{"id":68014,"date":"2023-05-12T12:28:00","date_gmt":"2023-05-12T15:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rockcontent.com\/br\/?p=68014"},"modified":"2025-09-18T16:01:28","modified_gmt":"2025-09-18T19:01:28","slug":"figuras-de-linguagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pingback.com\/br\/resources\/figuras-de-linguagem\/","title":{"rendered":"Figuras de Linguagem: o guia mais completo da internet com todas as 35 figuras da L\u00edngua Portuguesa!"},"content":{"rendered":"<p>As Figuras de Linguagem s\u00e3o recursos da L\u00edngua Portuguesa que criam novos significados para as express\u00f5es, ao trabalhar com o sentido conotativo em vez do literal.<\/p>\n<p>Neste artigo, listamos todas as 35 figuras de linguagem do portugu\u00eas conforme seus tipos e com v\u00e1rios exemplos para n\u00e3o deixar nenhuma d\u00favida. Confira!<\/p>\n[post-table-index]\n[rock-convert-pdf id=&#8221;42917&#8243;]\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Figuras sem\u00e2nticas<\/h2>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1. Met\u00e1fora<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cDeixe a meta do poeta, n\u00e3o discuta \/ Deixe a sua meta fora da disputa \/ Meta dentro e fora, lata absoluta \/ Deixe-a simplesmente met\u00e1fora\u201d (Met\u00e1fora \u2014 Gilberto Gil)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/o-que-e-metafora\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">met\u00e1fora<\/a>&nbsp;\u00e9, provavelmente, a figura de linguagem que mais utilizamos no nosso dia a dia. Ela se baseia em uma compara\u00e7\u00e3o impl\u00edcita, sem o elemento comparativo (&#8220;como&#8221; ou &#8220;tal qual&#8221;, por exemplo), em que uma caracter\u00edstica de determinada coisa \u00e9 atribu\u00edda ao elemento metaforizado.<\/p>\n<p>Consiste em usar a palavra referente a essa coisa no lugar da caracter\u00edstica propriamente dita, depreendendo uma rela\u00e7\u00e3o de semelhan\u00e7a que, por termos uma linguagem flex\u00edvel e complexa, conseguimos entender.<\/p>\n<p>Por exemplo, se dizemos que \u201cMaria Rita \u00e9 uma flor\u201d, nosso c\u00e9rebro j\u00e1 tem mecanismos para compreender que o que queremos dizer \u00e9 que ela \u00e9 delicada, perfumada, bonita etc., e n\u00e3o que ela seja literalmente uma flor.<\/p>\n<p>Para textos na web, \u00e9 interessante utilizar algumas met\u00e1foras para validar seus <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/textos-argumentativos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"argumentos (abre em uma nova aba)\">argumentos<\/a> e enriquecer linguisticamente o seu texto.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea est\u00e1 escrevendo sobre novas tecnologias, por que n\u00e3o contar com met\u00e1foras referentes a objetivos tecnol\u00f3gicos? Dessa forma, seu leitor ficar\u00e1 mais preso ao tema proposto e sua produ\u00e7\u00e3o lhe parecer\u00e1 mais atraente e bem escrita.<\/p>\n<p>Mas tenha cuidado, pois h\u00e1 mais de uma possibilidade de interpreta\u00e7\u00e3o da met\u00e1fora, j\u00e1 que a identifica\u00e7\u00e3o entre os dois elementos em comum pode ficar por conta do leitor. Portanto, procure esclarecer ao m\u00e1ximo o que voc\u00ea quer dizer quando usar esse recurso.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2. S\u00edmile ou Compara\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cTe ver e n\u00e3o te querer (\u2026) \/ \u00c9 como mergulhar no rio \/ E n\u00e3o se molhar \/ \u00c9 como n\u00e3o morrer de frio \/ No gelo polar\u201d (Te Ver \u2014 Samuel Rosa, Lelo Zaneti e Chico Amaral)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/o-que-e-simile\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">s\u00edmile<\/a>&nbsp;\u00e9, assim como a met\u00e1fora, uma figura de compara\u00e7\u00e3o \u2014 mas, dessa vez, expl\u00edcita. Como assim?<\/p>\n<p>A met\u00e1fora \u00e9 mais subjetiva, pois sugere implicitamente uma liga\u00e7\u00e3o entre dois seres ou entidades diferentes a partir de uma caracter\u00edstica em comum, enquanto a s\u00edmile apenas aponta que existe uma semelhan\u00e7a espec\u00edfica e objetiva entre os dois elementos comparados.