas mais frequentes e os sinais claros de que um lead tem alto potencial.
Ao cruzar essas informações, você terá uma visão 360 graus do seu cliente dos sonhos, unindo dados quantitativos com insights qualitativos.
Para te ajudar a organizar essas informações, preparei um template simples.
Estrutura para construção de ICP
Um template para guiar a definição do seu Perfil de Cliente Ideal (ICP), cobrindo desde dados demográficos até comportamentais.
| Critério | Descrição | Exemplo Prático (SaaS B2B) |
|---|---|---|
| Setor/Indústria | O nicho de mercado em que a empresa atua. | Empresas de Software as a Service (SaaS). |
| Tamanho da Empresa | Número de funcionários ou faturamento anual. | Entre 50 e 250 funcionários. |
| Localização Geográfica | Onde a empresa está sediada ou opera. | Brasil, com foco no eixo Rio-São Paulo. |
| Tecnologias Usadas | Softwares e ferramentas que fazem parte do dia a dia. | Usam Salesforce como CRM e Slack para comunicação. |
| Pontos de Dor | Os principais desafios e problemas que eles enfrentam. | Dificuldade em escalar a geração de leads qualificados. |
| Gatilhos de Compra | Eventos que os levam a procurar uma solução. | Receberam uma nova rodada de investimento. |
| Onde buscam informação | Canais de conteúdo que consomem. | Acompanham blogs de marketing e participam de eventos do setor. |
Lembre-se: o ICP foca na empresa, enquanto o conceito de persona detalha os indivíduos dentro dela. Se quiser se aprofundar, entender a diferença estratégica entre persona e SEO pode refinar ainda mais sua produção de conteúdo.
Alinhando marketing e vendas com MQL e SQL
Com o ICP bem definido, o próximo passo é criar um acordo claro entre marketing e vendas sobre o que é um lead pronto para uma abordagem comercial. É aqui que os termos MQL e SQL entram em cena.
- MQL (Marketing Qualified Lead): É um lead que se encaixa no seu ICP e mostrou interesse, como ao baixar um e-book ou se inscrever em um webinar. Ele está qualificado para o marketing, mas ainda não levantou a mão para comprar. O trabalho do marketing é nutri-lo para que avance na jornada.
- SQL (Sales Qualified Lead): É um MQL que deu um passo além, sinalizando uma intenção de compra mais clara. Talvez ele tenha pedido uma demonstração, solicitado um orçamento ou visitado sua página de preços várias vezes. Esse é o momento em que o marketing "passa o bastão" para a equipe de vendas.
Para que isso funcione sem atritos, é fundamental definir esses critérios em um Acordo de Nível de Serviço (SLA). Esse documento estabelece as responsabilidades de cada time, garantindo que o marketing entregue leads com o perfil certo e que vendas faça o follow-up de forma rápida e eficiente.
Esse alinhamento põe fim à famosa briga do "marketing manda lead ruim" contra "vendas não trabalha os leads" e cria um funil que realmente funciona para gerar receita.
Os melhores canais para encontrar leads que valem a pena
Saber para quem você está vendendo é metade da batalha. A outra metade, e talvez a mais complicada, é descobrir onde encontrar essas pessoas.
Com o seu Perfil de Cliente Ideal (ICP) bem definido, você para de atirar para todos os lados e começa a concentrar seu tempo e dinheiro nos canais onde seus melhores clientes realmente estão.
A escolha dos canais certos não é só uma questão de preferência, é uma decisão estratégica que afeta diretamente seu orçamento e, principalmente, a qualidade dos leads que você gera. A ideia não é estar em todos os lugares, mas sim dominar os lugares que mais importam para o seu negócio.
A força da mídia paga para quem tem pressa
Quando o objetivo é gerar leads qualificados de forma rápida e previsível, não tem pra ninguém: a mídia paga é o caminho. Canais como Google Ads e Meta Ads permitem uma segmentação quase cirúrgica do seu público, usando dados demográficos, interesses e comportamentos online.
Uma análise recente do mercado brasileiro, que olhou para 167 milhões de acessos em quase 3.000 sites, trouxe uns dados bem interessantes. O Google Ads é o rei do volume, sendo responsável por 27,48% de todo o tráfego.
