{"id":61779,"date":"2022-07-04T11:20:03","date_gmt":"2022-07-04T14:20:03","guid":{"rendered":"https:\/\/rockcontent.com\/br\/?p=61779"},"modified":"2025-09-18T18:00:57","modified_gmt":"2025-09-18T21:00:57","slug":"jam-session-ricardo-poli","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pingback.com\/br\/resources\/jam-session-ricardo-poli\/","title":{"rendered":"\u2018N\u00e3o d\u00e1 para pensar em Marketing Digital sem pensar nos fundamentos do Marketing\u2019, diz Ricardo Poli, professor e consultor"},"content":{"rendered":"<p>O mundo est\u00e1 em constante mudan\u00e7a e exige que marcas se adaptem a diferentes realidades e demandas s\u00e3o clich\u00eas que voc\u00ea j\u00e1 conhece e ouviu dezenas de vezes (mas que n\u00e3o deixam de ser verdade mesmo assim). No entanto, abra\u00e7ar o dinamismo da vida significa se entregar ao novo e deixar para tr\u00e1s tudo que nos trouxe at\u00e9 aqui?<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a provoca\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/onovomercado.com\/o-bom-e-velho-marketing\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ricardo Poli<\/a>, palestrante, professor e consultor h\u00e1 cerca de 30 anos, al\u00e9m de defensor do <strong>bom e velho Marketing<\/strong>. Convidado para participar da \u00faltima Jam Session da Rock Content, uma s\u00e9rie de entrevistas e webinars gratuitos com os melhores profissionais do mercado, Poli mostrou como muitos fundamentos de Marketing utilizados por profissionais anos atr\u00e1s, muito antes do <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/resources\/marketing-digital\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">digital<\/a>, est\u00e3o longe de estarem obsoletos.<\/p>\n<p>Longe de ser saudosista, Poli convida gestores e marcas a olhar atentamente para o mundo e ter um olhar 360\u00b0 para desenvolver suas estrat\u00e9gias, independentemente do canal. Ao advogar pelo chamado \u2018Marketing raiz\u2019, Poli deixa claro que n\u00e3o \u00e9 necessariamente contra o Marketing Digital, mas sim como ele \u00e9 visto. \u201cMarketing n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de Marketing Digital\u201d, ele afirma. \u201cO Marketing \u00e9 um s\u00f3, e ele tem seus fundamentos. Mas a forma como uma marca se manifesta hoje tem, indiscutivelmente, muito do digital\u201d.<\/p>\n<p>Seja raiz ou Nutella, digital ou anal\u00f3gico, Poli ressalta como o Marketing em seu conceito mais fundamental carrega princ\u00edpios que s\u00e3o vitais para nortear qualquer estrat\u00e9gia: a capacidade de entender seu p\u00fablico, de olhar para o mundo, de ter um posicionamento forte e entender sua ess\u00eancia.<\/p>\n<p>Avesso \u00e0 quantidade de m\u00e9tricas, t\u00e9cnicas, manuais, f\u00f3rmulas e regras que existem hoje em dia no mundo do Marketing, Poli chama aten\u00e7\u00e3o para elementos que sempre foram b\u00e1sicos e continuam sendo relevantes at\u00e9 hoje para marcas que desejam ser lembradas.<\/p>\n<p>\u201cTenha bem claro quais s\u00e3o os fundamentos da exist\u00eancia da sua marca. Isso n\u00e3o tem nada a ver com digital. O quem \u00e9 voc\u00ea, seu conjunto de significados, associa\u00e7\u00f5es, tudo isso. Segunda coisa: entenda o fen\u00f4meno das redes sociais. Fa\u00e7a parte do movimento, n\u00e3o queria ser o movimento. Pense 360 graus, n\u00e3o deixe de estar presente e executar a\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o que j\u00e1 existiam. N\u00e3o foque todo seu esfor\u00e7o nas redes sociais. Mas se voc\u00ea quer estar l\u00e1, tem que estar de um jeito. E olhe para o mundo para ver o que o mundo quer\u201d, completa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de falar sobre os pilares do bom e velho Marketing, Poli compartilhou muito mais insights sobre as armadilhas e riscos que marcas enfrentam ao adotar novidades sem estrat\u00e9gia, a urg\u00eancia de humanizar o posicionamento de marca, o papel do conte\u00fado para ajudar marcas a se aproximar dos clientes e muito mais.<\/p>\n<p>Assista \u00e0 entrevista no v\u00eddeo abaixo ou leia a transcri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Jam Session com Ricardo Poli - De volta ao bom e velho marketing\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gi6UpLKfUtw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n<\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Transcri\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Estamos ao vivo! Boa tarde galera, est\u00e3o nos ouvindo bem? Sejam muito bem vindos a mais uma Jam Session da Rock. Para quem n\u00e3o conhece, as Jam Sessions s\u00e3o webin\u00e1rios que fazemos mensalmente com especialistas e grandes nomes do mercado para trocar uma ideia e falar um pouco sobre Marketing, vendas e tudo que engloba o universo do Marketing. Nosso objetivo \u00e9 trazer <em>insights<\/em> que possam ser implementados na carreira e no neg\u00f3cio de voc\u00eas.<\/strong><\/p>\n<p>Hoje estou aqui com um convidado ilustre, o Ricardo Poli. Antes de mais nada, deixa eu me apresentar: sou o F\u00e1bio, gerente de Marketing da Rock Content, e cuido hoje do nosso time de <em>growth<\/em> e nosso time de Marketing e estou conversando hoje com Ricardo Poli, que \u00e9 palestrante, professor e consultor h\u00e1 cerca de 30 anos. Vou deixar que ele se apresente um pouco mais. Seja muito bem-vindo!<\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista]<\/strong> Obrigado! Meus alunos sempre esperam que eu fa\u00e7a um &#8220;ol\u00e1&#8221;, que \u00e9 como eu inicio minhas aulas. \u00c9 um prazer estar com voc\u00eas, fica aqui o meu agradecimento a voc\u00ea, F\u00e1bio, a minha querida ex-aluna da ESPM que me indicou para estar com voc\u00eas hoje; a Cury, a Cec\u00edlia e todo mundo que promoveu essa oportunidade.&nbsp;<\/p>\n<p>Estou falando logo no come\u00e7o porque sempre esque\u00e7o de algu\u00e9m no final. Se eu esqueci de algu\u00e9m, se sinta agradecido. Voc\u00ea foi muito generoso na sua apresenta\u00e7\u00e3o, eu estou aqui para falar do que chamamos de<strong> bom e velho Marketing<\/strong>, e justamente com voc\u00eas que s\u00e3o a linha de frente do Marketing de Conte\u00fado.&nbsp;<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o gosto de ficar falando muito de mim mesmo, F\u00e1bio, mas s\u00f3 como curiosidade, eu sou engenheiro de alimentos pela <strong>Unicamp<\/strong>. Tive uma carreira meio doida, que se adentrou para o mundo do Marketing primeiro no trabalho com consultoria e depois acabei me descobrindo como professor e a\u00ed fiz especializa\u00e7\u00e3o, <strong>MBA<\/strong>, e tudo acabou com um mestrado em comunica\u00e7\u00e3o e semi\u00f3tica.&nbsp;<\/p>\n<p>Ou seja, eu sa\u00ed l\u00e1 das exatas e fui l\u00e1 para humanas e quem sabe um doutorado em filosofia para fechar bem esse ciclo. Eu n\u00e3o gosto de ficar falando muito disso n\u00e3o, mas s\u00e3o v\u00e1rios anos, com esse ano em particular s\u00e3o 30 anos como professor &#8211; comecei como professor de matem\u00e1tica, e geometria &#8211; e 30 anos de consultoria tamb\u00e9m.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Legal, Poli! Eu conhe\u00e7o alguns engenheiros tamb\u00e9m que sa\u00edram da engenharia e vieram para o Marketing, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o incomum assim.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o hoje como o Poli comentou, vamos falar sobre o bom e velho Marketing, basicamente alguns conceitos fundamentais que acabam sendo esquecidos, principalmente pela turma nova que entra no Marketing Digital.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mas antes da gente entrar na conversa do webin\u00e1rio em si, eu queria que voc\u00ea me falasse um pouquinho sobre quais foram os fundamentos da sua carreira. Voc\u00ea est\u00e1 no Marketing h\u00e1 tanto tempo,- e sem querer te chamar de velho, mas de carreira voc\u00ea tem mais que minha idade (risos), &#8211; ent\u00e3o queria que voc\u00ea falasse um pouco dos fundamentos da sua carreira que fizeram voc\u00ea estar a\u00ed h\u00e1 tanto tempo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista]<\/strong> Eu acho que devo ter por volta do dobro da sua idade, mas o que eu aprendi &#8211; principalmente quando eu falava com a galera dos cursinhos, eu palestrei muito sobre carreira na \u00e9poca da <strong>ESPM<\/strong> &#8211; \u00e9 que sua carreira nunca est\u00e1 pronta, ela \u00e9 um caminho que voc\u00ea est\u00e1 percorrendo e perseguindo. Eu falo que muitas vezes a sua profiss\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 indexada na faculdade que voc\u00ea fez &#8211; olha quantos casos a gente tem disso.