<\/p>\n<p>Retomando o exemplo que trouxemos quando explicamos a met\u00e1fora, uma s\u00edmile seria \u201cMaria Rita \u00e9 <em>bela como<\/em> uma flor\u201d ou \u201cMaria Rita \u00e9 <em>cheirosa<\/em>, <em>assim como<\/em> uma flor\u201d \u2014 dessa forma, ressaltamos o determinado atributo que queremos comparar e trazemos um elemento comparativo (\u201ccomo\u201d, \u201cque nem\u201d, \u201cassim como\u201d, \u201ctal qual\u201d).<\/p>\n<p>Quando se escreve para a web, fazer compara\u00e7\u00f5es expl\u00edcitas pode ajudar voc\u00ea a ressaltar um argumento ou contrastar op\u00e7\u00f5es com mais propriedade e clareza.<\/p>\n<p>Como a s\u00edmile \u00e9 mais objetiva que a met\u00e1fora, ela \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o mais segura para ser utilizada em textos com uma linguagem mais s\u00e9ria. Al\u00e9m disso, a rela\u00e7\u00e3o de similaridade (da\u00ed o nome &#8220;s\u00edmile&#8221;!) entre os voc\u00e1bulos pode ser uma carta na manga na hora de convencer o leitor do seu ponto de vista.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3. Analogia<\/h3>\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/o-que-e-analogia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">analogia<\/a>&nbsp;tamb\u00e9m \u00e9 uma esp\u00e9cie de compara\u00e7\u00e3o, mas, nesse caso, feita por meio de uma correspond\u00eancia entre duas entidades distintas. O termo tamb\u00e9m \u00e9 utilizado no Direito e na Biologia.<\/p>\n<p>Na escrita, a analogia pode ocorrer quando o autor quer estabelecer uma aproxima\u00e7\u00e3o equivalente entre elementos por meio do sentido figurado e dos conectivos de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por exemplo, em um trecho do romance \u201cA Redoma de Vidro\u201d, a autora Sylvia Plath faz uma analogia entre a abund\u00e2ncia de op\u00e7\u00f5es que temos para escolher o que faremos da vida e uma \u00e1rvore cheia de figos:<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cDa ponta de cada galho, como um enorme figo p\u00farpura, um futuro maravilhoso acenava e cintilava. Um desses figos era um lar feliz com marido e filhos, outro era uma poeta famosa, outro, uma professora brilhante, outro era \u00ca G\u00ea, a fant\u00e1stica editora, outro era feito de viagens \u00e0 Europa, \u00c1frica e Am\u00e9rica do Sul, outro era Constantin e S\u00f3crates e \u00c1tila e um monte de amantes com nomes estranhos e profiss\u00f5es exc\u00eantricas, outro era uma campe\u00e3 ol\u00edmpica de remo, e acima desses figos havia muitos outros que eu n\u00e3o conseguia enxergar. Me vi sentada embaixo da \u00e1rvore, morrendo de fome, simplesmente porque n\u00e3o conseguia decidir com qual figo eu ficaria. Eu queria todos eles, mas escolher um significava perder todo o resto, e enquanto eu ficava ali sentada, incapaz de tomar uma decis\u00e3o, os figos come\u00e7aram a encolher e ficar pretos e, um por um, desabaram no ch\u00e3o aos meus p\u00e9s.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para a web, usar analogias pode ser eficiente quando voc\u00ea quer simplificar o assunto abordado. Caso ele seja muito complexo, \u00e9 s\u00f3 fazer uma analogia com algo mais simples que o leitor entender\u00e1 mais facilmente e seu texto se enriquecer\u00e1.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">4. Meton\u00edmia<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cE no Nordeste tudo em paz \/ S\u00f3 mesmo morto eu descanso \/ Mas o sangue anda solto \/ (\u2026) \/ Terceiro mundo, se for \/ Piada no exterior \/ Mas o Brasil vai ficar rico\u201d (Que Pa\u00eds \u00e9 Esse? \u2014 Renato Russo)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A meton\u00edmia \u00e9 mais uma figura de linguagem que tem a ver com semelhan\u00e7as. Ela ocorre quando um \u00fanico nome \u00e9 citado para representar um todo referente a ele. Por exemplo, \u00e9 comum dizermos frases como \u201cAdoro ler Clarice Lispector\u201d ou, ainda mais comum, \u201cbebi um copo de leite\u201d.