Por outro lado, o Meta Ads (Facebook e Instagram) leva a medalha de ouro em eficiência. Ele tem a maior taxa de conversão para leads qualificados no país, com 3,4%, um pouco acima dos 3,28% do Google. Se quiser mergulhar nesses números, pode conferir o panorama completo da geração de leads no Brasil.
O que isso quer dizer na prática? O Google traz mais gente para a sua porta, mas o Meta é um pouco melhor em transformar essas visitas em oportunidades reais.
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Google Ads é perfeito para capturar a intenção de compra. Pensa comigo: alguém que busca por "software de CRM para pequenas empresas" já sabe que tem um problema e está ativamente procurando uma solução. O pulo do gato aqui é focar em palavras-chave de cauda longa, que são mais específicas e, por isso, atraem um público mais decidido.
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Meta Ads é brilhante para criar demanda. Você consegue alcançar pessoas que se encaixam perfeitamente no seu ICP, mesmo que elas ainda nem saibam que precisam de você. Anúncios em vídeo ou carrossel que mostram como você resolve uma dor específica do dia a dia costumam funcionar muito bem. Para ir além, dê uma olhada no nosso guia sobre como otimizar seus anúncios de leads no Facebook.
O segredo do sucesso na mídia paga não está só no lance ou no anúncio criativo. Está na coerência. A promessa que você faz no anúncio precisa ser entregue de forma clara e imediata na sua landing page. Essa fluidez na experiência do usuário é o que faz a taxa de conversão subir.
SEO e tráfego orgânico: construindo um ativo para o futuro
Enquanto a mídia paga te dá velocidade, o tráfego orgânico constrói um ativo que dura. Aparecer bem posicionado no Google para os termos que seu cliente ideal busca significa receber um fluxo constante de leads de alta qualidade, com um custo de aquisição que vai diminuindo com o tempo.
Apesar de o tráfego pago dominar em volume, o orgânico ainda representa uma fatia gigante, gerando cerca de 41,47% de todas as visitas aos sites. Isso prova que as pessoas confiam e clicam nos resultados de busca que não são anúncios.
A estratégia aqui é criar conteúdo que responda diretamente às dores e dúvidas do seu público. Pense em artigos de blog, guias completos e estudos de caso que não só atraem, mas também educam e qualificam quem chega ao seu site. Cada conteúdo vira um vendedor silencioso, trabalhando para sua empresa 24/7.
LinkedIn Ads: o paraíso do B2B
Se o seu cliente é outra empresa (B2B), o LinkedIn Ads é simplesmente indispensável. Nenhum outro canal permite segmentar com tanta precisão por cargo, setor, tamanho da empresa e até mesmo as tecnologias que eles usam.
É verdade, o custo por lead (CPL) no LinkedIn costuma ser mais salgado. No entanto, a qualidade do lead geralmente compensa e muito. Você está falando diretamente com os tomadores de decisão, o que tende a encurtar o ciclo de vendas e aumentar a taxa de fechamento.
- Sponsored Content: Promova seus artigos e whitepapers direto no feed do seu público-alvo.
- InMail Patrocinado: Envie mensagens personalizadas e diretas para a caixa de entrada de perfis específicos. É quase como um e-mail, mas com a chancela do LinkedIn.
- Lead Gen Forms: Use formulários nativos que se autopreenchem com os dados do perfil do usuário. Isso remove qualquer barreira e faz as taxas de conversão dispararem.
No fim das contas, a escolha do canal ideal depende do seu ICP, do seu orçamento e dos seus objetivos. Na maioria das vezes, a melhor abordagem é uma combinação estratégica: usar a mídia paga para ter resultados agora, enquanto você constrói uma base sólida com SEO para garantir o crescimento no longo prazo.
Crie ofertas de valor que seus leads não conseguem ignorar
A geração de um lead qualificado é, antes de mais nada, uma troca justa. Vamos ser sinceros: ninguém entrega dados pessoais como nome, e-mail e telefone de bandeja. Para que a conversão realmente aconteça, você precisa oferecer algo que valha o clique, algo que resolva uma dor real do seu cliente ideal.
A era do e-book genérico, feito só para cumprir tabela, já passou. Hoje, a chave para atrair os leads certos é criar ofertas com alto valor percebido. São aqueles materiais e experiências que fazem seu potencial cliente pensar: "É exatamente disso que eu preciso para resolver meu problema agora".