&nbsp;<\/p>\n<p>Eu dei aula magna no <strong>Mackenzie<\/strong> esse ano e tinha no evento um artista franc\u00eas, famoso, e que fez enfermagem. Pode chegar um dia na sua vida em que sua profiss\u00e3o n\u00e3o tem nada a ver com a faculdade que voc\u00ea fez. Isso n\u00e3o quer dizer que foi uma perda de tempo, n\u00e3o foi. Eu digo &#8220;<em>uma vez engenheiro sempre engenheiro<\/em>&#8220;, porque o engenheiro tem orgulho da faculdade que faz, a gente sofre muito por cinco anos e queremos valorizar isso para o resto da vida.&nbsp;<\/p>\n<p>Mas a engenharia me deu a l\u00f3gica de pensar, me deu a capacidade de aprender a aprender &#8211; n\u00e3o tem desafio dif\u00edcil. Eu sempre falo para os meus alunos de comunica\u00e7\u00e3o que chega o feriado e eles discutem para onde v\u00e3o viajar e na engenharia chegava o feriado e a gente ficava feliz para estudar e colocar a mat\u00e9ria em dia. Tem elementos da forma\u00e7\u00e3o do engenheiro que servem para muitas profiss\u00f5es, vejo muito isso na capacidade de aceitar desafios, de matar no peito, e achar que tudo \u00e9 poss\u00edvel.&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a l\u00f3gica do pensamento &#8211; o engenheiro sabe estabelecer uma l\u00f3gica e sabe entender l\u00f3gicas, o que acho que \u00e9 fundamental para qualquer profiss\u00e3o, principalmente no Marketing.&nbsp;<\/p>\n<p>E qual \u00e9 a l\u00f3gica do Marketing? Qual \u00e9 a l\u00f3gica do digital? Quando eu falo do <strong>bom e velho Marketing<\/strong>, do Marketing raiz \u00e9 porque tem uma l\u00f3gica que nunca vai mudar, mas que vai precisar se adaptar aos novos tempos.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Legal. E at\u00e9 j\u00e1 pegando como gancho essa parte de que vai precisar de adaptar, vamos direto ao ponto central do webin\u00e1rio &#8211; e que voc\u00ea gosta muito de falar em suas palestras, nas suas aulas, &#8211; que \u00e9 o tal de Marketing raiz. Afinal de contas, o que \u00e9 esse Marketing raiz e como voc\u00ea acha que ele tem que se adaptar ou como ele se adapta \u00e0s demandas atuais do mundo digital que a gente vive?<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista]<\/strong> O fato deu usar o termo Marketing raiz &#8211; ou aquilo que criamos no <strong>Novo Mercado<\/strong>, <strong>o bom e velho Marketing<\/strong> &#8211; na verdade foi uma rea\u00e7\u00e3o, foi uma forma de criar um jarg\u00e3o justamente em contraposi\u00e7\u00e3o ao Marketing Digital. A galera do Marketing Digital come\u00e7ou a dizer que fazia Marketing Digital nas suas mais variadas facetas &#8211; parecem um dado de <strong>RPG<\/strong> com tantos lados &#8211; e parece que pelo discurso da galera do digital (e eu n\u00e3o condeno, foi a maneira de vender a ideia), Marketing Digital virou sin\u00f4nimo de tudo aquilo que o Marketing \u00e9, mas n\u00e3o \u00e9 assim.&nbsp;<\/p>\n<p>Tem muita gente no digital que comete o equ\u00edvoco de promover o digital condenando o Marketing raiz. Eles questionam e dizem que tudo que veio antes n\u00e3o vale de nada, e n\u00e3o \u00e9 assim. Tanto que a minha grande provoca\u00e7\u00e3o \u00e9 que o Marketing Digital n\u00e3o existe. Se voc\u00ea conhece Marketing voc\u00ea vai entender que Marketing Digital n\u00e3o existe, existe comunica\u00e7\u00e3o digital, canais de distribui\u00e7\u00e3o digital. O Marketing \u00e9 muito mais que o digital.&nbsp;<\/p>\n<p>Uma vez eu fiz um post de brincadeira falando que a carrocinha de garapa na feira tem uma rentabilidade de neg\u00f3cio muito alta, nenhuma aplica\u00e7\u00e3o da <strong>XP<\/strong> \u00e9 igual, e o que ele tem de digital? Nada.&nbsp;<\/p>\n<p>Tem muitos neg\u00f3cios de sucesso que n\u00e3o s\u00e3o nada digitais. Fiz um v\u00eddeo tamb\u00e9m do rapaz que vende pamonha na minha rua e ele disse que est\u00e1 fazendo isso h\u00e1 40 anos e ganha dinheiro com isso&#8230; \u00e9 aquilo de falar de porta em porta, de falar diretamente com seu p\u00fablico, e isso ele faz na pr\u00e1tica.&nbsp;<\/p>\n<p>O fato de ter criado o Marketing raiz ou <strong>o bom e velho Marketing<\/strong> foi uma contraposi\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o para falar que existe o digital e o outro lado. Mas eu n\u00e3o tenho nada contra o Marketing Digital, pelo contr\u00e1rio, eu s\u00f3 acho que Marketing \u00e9 um s\u00f3. N\u00e3o d\u00e1 para pensar em Marketing Digital sem pensar nos fundamentos do Marketing que v\u00e3o se concretizar, se efetivar de uma forma diferente, at\u00e9 porque existem solu\u00e7\u00f5es para alguns problemas que o pessoal do digital n\u00e3o vai ter condi\u00e7\u00f5es de dar.&nbsp;<\/p>\n<p>Eu me deparo com alguns desafios em minhas consultorias que se fossem direcionados para o pessoal do digital eu n\u00e3o sei como seriam resolvidos. Por exemplo, estou dando consultoria para um banco que vai surgir, e tem que fazer um projeto de <em>branding<\/em>, criar uma marca: qual a concep\u00e7\u00e3o dessa marca, qual seu conjunto de significados, associa\u00e7\u00f5es, &#8211; e o pessoal do digital n\u00e3o cria nome &#8211; qual o mercado que ela vai atender, quais os desejos e necessidades a serem atendidos, e isso nunca vai mudar.&nbsp;<\/p>\n<p>Agora a forma de se manifestar ao mundo, a forma que uma marca se manifesta ao mundo hoje tem muito do digital. E existe outro contraponto que vamos falar mais para a frente.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] \u00c9 interessante isso que voc\u00ea falou porque vemos a galera do digital fazendo essa confus\u00e3o do que \u00e9 um canal e uma estrat\u00e9gia de fato, e vemos que se o pessoal que trabalha com Marketing faz essa confus\u00e3o, os leigos mais ainda. Quando eu vou cortar o cabelo, por exemplo, e falo que trabalho com Marketing, o pessoal me pede dicas de Instagram, acham que redes sociais s\u00e3o sin\u00f4nimo de Marketing. E isso me traz a pr\u00f3xima pergunta: para voc\u00ea quais s\u00e3o os maiores riscos de uma empresa, ou marca, pensar uma estrat\u00e9gia sem prestar aten\u00e7\u00e3o no Marketing raiz? De j\u00e1 querer partir para a pr\u00e1tica antes de pensar na estrat\u00e9gia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista] <\/strong>Tem v\u00e1rios riscos. Vou te dar o exemplo do universo digital dos infoprodutos. Eu vejo muitos dos gurus do infoproduto falarem assim: \u00e9 preciso descobrir uma coisa que voc\u00ea sabe fazer bem ou algum conhecimento que voc\u00ea tem de maneira muito relevante e jogar para o mundo que o mundo vai comprar. Isso \u00e9 um pensamento de dentro para fora. <strong>O bom e velho Marketing<\/strong> fala para olharmos para o mundo tamb\u00e9m. O princ\u00edpio de tudo no Marketing \u00e9 que eu tenho que ter no\u00e7\u00e3o daquilo que eu tenho capacidade de oferecer para o mundo, mas ao mesmo tempo eu preciso olhar o que o mundo necessita e deseja.&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o adianta lan\u00e7ar um curso &#8220;<em>eu adoro coalas<\/em>&#8221; aqui no Brasil, por exemplo. Fica estranho.&nbsp;<\/p>\n<p>Outro dia eu estava num treinamento fazendo uma experi\u00eancia com o pessoal do <strong>Mercado Livre<\/strong>, e a\u00ed a pessoa falou &#8220;<em>eu tenho o produto, fa\u00e7o o an\u00fancio certinho, mas n\u00e3o tenho vendas<\/em>&#8221; ent\u00e3o eu perguntei qual era o produto: alm\u00f4ndegas de a\u00e7a\u00ed. Eu pensei comigo n\u00e3o precisa nem dizer porque as pessoas n\u00e3o procuram &#8211; tem que olhar para o mundo.&nbsp;<\/p>\n<p>Temos que buscar uma intersec\u00e7\u00e3o: existe uma intersec\u00e7\u00e3o entre aquilo que voc\u00ea quer oferecer pro mundo e entre o que o mundo necessita e deseja? Qual o tamanho dessa intersec\u00e7\u00e3o? \u00c9 a\u00ed que voc\u00ea come\u00e7a a pensar em inova\u00e7\u00f5es, diferencia\u00e7\u00f5es e uma oferta. E n\u00e3o se esque\u00e7a: voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 sozinho nesse mundo, talvez tenha nesse exato momento algu\u00e9m com a mesma ideia que voc\u00ea, mas como voc\u00ea vai ser diferente dele?<\/p>\n<p>\u00c9 o que eu falo com o pessoal do digital, quantos gestores de tr\u00e1fego est\u00e3o se formando nesse exato momento no mundo, quantos gestores de m\u00eddias sociais, quantos estrategistas de m\u00eddia social est\u00e3o se formando nesse exato momento? Todo mundo fazendo a academia do <strong>Sobral<\/strong> ou a forma\u00e7\u00e3o de m\u00eddias sociais do <strong>Novo Mercado <\/strong>&#8211; e n\u00e3o estou negando, esses caras s\u00e3o fenomenais -, mas cada colega de turma \u00e9 um concorrente seu ali. Como voc\u00ea vai ser diferente dele?