<\/p>\n<p>No primeiro caso, o que eu adoro ler s\u00e3o os livros escritos pela autora Clarice Lispector, e n\u00e3o a pessoa dela em si. No segundo caso, ocorre o mesmo: o que eu bebi foi o conte\u00fado (leite) que estava dentro do copo, e n\u00e3o o objeto copo propriamente dito.<\/p>\n<p>Ao <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/como-escrever-bem\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"escrever (abre em uma nova aba)\">escrever<\/a> para a web, a meton\u00edmia \u00e9 muito \u00fatil e, muitas vezes, usada sem nem percebermos.<\/p>\n<p>Acontece quando substitu\u00edmos uma marca por um tipo espec\u00edfico de produto \u2014 por exemplo, Durex substituindo fita adesiva, Toddy substituindo achocolatado em p\u00f3 e Maizena substituindo amido de milho. Ela traz maior fluidez \u00e0 escrita, al\u00e9m de levar o leitor a se identificar com o texto.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">5. Per\u00edfrase<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cCidade maravilhosa \/ Cheia de encantos mil \/ Cidade maravilhosa \/ Cora\u00e7\u00e3o do meu Brasil\u201d (Cidade Maravilhosa \u2014 Andr\u00e9 Filho)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A per\u00edfrase acontece quando um nome ou termo \u00e9 substitu\u00eddo por alguma caracter\u00edstica marcante sua ou por algum fato que o tenha tornado c\u00e9lebre.<\/p>\n<p>Por exemplo, quando falamos no \u201crei da selva\u201d, estamos falando do le\u00e3o. Da mesma forma, podemos nos referir \u00e0 capital francesa como &#8220;Cidade Luz&#8221; e ao Rio S\u00e3o Francisco como &#8220;Velho Chico&#8221;. J\u00e1 no caso de pessoas, essa substitui\u00e7\u00e3o tem o nome de antonom\u00e1sia (para saber mais, veja o item 13).<\/p>\n<p>Essa figura de linguagem difere da met\u00e1fora, uma vez que a express\u00e3o usada para substitui\u00e7\u00e3o refere-se unicamente ao termo original, de modo que ele \u00e9 facilmente identificado.<\/p>\n<p>Na web, a per\u00edfrase pode ser utilizada para evitar a repeti\u00e7\u00e3o de um nome, dando maior riqueza ao texto. Aten\u00e7\u00e3o apenas para n\u00e3o usar codinomes que n\u00e3o sejam populares, pois isso pode dificultar o entendimento do leitor.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">6. Sinestesia<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cPalavras n\u00e3o s\u00e3o m\u00e1s \/ palavras n\u00e3o s\u00e3o quentes \/ palavras s\u00e3o iguais \/ sendo diferentes\u201d (Palavras \u2014 S\u00e9rgio Britto e Marcelo Fromer)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00c9 uma figura de linguagem bastante utilizada na arte, principalmente em m\u00fasicas e poesias, uma vez que ela trabalha com a mistura de dois ou mais sentidos humanos (olfato, paladar, audi\u00e7\u00e3o, vis\u00e3o e tato).<\/p>\n<p>Na frase \u201cUm sil\u00eancio amargo invadiu a sala\u201d, h\u00e1 um tipo de gosto (paladar) servindo de adjetivo para o sil\u00eancio (audi\u00e7\u00e3o), por exemplo.<\/p>\n<p>Na web, \u00e9 poss\u00edvel utilizar essa figura quando a pauta permitir: moda, culin\u00e1ria e fotografia, por exemplo, s\u00e3o categorias em que, dependendo do foco desejado, a meton\u00edmia cai muito bem, intensificando as sensa\u00e7\u00f5es que o texto eventualmente pode querer passar ao leitor.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">7. Hip\u00e9rbole<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cPor voc\u00ea eu largo tudo \/ Vou mendigar, roubar, matar \/ At\u00e9 nas coisas mais banais \/ Pra mim \u00e9 tudo ou nunca mais\u201d (Exagerado \u2014 Cazuza)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ao contr\u00e1rio do eufemismo, a <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/antitese-hiperbole-e-eufemismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">hip\u00e9rbole<\/a> serve para exaltar uma ideia, com o objetivo de causar maior impacto e entusiasmo. Ela \u00e9 muito usada em nosso cotidiano, como na express\u00e3o \u201cEstou morta de fome\u201d, em que a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 enfatizar propositalmente o quanto estamos precisando comer.