Vá além do básico nas suas iscas digitais
A qualidade da sua oferta dita a qualidade do lead que você atrai. É simples assim. Se você oferece um material superficial, vai atrair curiosos. Agora, se oferece uma solução prática para um problema complexo, atrai profissionais que estão, de fato, buscando respostas.
Pense em formatos que entregam valor imediato e saem do lugar-comum:
- Templates e planilhas: Uma planilha de controle de fluxo de caixa ou um template de calendário editorial são ferramentas práticas. O usuário pode começar a usar no mesmo dia. O valor é instantâneo.
- Calculadoras e diagnósticos: Ferramentas interativas que ajudam o lead a entender um problema ou a calcular o ROI de uma solução fazem duas coisas muito bem: posicionam sua empresa como especialista e entregam um resultado personalizado na hora.
- Webinars práticos: Em vez de uma palestra teórica, que tal um workshop ao vivo mostrando como resolver um desafio específico? Mostrar o "como" na prática, usando uma metodologia ou ferramenta, gera leads muito mais engajados.
- Demonstrações de produto: Para quem já está mais avançado na jornada, uma demonstração focada em resolver as dores daquele lead específico é uma das ofertas de fundo de funil mais poderosas que existem.
O segredo aqui é alinhar o formato da oferta com o estágio da jornada de compra. Um lead no topo do funil vai adorar um diagnóstico rápido. Já um lead lá no fundo está pronto para uma demonstração. Para se aprofundar no tema, vale a pena conferir os 6 mandamentos para fazer promoções e ofertas que realmente convertem.
Otimize seus formulários para uma captura inteligente
De nada adianta ter uma oferta incrível se o portão de entrada for um questionário gigante. Formulários longos e cheios de campos obrigatórios são um dos maiores assassinos de conversão. Ninguém tem paciência para preencher um interrogatório só para baixar um template.
É exatamente aqui que a estratégia de formulários progressivos brilha.
A ideia é simples e genial: em vez de pedir tudo de uma vez, você coleta informações aos poucos, a cada nova interação do lead com a sua marca.
No primeiro contato, peça apenas o essencial: nome e e-mail. Simples. Quando essa pessoa voltar para baixar outro material, o formulário já a reconhece e pede o próximo dado importante, como o cargo ou o tamanho da empresa.
Essa abordagem transforma a captura de dados numa conversa, não numa entrevista de emprego. Você enriquece o perfil do lead ao longo do tempo, sem criar atrito e sem assustar quem está apenas começando a te conhecer.
Conecte a captura com a automação
A captura de um lead não é a linha de chegada; é o ponto de partida. A verdadeira qualificação acontece na conversa que vem a seguir. Por isso, é crucial que seus formulários estejam diretamente conectados a fluxos de automação.
Imagine que um lead preenche um formulário para baixar um guia sobre "gestão de redes sociais". Na mesma hora, um fluxo automatizado pode entrar em ação:
- Entrega imediata: Em segundos, o lead recebe o material prometido no e-mail.
- Sequência de boas-vindas: Nos dias seguintes, ele recebe uma série de e-mails com dicas extras sobre o mesmo assunto.
- Segmentação automática: O sistema o adiciona a uma lista de interesse em "redes sociais", preparando o terreno para futuras comunicações.
Essa integração transforma uma simples conversão em uma experiência relevante desde o primeiro toque. Você começa a nutrir e a qualificar aquele contato de forma automática, construindo confiança e o guiando de forma suave pelo funil.
É hora de automatizar a nutrição para qualificar e priorizar seus leads
Conseguir o contato de um lead é só o começo da conversa. É o primeiro "oi". A verdadeira mágica, aquela que transforma um curioso em um cliente em potencial, acontece no que vem depois. Só que, vamos ser sinceros, é impossível iniciar um diálogo manual com cada pessoa que preenche um formulário. É aí que a automação de marketing entra em campo como sua principal jogadora.
Construir fluxos de nutrição automatizados é como ter um especialista trabalhando 24/7 para você. Ele educa, cria confiança e prepara o terreno para a venda, tudo de forma escalável e, o mais importante, personalizada. Cada e-mail e cada conteúdo entregue é um passo a mais que você dá junto com o lead na jornada de compra, aquecendo a relação e mostrando que sua empresa é a solução que ele procura.