&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 que no digital tudo \u00e9 muito t\u00e9cnico, como ser diferente? Voc\u00ea s\u00f3 vai ser diferente quando desenvolver a capacidade de entender o neg\u00f3cio do seu cliente. Quando voc\u00ea souber fazer as melhores perguntas para entender o neg\u00f3cio dele e entender o mercado do neg\u00f3cio do seu cliente &#8211; ir l\u00e1 na ponta, \u00e9 assim que voc\u00ea se diferencia. Porque assim voc\u00ea vai usar as ferramentas do digital de uma maneira muito mais inteligente.&nbsp;<\/p>\n<p>O que me incomoda no digital \u00e0s vezes \u00e9 esse monte de regra e f\u00f3rmula: cuidado!&nbsp; Um dos princ\u00edpios de tudo \u00e9 que cada contexto \u00e9 um contexto, \u00e9 diferente. Posso ter duas empresas de varejo online que vendem exatamente as mesmas categorias de produto e elas podem ser empresas totalmente diferentes, pois as empresas s\u00e3o formadas por pessoas e por causa disso elas t\u00eam identidades diferentes, caracter\u00edsticas diferentes, prop\u00f3sitos diferentes. Esse \u00e9 o grande desafio e o que me incomoda \u00e0s vezes no digital \u00e9 pegar uma mesma f\u00f3rmula e aplicar para todos.&nbsp;<\/p>\n<p>Por exemplo, uma <strong>f\u00f3rmula de lan\u00e7amento<\/strong>, nada contra o rapaz da f\u00f3rmula de lan\u00e7amento, o <strong>\u00c9rico<\/strong>, acho ele um fen\u00f4meno mercadol\u00f3gico fant\u00e1stico, mas assim, a mesma f\u00f3rmula para todo mundo? Alguns princ\u00edpios sim, mas n\u00e3o tudo.&nbsp;<\/p>\n<p>Essa capacidade de entender o neg\u00f3cio passa por entender o seguinte: qual \u00e9 o mercado, qual \u00e9 a demanda que voc\u00ea quer atender, esse mercado \u00e9 formado por segmentos? Nem toda a demanda \u00e9 atendida, ent\u00e3o como \u00e9 o consumo, etc.<\/p>\n<p>Entender mercado, desejos e necessidades, demanda e entender como eu me torno uma marca.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Acho que \u00e9 por a\u00ed mesmo. Cada dia tem algo novo para aprender em termos de coisas t\u00e9cnicas, e se a gente n\u00e3o entende a estrat\u00e9gia do nosso neg\u00f3cio n\u00e3o sabemos nem a raz\u00e3o de estar fazendo tal coisa. A\u00ed surge o TikTok e o profissional acha que tem que criar tudo ali; um tempo atr\u00e1s foi o Snapchat, e enfim, todo dia vai surgir uma rede social nova e isso n\u00e3o necessariamente vai mudar a estrat\u00e9gia de um neg\u00f3cio.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista] <\/strong>\u00c9 importante entender que tem neg\u00f3cios que s\u00e3o digitais, eminentemente digitais. O cara que tem um infoproduto &#8211; e eu vou lan\u00e7ar o meu em breve &#8211; ele \u00e9 eminentemente digital, a\u00ed voc\u00ea est\u00e1 \u00e0 merc\u00ea das redes. Mas tem neg\u00f3cios que t\u00eam bra\u00e7os digitais, que n\u00e3o s\u00e3o eminentemente digitais.&nbsp;<\/p>\n<p>Quando eu falo que o Marketing Digital \u00e9 um canal \u00e9 porque ele pode ser um canal de distribui\u00e7\u00e3o como um <em>e-commerce<\/em> ou o varejo online; e ele pode ser um canal de comunica\u00e7\u00e3o quando eu falo de marcas que querem se manifestar ao mundo e falar com seus p\u00fablicos. \u00c9 sempre um canal. Mas tem neg\u00f3cios que s\u00e3o digitais e que de altura, largura e profundidade n\u00e3o tem nada, \u00e9 servi\u00e7o puro.<\/p>\n<p>Se o seu neg\u00f3cio \u00e9 digital, voc\u00ea tem que estar \u00e0 merc\u00ea das redes sociais e tem que saber os riscos que isso tr\u00e1s.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Perfeito, Poli. Pegando esse gancho de redes sociais, e englobando seu coment\u00e1rio sobre os neg\u00f3cios que s\u00e3o digitais, e tamb\u00e9m os neg\u00f3cios que tem bra\u00e7os digitais; querendo ou n\u00e3o as redes sociais hoje possibilitam um alcance e uma comunica\u00e7\u00e3o diferenciada, al\u00e9m de mudar muito o comportamento do consumidor de forma geral, e o modo como as pessoas interagem com as marcas tamb\u00e9m.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na sua percep\u00e7\u00e3o, como as marcas devem se adaptar ou n\u00e3o a essa realidade das redes sociais e como elas podem ter um bom impacto nas redes pensando nos fundamentos do Marketing tradicional, n\u00e3o simplesmente criando um perfil por criar. Qual seria a estrat\u00e9gia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista]<\/strong> Eu acredito que as redes sociais s\u00e3o uma nova m\u00eddia, certo? Tudo come\u00e7ou com o r\u00e1dio, depois veio a televis\u00e3o, cinema, jornal, revista, etc. As m\u00eddias sociais s\u00e3o as novas m\u00eddias. O que temos que entender \u00e9 que cada m\u00eddia tem sua pr\u00f3pria din\u00e2mica.&nbsp;<\/p>\n<p>Outro dia eu estava falando com um amigo que \u00e9 publicit\u00e1rio das antigas e as ag\u00eancias anteriormente tinham uma pessoa de atendimento como estrategista, uma pessoa de cria\u00e7\u00e3o como designer e uma pessoa de m\u00eddia. O que mudou mesmo \u00e9 a pessoa de m\u00eddia, porque n\u00e3o d\u00e1 mais para pensar com a l\u00f3gica do jornal e do r\u00e1dio. A gest\u00e3o de tr\u00e1fego tem outra l\u00f3gica e que est\u00e1 mudando constantemente, diferente da m\u00eddia tradicional que nunca mudou, era uma tabela fixa de pre\u00e7os e inser\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n<p>O que eu vejo nas grandes marcas \u00e9 que tem uma febre, at\u00e9 uma fobia de estar nas redes sociais. Sim, \u00e9 importante estar nas redes sociais, mas n\u00e3o pode entrar de qualquer jeito. O que eu vejo nessas marcas \u00e9 que elas se esqueceram dos fundamentos na hora de entrar nas m\u00eddias sociais.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso entender que a m\u00eddia social \u00e9 antes de tudo um fen\u00f4meno sociol\u00f3gico. Por que as pessoas est\u00e3o presentes nas redes sociais? Por que as pessoas t\u00eam <strong>Instagram<\/strong>, <strong>Facebook<\/strong>, <strong>TikTok<\/strong> e <strong>LinkedIn<\/strong>? Elas querem se manifestar para o mundo. Toda pessoa que tem um celular na m\u00e3o \u00e9 uma m\u00eddia, essa \u00e9 a quest\u00e3o. Cada pessoa no mundo \u00e9 uma m\u00eddia e temos que entender que as pessoas t\u00eam a necessidade e o desejo &#8211; por isso que eu falei de um fen\u00f4meno sociol\u00f3gico &#8211; de se manifestar para o mundo.&nbsp;<\/p>\n<p>Manifestar seus gostos, seus desgostos, suas opini\u00f5es pol\u00edticas, suas paix\u00f5es de futebol, suas conquistas e fracassos e tudo o mais. Isso come\u00e7ou l\u00e1 atr\u00e1s com os programas tipo <strong>BBB<\/strong>, na verdade com um programa da <strong>MTV<\/strong> que eu nem sei se voc\u00ea j\u00e1 era nascido, e depois veio o <strong>BBB<\/strong> que era todos olhando para a vida dos outros.&nbsp;<\/p>\n<p>O que as m\u00eddias sociais fizeram? Trouxeram a possibilidade de voc\u00ea ser o <strong>BBB<\/strong> e ser visto por um monte de gente. O que n\u00e3o podemos esquecer? Que o Marketing Digital tamb\u00e9m tem seus fundamentos. Por que as pessoas est\u00e3o presentes nas redes sociais? Para se informar, para se entreter e estabelecer contatos, ou <em>networking<\/em>, essas tr\u00eas coisas.&nbsp;<\/p>\n<p>O que eu sempre falo \u00e9 que as grandes marcas n\u00e3o sacaram isso, muita gente ainda n\u00e3o sacou isso. Existem movimentos dentro das redes sociais e as grandes marcas \u00e0s vezes caem na armadilha de querer ser o movimento, e n\u00e3o fazer parte de um movimento. E a\u00ed entra naqueles processos de estabelecer <strong>KPI<\/strong> de contagem de quantos <em>likes<\/em> teve. O que digital trouxe para o bom e velho gerente de Marketing, gerente de produto e diretor de Marketing? M\u00e9tricas. Quantidade de <em>likes<\/em>, <em>views<\/em> e essa coisa toda.&nbsp;<\/p>\n<p>Mas isso \u00e9 uma ilus\u00e3o, tudo fica metrificado por esses <strong>KPI<\/strong>s, por esses par\u00e2metros, mas pera a\u00ed. As marcas se colocam nas m\u00eddias sociais da mesma maneira que elas se colocavam no intervalo comercial da TV. E isso \u00e9 um erro, porque as pessoas n\u00e3o querem ver an\u00fancios. Quanto tempo dura um an\u00fancio no seu <em>feed<\/em>? Na hora que der um <em>refresh<\/em> no <em>feed<\/em>, quanto tempo dura um an\u00fancio: cinco, dez segundos? E esse \u00e9 o grande problema das grandes marcas. As pessoas est\u00e3o tentando se tornar marcas e as marcas est\u00e3o tentando se tornar pessoas, mas a velocidade com que as pessoas est\u00e3o conquistando isso \u00e9 muito maior do que as marcas est\u00e3o fazendo o caminho contr\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n<p>Se a internet \u00e9 um fen\u00f4meno sociol\u00f3gico e humano, as marcas t\u00eam que se tornar humanas, tem que ser pessoas na internet. Primeiro fique amigo das pessoas, depois queira vender algo para elas. E a\u00ed entra o papel de voc\u00eas, que \u00e9 a quest\u00e3o do conte\u00fado. O que eu posso oferecer para essa pessoa?