<\/p>\n<p>Para a web, esse recurso \u00e9 maravilhoso, pois, se a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 convencer o leitor do que estamos dizendo, nada melhor que chamar a aten\u00e7\u00e3o dele para o que queremos, apenas usando termos exagerados.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">8. Catacrese<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;Me ame devagarinho \/ Sem fazer nenhum esfor\u00e7o \/ T\u00f4 doido por seu carinho \/ Pra sentir aquele gosto \/ Que voc\u00ea tem na ma\u00e7\u00e3 do rosto \/ Que voc\u00ea tem na ma\u00e7\u00e3 do seu rosto&#8221; (Ma\u00e7\u00e3 do Rosto \u2014 Djavan)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A catacrese \u00e9 o nome que utilizamos para algo que n\u00e3o tem um nome pr\u00f3prio. Em outras palavras, pegamos um termo que j\u00e1 existe e o &#8220;emprestamos&#8221; para alguma outra coisa. Assim, o <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/substantivos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"substantivo (abre em uma nova aba)\">substantivo<\/a> representa dois significados diferentes, que n\u00e3o t\u00eam associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ma\u00e7\u00e3 do rosto, p\u00e9 da mesa e asa da x\u00edcara s\u00e3o alguns dos exemplos de catacrese muito utilizados no dia a dia.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">9. Eufemismo<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;Dar \u00e0 luz a uma crian\u00e7a \/ \u00e9 iluminar os seus dias \/ dividir suas tristezas \/ somar suas alegrias \/ \u00e9 ser o pr\u00f3prio calor \/ naquelas noites mais frias&#8221; (Dar \u00e0 Luz \u2014 Br\u00e1ulio Bessa)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O recurso do eufemismo \u00e9 utilizado quando se deseja dar um tom mais leve para uma express\u00e3o \u2014 ou seja, \u00e9 diretamente oposto \u00e0 hip\u00e9rbole. O significado permanece, mas a frase se torna menos direta, pesada, negativa ou depreciativa. &#8220;Fulano descansou em paz&#8221; \u00e9 um \u00f3timo exemplo de eufemismo muito utilizado.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">10. Pleonasmo<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;Vamos fugir \/ Pra outro lugar, baby!&#8221; (Vamos Fugir <\/em><em>\u2014 Skank)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O pleonasmo ocorre quando se repete uma palavra ou express\u00e3o na mesma frase com o mesmo significado. Do ponto de vista da gram\u00e1tica, ele \u00e9 considerado um v\u00edcio de linguagem (deixando a frase redundante). Entretanto, na literatura, costuma ser usado para dar \u00eanfase.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">11. An\u00e1fora<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;\u00c9 preciso amor \/ Pra poder pulsar \/ \u00c9 preciso paz pra poder sorrir \/ \u00c9 preciso a chuva para florir&#8221; (Tocando em Frente \u2014 Almir Sater)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00c9 um recurso utilizado para dar mais \u00eanfase \u00e0 mensagem, por meio da repeti\u00e7\u00e3o de palavras. Ela acontece de forma sucessiva no come\u00e7o das frases, versos ou per\u00edodos.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">12. Ambiguidade ou Anfibologia<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;Um primo contou ao outro que sua m\u00e3e estava doente.&#8221;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ambiguidade \u00e9 uma figura de linguagem muito utilizada no meio art\u00edstico, de forma po\u00e9tica e liter\u00e1ria. Por\u00e9m, em textos t\u00e9cnicos e reda\u00e7\u00f5es ela \u00e9 considerada um v\u00edcio (e deve ser evitada). Ela ocorre quando uma frase fica com duplo sentido, confundindo a interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">13. Antonom\u00e1sia<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;A &#8216;Dama de Ferro&#8217; despertou admira\u00e7\u00e3o e \u00f3dio.&#8221; (\u00c9poca Neg\u00f3cios)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Trata-se de um tipo de meton\u00edmia. Nesse caso, ocorre a substitui\u00e7\u00e3o de um nome de pessoa por um conjunto de palavras que a caracteriza. Quando a substitui\u00e7\u00e3o \u00e9 de um nome comum ou lugar, o recurso utilizado \u00e9 a per\u00edfrase.