O processo é mais simples do que parece. A pessoa se interessa por uma isca digital, preenche um formulário e a automação assume o comando para iniciar o relacionamento.

Apesar de ser uma virada de jogo, essa é uma área onde muita gente ainda patina. Uma pesquisa gigante com 1.500 empresas no Brasil mostrou um dado alarmante: embora 71,4% delas digam que gerar leads qualificados é seu maior desafio, quase metade (48%) ainda não tem uma régua de automação bem definida. Isso dói mais ainda em PMEs e startups, que precisam dessa sintonia fina entre marketing e vendas para sobreviver e crescer.
Se quiser mergulhar nesses números, pode conferir os dados completos do Panorama da Geração de Leads no Brasil e ver o cenário com seus próprios olhos.
Exemplos práticos de fluxos de nutrição que funcionam
A grande sacada da automação é que ela não é uma receita de bolo. Você pode e deve criar sequências específicas para cada momento, garantindo que a comunicação seja sempre relevante para quem está do outro lado.
- Fluxo de Boas-Vindas: O lead acabou de baixar seu e-book. Ele está no pico do interesse. É o seu momento de brilhar. Crie uma sequência curta, de 3 a 5 e-mails, para entregar o prometido, apresentar sua empresa, mandar seus melhores artigos sobre o tema e, por fim, fazer um convite para o próximo passo. Uma primeira impressão matadora.
- Nutrição por Interesse: Alguém visitou sua página de preços ou assistiu a um webinar sobre uma funcionalidade específica? Sinal de alerta! Ative um fluxo focado nesse interesse. Mande cases de sucesso, depoimentos de clientes e conteúdos que mostrem o valor daquela solução. É o empurrãozinho que faltava para a decisão.
- Reengajamento de Leads Frios: E aquele lead que está na sua base há meses sem dar um sinal de vida? Crie um fluxo para "acordá-lo". Um e-mail com uma pergunta direta ("Ainda precisa de ajuda com [desafio]?"), um conteúdo novo e exclusivo ou até uma oferta de consultoria rápida podem reacender a chama. O objetivo é reiniciar a conversa ou, se não houver resposta, limpar a base.
Automatizar a nutrição não é sobre disparar e-mails em massa. É sobre entregar a mensagem certa, para a pessoa certa, no momento certo, em escala. É a personalização inteligente que faz os leads avançarem no funil.
O poder do Lead Scoring para focar no que importa
Sua base de leads cresceu. Ótimo! Mas agora vem o "problema bom": em quem o time de vendas deve focar? A resposta está no Lead Scoring.
Pense nisso como um sistema de pontos que mostra quem está "quente" e pronto para uma abordagem comercial. Ele basicamente combina dois tipos de critérios para criar uma pontuação para cada lead:
- Pontos por Perfil: O lead se parece com seu cliente ideal (ICP)?
- Cargo: Diretor (+20 pontos), Gerente (+15), Analista (+5).
- Setor da Empresa: Tecnologia (+10), Varejo (+5).
- Nº de funcionários: 50-200 (+15).
- Pontos por Engajamento: O que o lead está fazendo?
- Abriu um e-mail: +1 ponto.
- Clicou em um link: +3 pontos.
- Visitou a página de preços: +15 pontos.
- Pediu uma demonstração: +50 pontos (gatilho direto para vendas!).
Quando você define um limite de pontos (por exemplo, 100 pontos), o sistema automaticamente sinaliza que aquele lead se tornou um MQL (Marketing Qualified Lead) e deve ser encaminhado para vendas. Chega de achismo. Com o lead scoring, sua equipe comercial para de perder tempo e passa a investir energia apenas nas oportunidades que têm chance real de virar negócio.
Perguntas frequentes sobre geração de leads
Até aqui, já desenhámos um mapa completo para gerar leads qualificados, desde a definição do cliente ideal até à automação que prepara o terreno para a venda. Mas, como em tudo na vida, é na prática que as dúvidas mais específicas aparecem.
Esta secção é um espaço para responder de forma direta e sem rodeios às perguntas mais comuns que surgem no dia a dia. Vamos esclarecer os pontos que costumam gerar confusão para que possa executar a sua estratégia com mais confiança.