&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00f3 para fechar o racioc\u00ednio, o digital trouxe uma coisa que mudou a hist\u00f3ria do Marketing que \u00e9 o seguinte: nunca as marcas tiveram a oportunidade de conversar t\u00eate-\u00e0-t\u00eate com seus clientes de maneira pessoal e personalizada em massa como agora, e elas n\u00e3o est\u00e3o sabendo aproveitar isso.&nbsp;<\/p>\n<p>T\u00f4 fazendo a cr\u00edtica aos caras do <strong>bom e velho Marketing<\/strong> para quem eu dei aula a vida inteira.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Pensando no que voc\u00ea falou de que as pessoas est\u00e3o se tornando marcas, temos a presen\u00e7a muito forte hoje do Marketing de influ\u00eancia, influenciadores digitais fazendo parte da estrat\u00e9gia de muitas empresas, e muitas at\u00e9 almejam se tornar os influenciadores, mas algumas poucas conseguem de fato esse status e confian\u00e7a do consumidor, certo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Minha pergunta \u00e9 exatamente pensando no profissional de Marketing que est\u00e1 nos assistindo, e \u00e0s vezes trabalha numa grande empresa, ou at\u00e9 uma empresa menor, como que essas marcas podem se preparar para isso que voc\u00ea comentou, essa publicidade mais humanizada, essa possibilidade que temos hoje de conversar com o consumidor de uma forma mais direta e n\u00e3o s\u00f3 ele assistindo uma propaganda ou sendo interrompido de certa forma?<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista]<\/strong>&nbsp; Primeira coisa, um paradigma que precisa ser quebrado: tem que ser ousado para quebrar algumas regras do manual de <em>branding<\/em> e do manual de <em>compliance<\/em>, que nesse mundo digital muitas vezes s\u00f3 servem para atrapalhar. Vamos trabalhar um exemplo, mas outro ponto antes disso s\u00e3o as m\u00e9tricas. Tem m\u00e9tricas que s\u00e3o imensur\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n<p>O que \u00e9 uma marca? Uma marca \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de um conjunto de signos. O que busca uma marca? Ser percebida como \u00fanica pelo seu p\u00fablico. E isso passa por dois aspectos fundamentais: o conjunto de significados que ela tem e o conjunto de associa\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas.&nbsp;<\/p>\n<p>Por que uma marca \u00e9 forte? Por que temos na prateleira do supermercado o <strong>leite condensado Gl\u00f3ria<\/strong> e o<strong> leite Mo\u00e7a<\/strong>, ambos com o mesmo pre\u00e7o, e o que mais vende \u00e9 o <strong>leite Mo\u00e7a<\/strong>?&nbsp;<\/p>\n<p>Porque ele tem uma marca forte, que est\u00e1 na vida das pessoas desde da inf\u00e2ncia, porque o consumidor acredita que \u00e9 melhor\u2026 Se eu fizer dois brigadeiros, um com <strong>leite Mo\u00e7a<\/strong> e outro com <strong>leite Gl\u00f3ria<\/strong>, voc\u00ea saberia a diferen\u00e7a? Eu duvido. A quest\u00e3o \u00e9 que isso \u00e9 uma marca.&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c0s vezes eu crio um conjunto de significados que se concretizam em signos que v\u00e3o fazer com que as pessoas comprem o meu produto ou meu servi\u00e7o muito mais por raz\u00f5es subjetivas, afetivas e emocionais do que quest\u00f5es racionais. Se fosse racional, como eu, o consumidor vai sempre comprar o <strong>leite Gl\u00f3ria <\/strong>(risos).<\/p>\n<p>E at\u00e9 que ponto isso se mede? Como se mede engajamento? Engajamento \u00e9 <em>like\/deslike<\/em>? N\u00e3o, \u00e9 o quanto voc\u00ea conversa com seu consumidor. Uma marca precisa ser mais humanizada, conversar mais com seus clientes, e quem tem departamento de Marketing hoje que vai ficar nas redes sociais conversando e interagindo com todos os clientes dessa marca?E como se mede o resultado disso? \u00c0s vezes n\u00e3o se mede, ou se acredita ou n\u00e3o acredita.&nbsp;<\/p>\n<p>Pensa comigo: voc\u00ea pega uma jovem com 18, 19 anos com canal no <strong>Youtube<\/strong> falando de cosm\u00e9ticos. E voc\u00ea v\u00ea que essa menina tem 1 milh\u00e3o de seguidores &#8211; n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil achar um fen\u00f4meno como esse. A\u00ed voc\u00ea olha para os dois maiores fabricantes de cosm\u00e9ticos no Brasil &#8211; que n\u00e3o vou citar nomes &#8211; que tamb\u00e9m t\u00eam um canal no <strong>Youtube<\/strong>, mas n\u00e3o t\u00eam nem cinco mil pessoas seguindo. Essas marcas nasceram d\u00e9cadas antes dessa menina, eles sabem muito mais de cosm\u00e9ticos que essa menina, mas eles n\u00e3o conseguem ter presen\u00e7a digital e ela consegue, pois \u00e9 humana, conversa com as pessoas e interage.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>E marcas s\u00e3o ref\u00e9ns de seus manuais de <em>branding <\/em>e<em> compliance<\/em>. E eu acredito no seguinte: esses <em>influencers<\/em> est\u00e3o come\u00e7ando agora a desenvolver seus pr\u00f3prios produtos. Eu posso ter uma marca de maquiagem sem ser um fabricante de maquiagem &#8211; o mundo mudou &#8211; eu posso ter uma marca de energ\u00e9tico sem ter uma f\u00e1brica de energ\u00e9tico, posso ter algu\u00e9m que faz para mim, terceirizar a produ\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>Todas as ferramentas que um <em>influencer<\/em> tem, ferramentas digitais, uma marca tamb\u00e9m tem. Um grande fabricante de cosm\u00e9ticos tem todas as ferramentas e muito mais capacidade de investimento que essa menina de 18 anos.<\/p>\n<p>Eu vou citar uma frase de um livro que chama &#8220;<strong>O Fim do Marketing<\/strong>&#8220;, da editora <strong>H1<\/strong>, todo professor gosta de indicar um livro. Vale a pena ler esse livro, se quiser pode comprar o pacote de aulas do professor <strong>Ricardo Poli<\/strong>, e isso n\u00e3o \u00e9 merchandising, n\u00e3o ganho nada por isso. O <strong>Carlos Gil<\/strong> fala o seguinte: n\u00e3o existe nada que o <em>influencer<\/em> possa fazer pela sua marca que a sua marca n\u00e3o possa fazer por si mesma.&nbsp;<\/p>\n<p>As ferramentas s\u00e3o as mesmas. E as grandes marcas ficam ref\u00e9ns dos influenciadores &#8211; nada contra, mas pelo amor de Deus. Acabou a campanha com o influenciador e acabou as vendas. E ent\u00e3o precisa ficar sempre contratando.<\/p>\n<p>Outro dia estava falando com uma aluna do <strong>C6 Bank<\/strong> e perguntei at\u00e9 quando eles v\u00e3o conseguir pagar a <strong>Gisele B\u00fcndchen<\/strong> para ser influenciadora deles, vai custar caro (risos).&nbsp;<\/p>\n<p>Ou ent\u00e3o como uma marca se torna uma influenciadora, esse \u00e9 o grande desafio para as marcas.<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Sim, e at\u00e9 puxando um pouco de sardinha para o lado da Rock, falamos muito sobre n\u00e3o ser ref\u00e9m das redes sociais e criar com a estrat\u00e9gia de conte\u00fado o seu posicionamento e o seu pr\u00f3prio canal, porque querendo ou n\u00e3o com as redes sociais, al\u00e9m de todo esse desafio estrat\u00e9gico da marca conseguir se posicionar para conversar com o consumidor do jeito que aquele consumidor deseja, vem outro desafio que s\u00e3o os pr\u00f3prios algoritmos das redes que v\u00e3o limitar os alcances das empresas. Enfim, as empresas precisam tamb\u00e9m pensar em como elas querem se comunicar e pensar em criar os canais pr\u00f3prios &#8211; um blog, site &#8211; criar uma audi\u00eancia de fato que n\u00e3o seja dependente daquilo que aparece nas redes sociais. Mas \u00e9 um desafio e \u00e9 dif\u00edcil.<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista]<\/strong> As redes sociais s\u00e3o um grande cassino. Voc\u00ea pode entrar com pouco dinheiro e ganhar muito ou entrar com muito dinheiro e sair sem nada, voc\u00ea est\u00e1 \u00e0 merc\u00ea das redes sociais.&nbsp;<\/p>\n<p>As redes t\u00eam suas regras, seus algoritmos, o <strong>Facebook<\/strong> n\u00e3o vai deixar voc\u00ea ficar rico sozinho e nem o <strong>Instagram<\/strong>, eles v\u00e3o querer um pedacinho disso para eles.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Sempre. Vou s\u00f3 deixar um recado para o pessoal, estou vendo que j\u00e1 temos algumas perguntas no <em>chat<\/em>, podem ficar \u00e0 vontade para continuar enviando perguntas, no final vamos reservar um tempinho para o Poli responder algumas.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Puxando agora para uma quest\u00e3o que voc\u00ea falou um tempinho atr\u00e1s sobre o quanto que hoje \u00e9 dif\u00edcil captar a aten\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio, seja no digital ou fora dele. Eu, por exemplo, gosto muito de futebol e se n\u00e3o for meu time jogando \u00e9 muito comum eu ver o jogo com uma outra tela ao lado e dividir minha aten\u00e7\u00e3o, esse \u00e9 como voc\u00ea falou um fen\u00f4meno sociol\u00f3gico da sociedade, dividimos nossa aten\u00e7\u00e3o entre m\u00faltiplas telas hoje em dia, e \u00e9 dif\u00edcil captar a aten\u00e7\u00e3o das pessoas.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pensando nas marcas que querem se conectar, passar uma mensagem, \u00e9 dif\u00edcil atrair aten\u00e7\u00e3o para essa mensagem. Nesse sentido, como voc\u00ea acha que os fundamentos do Marketing podem ajudar a construir um <em>storytelling<\/em> cativante para que as marcas consigam captar a aten\u00e7\u00e3o do consumidor e vencer essa barreira de ter que disputar a aten\u00e7\u00e3o e ser dif\u00edcil captar a aten\u00e7\u00e3o das pessoas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista]<\/strong> Primeiro, tenha bem claro quais s\u00e3o os fundamentos da exist\u00eancia da sua marca. Isso n\u00e3o tem nada a ver com digital. O quem \u00e9 voc\u00ea, seu conjunto de significados, associa\u00e7\u00f5es, <em>branding<\/em>, tudo isso. Essa \u00e9 a primeira coisa.<\/p>\n<p>Segunda coisa: entenda o fen\u00f4meno das redes sociais. Fa\u00e7a parte do movimento, n\u00e3o queria ser o movimento. Te explico: se as pessoas est\u00e3o na internet para se entreter ou para se informar, entretenha e informe, e n\u00e3o dependa das redes somente. Pense 360 graus, n\u00e3o deixe de estar presente e executar a\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o que j\u00e1 existiam. N\u00e3o foque todo seu esfor\u00e7o nas redes sociais. Mas se voc\u00ea quer estar l\u00e1, tem que estar de um jeito. E olhe para o mundo para ver o que o mundo quer.&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o pegue o seu manual de <em>branding<\/em> e saia achando que precisa dizer que \u00e9 isso ou aquilo. E se isso n\u00e3o fizer diferen\u00e7a para quem est\u00e1 ouvindo? Eu vejo alguns fen\u00f4menos de internet e rede social que me chamam muito aten\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>Por exemplo, eu tenho uma prima arquiteta que tem a mesma idade que eu, se formou na <strong>FAUUSP<\/strong> e virou arquiteta paisagista, que eu chamo de jardineiro de luxo (risos). Ela atende um segmento muito espec\u00edfico de mercado, que \u00e9 a classe AAA, tem uma longa carreira, j\u00e1 foi na <strong>Casa Cor<\/strong>, saiu em v\u00e1rias mat\u00e9rias em revista de arquitetura, televis\u00e3o, enfim tem uma carreira consolidada. Quando ela foi para o digital, ela bombou! Hoje tem mais de 100 mil seguidores no org\u00e2nico e ela fala que o digital gera 3 a 5 clientes por m\u00eas. Mas para ela funciona porque ela tem uma reputa\u00e7\u00e3o de imagem de marca de 30 anos. Se uma arquiteta paisagista rec\u00e9m formada na <strong>FAUUSP<\/strong> fosse fazer isso, n\u00e3o teria nem mil seguidores e nem clientes. Ent\u00e3o voc\u00ea entende que o digital \u00e9 meio e n\u00e3o fim?<\/p>\n<p>Grandes marcas t\u00eam muita hist\u00f3ria para contar para entreter as pessoas, n\u00e3o precisa querer tentar vender as ideias que s\u00f3 s\u00e3o importantes para elas mesmas. Olhem para o mundo, d\u00eaem para o mundo entretenimento, informa\u00e7\u00f5es que sejam relevantes para o mundo e a\u00ed aprendam a jogar o jogo.&nbsp;<\/p>\n<p>Eu vi o v\u00eddeo de uma <strong>BMW<\/strong> el\u00e9trica que eles fizeram com o <strong>Schwarzenegger <\/strong>onde ele era o Thor, ou Zeus, e foi entretenimento puro, fiquei um minuto vendo aquilo! E \u00e9 isso, n\u00e3o queira jogar todas as suas fichas no digital, pegue parte daquilo que sua marca \u00e9 e jogue no digital.&nbsp;<\/p>\n<p>Mas voc\u00ea vai falar &#8220;<em>ah, Poli, tem marca que \u00e9 dif\u00edcil associar a divers\u00e3o<\/em>&#8220;, tudo bem, ent\u00e3o v\u00e1 para a informa\u00e7\u00e3o. Mas entenda o p\u00fablico que voc\u00ea est\u00e1 atendendo, adapte-se para ele, n\u00e3o passe somente as informa\u00e7\u00f5es que s\u00e3o importantes para voc\u00ea. Esse \u00e9 o grande desafio e isso requer dominar <em>storytelling.<\/em>&nbsp;<\/p>\n<p>Os publicit\u00e1rios tradicionais contavam hist\u00f3rias maravilhosas em 30 segundos, quantas propagandas a gente viu que marcaram nossas vidas e que tinham 30 segundos? N\u00e3o mudou. Seja inteligente agora para contar hist\u00f3rias em cinco segundos, em dez segundos.&nbsp;<\/p>\n<p>Por outro lado, tem gente que coloca v\u00eddeo no <strong>Instagram<\/strong> de dois minutos e as pessoas veem por inteiro, certo? Ent\u00e3o entenda o jogo e jogue o jogo.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Perfeito. Vou pegar mais um gancho que voc\u00ea falou sobre o entretenimento em si, e puxar um pouco para o lado de interatividade e experi\u00eancia que as pessoas procuram hoje. Antigamente era muito comum as empresas al\u00e9m do entretenimento de um v\u00eddeo, criar interatividade e experi\u00eancia com as pessoas e isso acontecia muito em eventos, ou alguma estrat\u00e9gia de ativa\u00e7\u00e3o de pontos de venda. Hoje em dia as marcas tentam construir experi\u00eancias digitais, construir experi\u00eancias interativas de uma forma digital.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea v\u00ea a import\u00e2ncia de criar experi\u00eancias para o consumidor e como voc\u00ea v\u00ea essa rela\u00e7\u00e3o entre o mundo digital que de certa forma possibilita que as empresas criem experi\u00eancia de uma forma at\u00e9 mais barata do que acontecia antigamente em rela\u00e7\u00e3o a eventos, pontos de venda e tudo mais?<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista]<\/strong> O princ\u00edpio de tudo \u00e9 a promo\u00e7\u00e3o de vendas. Eu lembro de uma campanha dos bichinhos da <strong>Parmalat<\/strong>, que precisava juntar os c\u00f3digos de barra das caixinhas de leite &#8211; na \u00e9poca a mo\u00e7a que era faxineira aqui em casa adorava que eu comprasse os leites da <strong>Parmalat<\/strong> pois eu dava os c\u00f3digos para ela, ela adorava &#8211; e isso \u00e9 uma intera\u00e7\u00e3o com a marca, mas uma intera\u00e7\u00e3o impessoal.&nbsp;<\/p>\n<p>O que o digital trouxe? A capacidade de juntar essas duas coisas. A experi\u00eancia de se viver momentos da marca e isso foi evoluindo.&nbsp;<\/p>\n<p>Como voc\u00ea falou sobre os eventos, shows, etc, ainda assim \u00e9 uma experi\u00eancia onde a marca est\u00e1 ali e eu aqui. Estou no show, no <strong>Rock in Rio<\/strong>, por exemplo, e sei que a marca patrocina, mas n\u00e3o tem uma rela\u00e7\u00e3o comigo. Outro dia eu vi uma a\u00e7\u00e3o: o cara entra no est\u00e1dio para ver o jogo do <strong>Real Madrid<\/strong> e o celular dele tem um registro na <strong>Heineken <\/strong>com informa\u00e7\u00f5es pessoais. Nesse dia \u00e9 anivers\u00e1rio dele e aparece uma mensagem no tel\u00e3o com o nome dele parabenizando pelo dia &#8211; isso \u00e9 maravilhoso. Isso \u00e9 o que a tecnologia tem que trazer, a potencializa\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias com a marca.&nbsp;<\/p>\n<p>Porque isso que apareceu no tel\u00e3o vai virar um v\u00eddeo, algu\u00e9m estava filmando. Outro dia vi outra a\u00e7\u00e3o com um monte de bicicletas ergom\u00e9tricas, era um fabricante de \u00e1gua na Fran\u00e7a. As meninas subiam na bicicleta e enquanto pedalavam subia um homem de luzes LED fazendo <em>striptease<\/em>, sabe? Isso \u00e9 intera\u00e7\u00e3o, isso \u00e9 experi\u00eancia. Precisa saber fazer o digital. Porque a emo\u00e7\u00e3o do presencial, a experi\u00eancia do presencial \u00e9 outra hist\u00f3ria.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Muda a escala. Se for parar para pensar nesse evento que estamos fazendo aqui, vez ou outra eu falo de alguma coisa da Rock, sem querer ficar fazendo jab\u00e1 de nossos produtos, mas estamos proporcionando uma experi\u00eancia em escala menor para as pessoas que est\u00e3o nos assistindo.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista] <\/strong>Pelo que se concorre: pelo tempo das pessoas. Fazer essa pol\u00edtica de interatividade, de ter experi\u00eancias digitais, vai da sua capacidade. Igual no Dia dos Namorados, voc\u00ea pode dar para sua namorada chocolate, flores ou cosm\u00e9ticos, um perfume. E nessa hora o fabricante de perfume concorre com o fabricante de chocolate que concorre com a floricultura. E nunca se esque\u00e7a do cart\u00e3o, em nenhum desses casos esque\u00e7a o cart\u00e3o &#8211; mist\u00e9rios do mundo feminino &#8211; se n\u00e3o tiver o cart\u00e3o n\u00e3o vale.&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 isso que acontece no mundo digital, quantas marcas nesse exato momento est\u00e3o tentando fazer uma experi\u00eancia digital? Eu sou consumidor final de quantas marcas? E voc\u00ea? E com todo mundo tentando fazer algo diferente ao mesmo tempo, o consumidor \u00e9 obrigado a fazer escolhas &#8211; \u00e9 um grande desafio.