Qual é a diferença real entre um MQL e um SQL?
Entender a fronteira entre MQL e SQL é, talvez, o ponto mais crítico para criar uma parceria de sucesso entre marketing e vendas. A grande diferença está na intenção de compra do lead.
Um MQL (Marketing Qualified Lead) é alguém que tem o perfil do seu cliente ideal (ICP) e demonstrou um interesse inicial. Pode ser alguém que descarregou um e-book ou se inscreveu num webinar. Ele está curioso, a pesquisar, mas ainda não deu um sinal claro de que quer comprar agora. A responsabilidade é do marketing, que precisa continuar a nutri-lo para o educar.
Já o SQL (Sales Qualified Lead) é um MQL que deu um passo à frente, indicando que está pronto para uma conversa comercial. Ele pediu um orçamento, agendou uma demonstração ou preencheu um formulário de "fale com um especialista". É a luz verde. O SQL está pronto para ser contactado pela equipa de vendas.
Ter esta separação bem definida evita o maior desgaste entre as equipas: os vendedores perdem menos tempo com contactos que ainda não estão no ponto, e o marketing consegue provar o seu valor ao entregar oportunidades mais quentes.
Quanto tempo leva para ver resultados com estas estratégias?
A resposta sincera? Depende do canal. As estratégias de geração de leads não têm todas a mesma velocidade, e entender isso ajuda a gerir as expectativas.
Com canais de mídia paga, como o Google Ads ou o Meta Ads, os resultados são quase imediatos. Depois de configurar e otimizar as campanhas, pode começar a ver os primeiros leads a chegar em dias ou, no máximo, algumas semanas. É a melhor opção para quem precisa de velocidade e tem orçamento para investir.
Por outro lado, estratégias orgânicas, como SEO e marketing de conteúdo, são como plantar uma árvore. Levam mais tempo para amadurecer, geralmente de 3 a 6 meses, antes de começarem a gerar um fluxo consistente de leads. A grande vantagem é que, quando começam a funcionar, tornam-se um ativo de longo prazo, atraindo leads de alta qualidade com um custo por aquisição muito menor.
A abordagem mais inteligente quase sempre envolve uma combinação dos dois: use o tráfego pago para ter resultados rápidos e validar as suas ofertas, enquanto constrói a sua base orgânica para garantir um crescimento sustentável.
Como sei se o meu lead scoring está a funcionar?
O seu sistema de lead scoring não pode ser uma caixa-preta. A prova final de que está a funcionar bem está na taxa de conversão.
O principal indicador é simples: os leads com alta pontuação que são passados para vendas estão, de facto, a transformar-se em oportunidades e clientes a uma taxa elevada? Se a resposta for sim, o seu modelo está no caminho certo.
Outro sinal vital vem diretamente do feedback dos vendedores. Eles sentem que os leads que recebem estão mesmo prontos para a conversa? Se a equipa comercial se queixa de que os leads ainda estão "frios", é um alerta vermelho para rever e ajustar os critérios de pontuação.
Para ter uma visão clara, monitorize estas duas métricas de perto:
- Taxa de aceitação de leads por vendas: Qual a percentagem de MQLs que a equipa de vendas aceita e transforma em SQLs?
- Ciclo de vendas: O tempo para fechar um negócio com leads que vieram do scoring está a diminuir?
Devo focar-me num canal ou diversificar desde o início?
Para a maioria das empresas, especialmente as que têm recursos mais limitados como startups e PMEs, o foco é muito mais poderoso do que a diversificação no começo.
Tentar estar em todos os canais ao mesmo tempo é a receita para diluir os seus esforços, o seu orçamento e a sua capacidade de aprender. Acaba por fazer um pouco de tudo, mas não domina nada.
A minha recomendação é simples: escolha um, no máximo dois canais, onde tem a maior certeza de que o seu cliente ideal está. Mergulhe de cabeça, entenda como funciona, teste abordagens diferentes e crie um processo que gere resultados de forma consistente.
Só depois de validar e dominar esse primeiro canal é que deve usar o lucro e o conhecimento para expandir de forma estratégica para o próximo. A diversificação é o objetivo final, mas deve ser uma consequência do sucesso, não uma aposta inicial.
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