&nbsp;<\/p>\n<p>Eu acho que o digital usa o termo &#8220;gatilhos mentais&#8221; que \u00e9 a quest\u00e3o da escassez. N\u00e3o estou falando do caso de voc\u00eas, \u00e9 o <em>core business<\/em> da <strong>Rock<\/strong>, mas se eu pego uma marca de leite em p\u00f3 e ela come\u00e7ar a tentar fazer isso com frequ\u00eancia, desgasta. Fazer de vez em quando pode ser muito interativo. E a maneira como se divulga essa a\u00e7\u00e3o, por exemplo as meninas na bicicleta ergom\u00e9trica, foi uma a\u00e7\u00e3o de rua, mas o fato de ter sido filmado e divulgado nas redes \u00e9 muito maior que a a\u00e7\u00e3o na rua. E isso eu acho legal, a promo\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o \u00e9 maior que a a\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>Talvez esse seja o melhor caminho. Porque \u00e9 urbano, est\u00e1 na rua, \u00e9 presencial. Hoje as pessoas falam tanto do digital, que agora \u00e9 tudo digital, que a <strong>Rede Globo<\/strong> vai acabar&#8230; olha o que o <strong>BBB<\/strong> movimentou. Todo mundo vendo TV aberta, e voc\u00ea me diz que ela acabou? N\u00e3o, o que existe s\u00e3o integra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por isso que eu falo que \u00e9 uma coisa s\u00f3, n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a entre o tradicional e o digital. N\u00e3o tem um Marketing Digital, tudo \u00e9 Marketing.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] O que eu acredito muito \u00e9 realmente que as empresas possam potencializar as a\u00e7\u00f5es delas com o digital e conseguir mostrar seu posicionamento e tudo o mais fazendo uma constru\u00e7\u00e3o s\u00f3lida, usando o digital como voc\u00ea falou, como um canal e n\u00e3o como \u00fanica estrat\u00e9gia. Principalmente pensando que temos todos os tipos de profissionais de Marketing assistindo hoje como nossa audi\u00eancia, desde empresas grandes at\u00e9 empresas menores, muitas vezes em cada pe\u00e7a de conte\u00fado elas conseguem criar um posicionamento. O importante \u00e9 saber o que ela \u00e9 e ter os fundamentos, esse \u00e9 o ponto principal &#8211; ter a consci\u00eancia de que o digital n\u00e3o \u00e9 a estrat\u00e9gia, ele \u00e9 o canal.<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista]<\/strong> O digital \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o. Temos que ter em mente que n\u00e3o d\u00e1 para falar tudo sobre minha marca em uma \u00fanica a\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o, ainda mais em um post de 10 ou 30 segundos. N\u00e3o queira falar tudo sobre o que significa sua marca em um \u00fanico post. Hora fala de uma coisa, hora fale de outra&#8230; porque uma marca pode atingir v\u00e1rios p\u00fablicos diferentes.<\/p>\n<p>Eu estou dando consultoria para um grande grupo de produtos aliment\u00edcios e industrializados que tem N p\u00fablicos. Uma parte desse p\u00fablico \u00e9 feminina, por exemplo. Mas dentro desse p\u00fablico feminino, a mesma mulher tem a dimens\u00e3o do trabalho, da fam\u00edlia, ela \u00e9 m\u00e3e, \u00e9 esportista, e \u00e9 uma mulher casada. Ela \u00e9 v\u00e1rias pessoas ao mesmo tempo em determinadas ocasi\u00f5es de consumo. Esse \u00e9 um erro que \u00e0s vezes os caras do tradicional cometem &#8220;<em>meu p\u00fablico \u00e9 assim<\/em>&#8220;, n\u00e3o, ele est\u00e1 assim. De manh\u00e3 ele \u00e9 de um jeito, de tarde de outro e de noite outro. E precisamos entender isso, \u00e9 um baita desafio.&nbsp;<\/p>\n<p>Se voc\u00ea quer comunicar a marca, n\u00e3o queira falar tudo sobre ela, fale aos poucos, \u00e9 at\u00e9 mais f\u00e1cil pois garante para voc\u00ea conte\u00fado por muito tempo.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Boa. Vou fazer uma \u00faltima pergunta antes de entrarmos nas perguntas do <em>chat<\/em>, que \u00e9 mais pedir um conselho\/dica para quem est\u00e1 nos assistindo. Se voc\u00ea puder passar uma dica ou conselho para as pessoas que nos assistem hoje, muitas trabalhando com Marketing mais digital, que dica voc\u00ea daria para essa galera pensando no bom e velho Marketing?<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista] <\/strong>Primeiro, mude o <em>mindset<\/em>. Pense que essa divis\u00e3o n\u00e3o existe. Eu aprecio muito a galera do digital, uma vez eu cismei de assistir uma aula do <strong>Sobral<\/strong> para entender mais sobre gest\u00e3o de tr\u00e1fego, e falei que aquilo n\u00e3o era pra mim. Ainda bem que vem essa gera\u00e7\u00e3o mais nova que consegue entender, porque eu sou muito mais o cara da estrat\u00e9gia, do <em>branding<\/em>, do que essa coisa toda.<\/p>\n<p>Mas meu conselho \u00e9 colocar o p\u00e9 no tradicional, vai estudar, tem que estudar. E hoje em dia temos muitas alternativas para isso, n\u00e3o estou falando em fazer uma faculdade. O ideal seria, mas hoje em dia o mundo oferece alternativas de estudar aquilo que nunca vai mudar. O grande desafio \u00e9 ter a no\u00e7\u00e3o total desse processo, fazer uma revis\u00e3o sist\u00eamica.&nbsp;<\/p>\n<p>E nisso a engenharia me ajuda, a olhar por v\u00e1rios \u00e2ngulos diferentes e entender que nada \u00e9 definitivo. N\u00e3o existe uma f\u00f3rmula m\u00e1gica que vai ser um tiro certeiro e vai ser garantia de sucesso. Primeira coisa que eu digo, tem que estudar.&nbsp;<\/p>\n<p>Eu dou uma bronca no pessoal do digital porque tem aquela forma\u00e7\u00e3o que eu falei do <strong>Novo Mercado<\/strong> onde eu tenho um curso do <strong>bom e velho Marketing<\/strong>, a\u00ed eu peguei uma galera assistindo em velocidade 2. Eu dei um esculacho, n\u00e3o \u00e9 assim que se aprende. Voc\u00ea vai ter que ver minha aula 10 vezes para come\u00e7ar a achar que entende. A pegada \u00e9 outra, a velocidade \u00e9 outra. Eu sei que no digital precisamos ter uma velocidade mais r\u00e1pida, mas no tradicional n\u00e3o, \u00e9 dif\u00edcil consolidar.&nbsp;<\/p>\n<p>Outra coisa, gosto muito dessa frase, sempre falava para os meus alunos, que \u00e9 \u201d<em>antes de dar as melhores respostas saiba fazer as melhores perguntas<\/em>\u201d. E as melhores perguntas voc\u00ea s\u00f3 vai saber fazer quando tiver a vis\u00e3o estrat\u00e9gica que \u00e9 tempo e estudo.<\/p>\n<p>E uma dica para fechar, olhe de fora para dentro. N\u00e3o olhe de dentro para fora s\u00f3, olhe de fora para dentro &#8211; e saiba fazer isso. N\u00e3o \u00e9 ouvindo um consumidor, um cliente que voc\u00ea vai chegar a todas as conclus\u00f5es. Daquilo que voc\u00ea ouve, pegue o que \u00e9 mais conveniente para voc\u00ea, mas olhe para os desejos e necessidades do mundo.&nbsp;<\/p>\n<p>As pessoas compram produtos e servi\u00e7os basicamente por duas raz\u00f5es, todas as necessidades e desejos est\u00e3o calcados em dois pilares: dor e prazer. Ou \u00e9 por um ou por outro. E o mesmo produto pode ser visto das duas formas, dor para uns, prazer para outros. Olhe de fora para dentro.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] A primeira pergunta do chat \u00e9 do Danilo: Hoje 98% dos neg\u00f3cios que fecho s\u00e3o por WhatsApp, 1% e-mail e 1% telefone. Estamos passando do telefone para o WhatsApp?<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista]<\/strong> Eu queria entender qual \u00e9 a fonte dessa pesquisa.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Parece que \u00e9 emp\u00edrico mesmo, s\u00e3o os neg\u00f3cios do pr\u00f3prio Danilo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista] <\/strong>Eu acho que o <strong>WhatsApp<\/strong> \u00e9 uma ferramenta importante, para mim \u00e9 uma ferramenta de trabalho muito importante em termos de comunica\u00e7\u00e3o, me comunico com meus clientes e meus alunos via <strong>WhatsApp,<\/strong> e \u00e9 uma ferramenta que voc\u00ea tem que ficar atento. Se isso pode virar uma ferramenta de vendas para voc\u00ea, fa\u00e7a isso acontecer. Mas n\u00e3o \u00e9 a regra.<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Vai depender de neg\u00f3cio para neg\u00f3cio.<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista]<\/strong> \u00c9, cada situa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] O processo comercial aqui da Rock, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples para que a pessoa comece uma conversa e feche no WhatsApp &#8211; demanda uma conversa e uma explica\u00e7\u00e3o melhor. Acho que depende muito de neg\u00f3cio para neg\u00f3cio.<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista]<\/strong> A melhor resposta do Marketing \u00e9 <em>depende<\/em>. O depende pode ser a resposta de um cara que manja muito do assunto, ou de um cara que est\u00e1 te enrolando. Fique atento. Mas o <strong>WhatsApp<\/strong> existe no mundo, ele \u00e9 um fen\u00f4meno do mundo e vai servir para muita gente, mas para outras pessoas n\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Pr\u00f3xima pergunta \u00e9 da Caroline: Qual seria a grande diferen\u00e7a entre o Marketing tradicional (raiz) e o Marketing Digital? Principalmente o que surgiu nas redes sociais.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>E a segunda pergunta dela \u00e9 qual o grande erro para n\u00e3o cair em propagandas enganosas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista] <\/strong>Caroline, minha resposta \u00e9 que n\u00e3o tem diferen\u00e7a. O que eu quero vender aqui \u00e9 que tudo \u00e9 Marketing e que o digital \u00e9 um dos pilares. Eu sempre falo assim, pensa num <em>iceberg<\/em>: ele \u00e9 uma coisa \u00fanica, s\u00f3lida, mas 10% &#8211; segundo as leis da f\u00edsica &#8211; est\u00e1 acima da \u00e1gua. 90% est\u00e1 para baixo, porque ele \u00e9 de \u00e1gua doce. A quest\u00e3o \u00e9 o que s\u00e3o aqueles 10% que aparecem? O que se manifesta para o mundo: o <strong>TikTok<\/strong>, o <strong>Instagram<\/strong>, meu blog, tudo aquilo que \u00e9 digital \u00e9 o que aparece para o mundo &#8211; \u00e9 a exposi\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que essa exposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 sedimentada em algo que chamamos de sustenta\u00e7\u00e3o: que \u00e9 marca, posicionamento, concep\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cio, saber quais s\u00e3o meus canais de Marketing e m\u00eddia, estrat\u00e9gia nos seus mais variados n\u00edveis &#8211; isso s\u00e3o os 90%.&nbsp;<\/p>\n<p>Se voc\u00ea n\u00e3o investir para esses 90% crescerem, os 10% tamb\u00e9m n\u00e3o v\u00e3o crescer, porque eles s\u00e3o consequ\u00eancia e n\u00e3o causa. Se voc\u00ea estruturar o seu neg\u00f3cio em termos mercadol\u00f3gicos e estrat\u00e9gicos e fazer os 90% crescer, os 10% v\u00e3o crescer proporcionalmente.&nbsp;<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o vejo uma diferen\u00e7a, para mim tudo \u00e9 uma coisa s\u00f3. Mas como o Marketing Digital criou o jarg\u00e3o do digital, eu criei o jarg\u00e3o do Marketing raiz, mas s\u00f3 para dizer que \u00e9 tudo a mesma coisa.<\/p>\n<p>Propaganda enganosa \u00e9 uma discuss\u00e3o que ainda precisamos entender qual o n\u00edvel de engana\u00e7\u00e3o que se faz. Tem coisas que s\u00e3o enganosas mesmo, e outras s\u00f3 parecem ser.&nbsp;<\/p>\n<p>Vou fazer uma live sobre isso um pouco mais para a frente, \u00e9 a tal da discuss\u00e3o do hamb\u00farguer de picanha. Aquilo \u00e9 uma engana\u00e7\u00e3o? O restaurante disse que o hamb\u00farguer \u00e9 sabor picanha, n\u00e3o que seja de picanha. Com essa situa\u00e7\u00e3o todo mundo falou mal do <strong>McDonalds<\/strong> &#8211; e n\u00e3o estou defendendo o <strong>McDonalds<\/strong> &#8211; mas tem empresa que vende leite de soja sendo que de leite n\u00e3o tem nada. E como fica essa situa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Hamb\u00farguer de soja? De nada tem de hamb\u00farguer, porque se n\u00e3o tem carne n\u00e3o \u00e9 hamb\u00farguer. Por que nesses casos ningu\u00e9m pega no p\u00e9 desses produtos e todos foram atr\u00e1s do <strong>McDonalds<\/strong>?&nbsp;<\/p>\n<p>Tem coisas que s\u00e3o engana\u00e7\u00e3o, tem! Verifique, confirme, n\u00e3o compre por impulso. E a\u00ed tem gente que vende beijinho de bala de goma dizendo que vai melhorar o seu cabelo, voc\u00eas sabem de quem eu estou falando. Se voc\u00ea perguntar a um dermatologista, ele vai te falar que isso n\u00e3o tem base cient\u00edfica nenhuma, a\u00ed h\u00e1 uma engana\u00e7\u00e3o, eticamente question\u00e1vel do ponto de vista do Marketing tradicional.&nbsp;<\/p>\n<p>O digital talvez aceite isso muito bem, essa \u00e9 a diferen\u00e7a. Vende bem no digital, mas o cara do<strong> bom e velho Marketing<\/strong> diz que o produto \u00e9 uma mentira. Vale enganar o consumidor para ganhar dinheiro? Porque o beijinho de bala de goma n\u00e3o vai melhorar o seu cabelo nunca.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Vamos para a pr\u00f3xima pergunta, a do Nando: Professor, como lojas de varejo de moda podem unir o digital e o raiz?<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista]<\/strong> Opa, vamos l\u00e1! Primeiro, adoro o varejo de roupa! Outro dia falei com uma aluna que tem um varejo de roupa de crian\u00e7a, de beb\u00ea, e \u00e9 interessante porque o que d\u00e1 dinheiro \u00e9 vender roupa de menina e n\u00e3o menino, e ela decidiu ter um varejo online. Falou &#8220;<em>Poli, achei que eu ia economizar dinheiro de aluguel, de \u00e1gua, luz, mas percebi que tudo que eu tinha que gastar com o Google era maior que o alugue<\/em>l&#8221;. Claro, n\u00e3o tem milagre, esse \u00e9 o primeiro ponto. (risos)<\/p>\n<p>Existem quatro dinheiros que voc\u00ea gasta quando vai criar um neg\u00f3cio: primeiro para criar o neg\u00f3cio, segundo para girar o neg\u00f3cio, terceiro o que precisa guardar para os erros que pode cometer por nunca ter competido naquele setor &#8211; pega esses tr\u00eas dinheiros e considera que \u00e9 a metade do valor. O quarto dinheiro, \u00e9 a somat\u00f3ria desses tr\u00eas e \u00e9 o custo para se tornar conhecido.&nbsp;<\/p>\n<p>Ent\u00e3o entra o posicionamento, marca, saber onde voc\u00ea \u00e9 diferente, e por a\u00ed vai. A log\u00edstica de ter um online \u00e9 complicada, \u00e9 log\u00edstica cont\u00e1bil. Eu tenho um amigo que tem um varejo de cueca, meia e camiseta. Registrar o produto, o processo cont\u00e1bil, \u00e9 muito dif\u00edcil. Acho que n\u00e3o \u00e9 uma ideia que se deva desistir.&nbsp;<\/p>\n<p>Essa aluna estava ainda com um problema no auge da pandemia, porque ela precisava comprar estoque e em 2021 ela n\u00e3o sabia nem o quanto ela comprava para isso. Ela me disse &#8220;<em>n\u00e3o quero ter a sensa\u00e7\u00e3o de que poderia ter vendido mais do que vendi e tamb\u00e9m n\u00e3o quero no final da cole\u00e7\u00e3o ficar com o estoque cheio, vou perder dinheiro. Como eu fa\u00e7o?<\/em>&#8221; Eu fiquei duas horas conversando com a C\u00edntia, ex-aluna l\u00e1 da <strong>ESPM<\/strong>, duas horas para chegar num <em>click.<\/em><\/p>\n<p>A\u00ed eu te pergunto, qual a solu\u00e7\u00e3o que o pessoal do Marketing Digital poderia dar para ela, j\u00e1 que isso n\u00e3o tem nada a ver com o digital? \u00c9 decis\u00e3o de neg\u00f3cio, decis\u00e3o de uma intelig\u00eancia que o digital n\u00e3o tem que ter.&nbsp;<\/p>\n<p>Foi o que eu falei para ela &#8220;<em>querida, use a solu\u00e7\u00e3o mais tradicional do Marketing: voc\u00ea tem a lista dos seus clientes? Tem a compra m\u00e9dia deles? Tem uma curva ABC de clientes? Conversa com essas pessoas e tenta fazer pr\u00e9-venda. Abra seu cora\u00e7\u00e3o e seja sincera, voc\u00ea \u00e9 amiga dessas pessoas, fala a verdade sobre o estoque. Coloque suas funcion\u00e1rias, elas s\u00e3o sua linha de frente, e a partir disso voc\u00ea tenta fazer sua previs\u00e3o de vendas.<\/em>&#8220;<\/p>\n<p>Mas o digital jamais daria essa solu\u00e7\u00e3o, o maior guru de digital n\u00e3o daria essa dica, porque isso \u00e9 o Marketing raiz. Eu liguei para ela depois de um tempo, porque n\u00e3o tive not\u00edcias, e ela disse que conseguiu mensurar as vendas atrav\u00e9s do relacionamento, sendo humana. Mas \u00e9 muito mais f\u00e1cil ser humana falando com as pessoas do que digitalmente.&nbsp;<\/p>\n<p>Fala para esse rapaz do varejo me mandar um direct que a gente pode conversar mais.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Fechando aqui e usando o gancho que voc\u00ea falou para o rapaz te mandar um direct e conversar, fala para o pessoal onde eles podem te encontrar. Eventualmente eu posso ter deixado passar alguma pergunta aqui, ent\u00e3o \u00e0s vezes a galera te manda tamb\u00e9m um direct para trocar uma ideia.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista]<\/strong> \u00c9 <strong>@ricardopoli<\/strong>, a\u00ed voc\u00ea me acha no <strong>Instagram<\/strong>, no <strong>Facebook<\/strong> e no <strong>LinkedIn<\/strong>. Ainda bem porque a Denise fez uma pergunta aqui que eu n\u00e3o saberia responder: &#8220;<em>lacra\u00e7\u00e3o \u00e9 o novo lucro?<\/em>&#8221; (risos) Eu ainda n\u00e3o entendi direito o que \u00e9 esse neg\u00f3cio de lacra\u00e7\u00e3o, mas tudo bem.<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Galera, vamos encerrar por aqui ent\u00e3o, Poli, queria agradecer &#8211;\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista]<\/strong> Eu falaria por horas com voc\u00ea e essa galera a\u00ed!&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Valeu, Poli, foi bom demais, eu agrade\u00e7o muito a sua presen\u00e7a aqui, agora a casa \u00e9 sua aqui na Rock, eventualmente a gente faz uma outra edi\u00e7\u00e3o, foi um prazer conversar e aprender com voc\u00ea hoje!<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista] <\/strong>Eu que agrade\u00e7o! Contem comigo, e novamente obrigado pela oportunidade que a <strong>Rock<\/strong> deu, isso que voc\u00eas chamam de Marketing de Conte\u00fado \u00e9 muito importante &#8211; e um dia podemos falar s\u00f3 sobre isso.&nbsp;<\/p>\n<p>Eu acho que o digital trouxe uma nova forma de Marketing de Conte\u00fado, ele sempre existiu, mas o digital ressignificou, n\u00e3o d\u00e1 para fazer mais como antes. A <strong>Globo <\/strong>fez Marketing de Conte\u00fado a vida inteira, mas o mundo mudou. Eu lembro das novelas americanas, lembra as &#8220;s<em>oap operas<\/em>&#8220;, porque aquilo era um conte\u00fado promovido pela <strong>Unilever<\/strong>, que dava novela para o p\u00fablico e tinha seu produto no meio da hist\u00f3ria. Os princ\u00edpios s\u00e3o os mesmos, mas as formas mudaram e mudaram muito, por isso eu acho o trabalho de voc\u00eas e de toda essa galera do digital fant\u00e1stico. Mas quanto mais raiz voc\u00ea souber, melhor digital voc\u00ea vai ser.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Boa, Poli!<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista] <\/strong>Obrigado!<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Ent\u00e3o \u00e9 isso, pessoal. S\u00f3 para fechar e complementar um pouquinho do que o Poli falou, o Pe\u00e7anha nosso CMO fez um texto h\u00e1 mais ou menos um ano falando sobre conte\u00fado e Marketing de Conte\u00fado e foi nesse per\u00edodo que a Rock come\u00e7ou a falar muito tamb\u00e9m desse tema at\u00e9 por uma certa educa\u00e7\u00e3o do mercado, mas conte\u00fado de fato est\u00e1 presente desde sempre, conte\u00fado em si \u00e9 essencial para uma estrat\u00e9gia de Marketing &#8211; n\u00e3o s\u00f3 o que a gente chama hoje de Marketing de Conte\u00fado, ter um blog e tudo, mas conte\u00fado est\u00e1 em tudo, praticamente.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quero aproveitar e fazer um convite a quem est\u00e1 nos assistindo, quem quiser falar com nossos especialistas sobre Marketing de Conte\u00fado e quiser trocar uma ideia sobre como a Rock trabalha e como a gente estrutura estrat\u00e9gias para outras empresas, pode ficar a vontade, vou pedir para a galera deixar o link aqui, \u00e9 s\u00f3 preencher o f<em>orms<\/em> que nossos consultores entram em contato.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>E al\u00e9m disso agradecer a presen\u00e7a de todo mundo e convidar voc\u00eas a nos seguirem nas redes sociais, como eu falei no come\u00e7o nossas Jam Sessions acontecem mensalmente, j\u00e1 tivemos diversos convidados t\u00e3o bons quanto o Poli. O pr\u00f3ximo convidado ainda \u00e9 sigilo, mas vamos divulgar em breve nas redes sociais, fiquem atentos. Esse papo que temos aqui com outras pessoas do mercado \u00e9 muito bom para a gente. Para mim que estou apresentando foi excelente, pude aprender tamb\u00e9m e tenho a certeza que conseguimos sempre trazer convidados que geram valor. Sou suspeito para falar porque eu gosto muito de eventos, ent\u00e3o acho que um \u00fanico <em>insight<\/em> que eu tiro de uma apresenta\u00e7\u00e3o pode virar a chave de uma estrat\u00e9gia que estou desenhando, de um neg\u00f3cio e tudo mais. Ent\u00e3o convido voc\u00eas a nos acompanharem e estarem presentes nas pr\u00f3ximas Jam Sessions tamb\u00e9m.<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Ricardo Poli &#8211; Especialista]<\/strong> Para fechar, voc\u00ea me perguntou o que esse pessoal do digital pode fazer para aprender mais o Marketing raiz? No futuro pr\u00f3ximo <strong>Ricardo Poli<\/strong> vai lan\u00e7ar uma escola de Marketing raiz e todo mundo vai poder ir l\u00e1 estudar e aprender tudo que estamos falando. Obrigado!<\/p>\n<p><strong>[F\u00e1bio Miranda &#8211; Rock] Abra\u00e7os pessoal.\u00a0<\/strong><\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conte\u00fado Extra<\/strong><\/h3>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conte\u00fado extra<\/strong><\/h2>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O livro \u201cO Fim do Marketing\u201d<\/strong><\/h2>\n<p>\u201cN\u00e3o existe nada que um <em>influencer<\/em> possa fazer pela sua marca que a sua marca n\u00e3o possa fazer por si mesma. As ferramentas dispon\u00edveis s\u00e3o as mesmas\u201d. Essa \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o do livro <a href=\"https:\/\/h1editora.com\/fim-do-marketing\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>O Fim do Marketing<\/em><\/a>, do norte-americano Carlos Gil. Afinal, o Marketing est\u00e1 morto?<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img data-opt-id=559332423  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images-na.ssl-images-amazon.com\/images\/I\/41BfGxCxYeL._SY344_BO1,204,203,200_QL70_ML2_.jpg\" alt=\"The End of Marketing: Humanizing Your Brand in the Age of Social Media and  AI | Amazon.com.br\"\/><\/figure>\n<\/div>\n<p>Em um mundo dominado pelo digital, intelig\u00eancia artificial, algoritmos, <em>chat bots<\/em>, redes sociais, <em>influencers<\/em>, automa\u00e7\u00e3o e muito mais, marcas se movimentam com extrema inseguran\u00e7a. O desafio \u00e9 grande e tudo parece mais complexo. Onde est\u00e1, no fim das contas, o p\u00fablico-alvo e se aproximar deles? Como usar as ferramentas digitais como aliadas e n\u00e3o depender delas totalmente? Como ser sua pr\u00f3pria influ\u00eancia?<\/p>\n<p>Em um livro provocador, Gil fala sobre trazer o \u201csocial\u201d de volta para as redes e compartilha estrat\u00e9gias para se aproximar do p\u00fablico em massa e escala a fim de construir uma marca relevante e que se destaque no mercado.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Curso \u201cO Bom e Velho Marketing\u201d<\/strong><\/h2>\n<p>Antes do Marketing digital, em uma gal\u00e1xia distante, existia apenas o Marketing. Em um tom divertido e muito informativo, Ricardo Poli, em seu curso <a href=\"https:\/\/onovomercado.com\/o-bom-e-velho-marketing\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>O Bom e Velho Marketing<\/em><\/a>, mostra como conhecer os fundamentos b\u00e1sicos do Marketing podem \u201csalvar\u201d o digital, ajudando profissionais a usar as novas ferramentas de uma forma mais inteligente e eficaz.<\/p>\n<p>Para o professor, os meios mudam, mas os fundamentos permanecem. Dominar demanda e consumo, desejos e necessidades, produto e servi\u00e7o, marca e posicionamento \u00e9 crucial para qualquer pessoa que atue no setor, pois vai dar ao aluno um olhar completo, al\u00e9m do digital.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A import\u00e2ncia da experi\u00eancia de marca<\/strong><\/h2>\n<p>\u00a0\u201cGrandes marcas t\u00eam muita hist\u00f3ria para contar para entreter as pessoas, n\u00e3o precisa querer tentar vender as ideias que s\u00f3 s\u00e3o importantes para elas mesmas. Olhem para o mundo, d\u00eaem para o mundo entretenimento, informa\u00e7\u00f5es que sejam relevantes para o mundo e a\u00ed aprendam a jogar o jogo\u201d, conta Poli durante a Jam Session. Nessa parte, o professor fala sobre como marcas podem usar storytelling e outras t\u00e1ticas para se aproximar do p\u00fablico e estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o afetiva. \u00c9 aqui que a <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/resources\/brand-experience\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">experi\u00eancia de marca<\/a> entra.<\/p>\n<p>Para Poli, o digital trouxe uma grande vantagem para marcas: a possibilidade de tornar experi\u00eancias mais pessoais, de criar momentos de intera\u00e7\u00e3o reais entre p\u00fablico e marca.<\/p>\n<p>Em eventos e diversas a\u00e7\u00f5es que mesclam o presencial e o digital, Poli deu exemplos de como marcas conseguiram se materializar e se tornar presente na vida de um consumidor. Assim, pessoa e marca est\u00e3o unidos em um algum lugar no tempo e espa\u00e7o, experimentando algo juntos.<\/p>\n<p>Poli conta de um case no qual um usu\u00e1rio entra no est\u00e1dio para ver um jogo e a Heineken, com base nas informa\u00e7\u00f5es pessoais do registro do cliente, coloca o nome desse consumidor no tel\u00e3o com uma mensagem o parabenizando pelo seu anivers\u00e1rio. Esse exemplo mostra como a tecnologia ajuda a potencializar as experi\u00eancias, personalizar as a\u00e7\u00f5es e torn\u00e1-las ainda mais especiais e significativas para o p\u00fablico.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo est\u00e1 em constante mudan\u00e7a e exige que marcas se adaptem a diferentes realidades e demandas s\u00e3o clich\u00eas que voc\u00ea j\u00e1 conhece e ouviu dezenas de vezes (mas que n\u00e3o deixam de ser verdade mesmo assim). 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