<\/p>\n<p>Por exemplo, quando falamos \u201crei do futebol\u201d, no Brasil, nos referimos ao jogador Pel\u00e9. Essa figura de linguagem difere da met\u00e1fora, uma vez que a express\u00e3o usada para substitui\u00e7\u00e3o refere-se unicamente ao termo original, de modo que ele \u00e9 facilmente identificado.<\/p>\n<p>A antonom\u00e1sia tamb\u00e9m pode ser utilizada para eliminar repeti\u00e7\u00f5es e tornar o texto mais rico \u2014 e, assim como a per\u00edfrase, deve trazer termos que sejam conhecidos pelo p\u00fablico, de modo a n\u00e3o prejudicar a compreens\u00e3o.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">14. Alegoria<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cA vida \u00e9 uma \u00f3pera, \u00e9 uma grande \u00f3pera. O tenor e o bar\u00edtono lutam pelo soprano, em presen\u00e7a do baixo e dos comprim\u00e1rios, quando n\u00e3o s\u00e3o o soprano e o contralto que lutam pelo tenor, em presen\u00e7a do mesmo baixo e dos mesmos comprim\u00e1rios. H\u00e1 coros numerosos, muitos bailados, e a orquestra \u00e9 excelente\u2026\u201d (Dom Casmurro \u2014 Machado de Assis)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00c9 usada de forma ret\u00f3rica, a fim de ampliar o significado de uma palavra (ou ora\u00e7\u00e3o). Ela ajuda a transmitir um (ou mais) sentidos do texto, al\u00e9m do literal.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">15. Simbologia<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;A pomba branca simboliza a paz.&#8221;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O conceito \u00e9 bem simples: trata-se do uso de simbologias para indicar alguma coisa.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Figuras sint\u00e1ticas (ou de constru\u00e7\u00e3o)<\/h2>\n<p>De modo geral, esses recursos s\u00e3o utilizados em textos da web para dar maior fluidez ao texto, ao mesmo tempo que real\u00e7am a informa\u00e7\u00e3o passada, deixando a escrita levemente mais rebuscada, mas sem perder a <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/como-escrever-um-texto-informal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">informalidade<\/a> necess\u00e1ria nessas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">16. Elipse<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cA tarde talvez fosse azul, \/ n\u00e3o houvesse tantos desejos\u201d (Poema de Sete Faces \u2014 Carlos Drummond de Andrade)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A elipse consiste na omiss\u00e3o de um termo sem que a frase tenha seu sentido alterado. Por exemplo, na frase \u201c(eu) Quero (receber) mais respeito\u201d, os termos em par\u00eanteses podem ser omitidos sem que o sentido da frase seja alterado.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">17. Zeugma<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cO meu pai era paulista \/ Meu av\u00f4, pernambucano \/ O meu bisav\u00f4, mineiro \/ Meu tatarav\u00f4, baiano&#8221; (Paratodos \u2014 Chico Buarque)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O zeugma \u00e9 basicamente o mesmo que a elipse, com a diferen\u00e7a de que ele \u00e9 espec\u00edfico para omitir nomes ou&nbsp;<a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/o-que-e-verbo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">verbos<\/a>&nbsp;citados anteriormente \u2014 por exemplo, quando dizemos \u201cEu prefiro literatura, ele, lingu\u00edstica\u201d, e deixamos de repetir o verbo \u201cpreferir\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">18. Silepse<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cNem tudo tinham os antigos, nem tudo temos, os modernos.\u201d (Machado de Assis)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A silepse \u00e9 quando h\u00e1 concord\u00e2ncia com uma ideia, e n\u00e3o com uma palavra \u2014 ou seja, ela \u00e9 feita com um elemento impl\u00edcito. Pode ocorrer nos seguintes \u00e2mbitos: de g\u00eanero, de <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/numero-numeral-e-algarismo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"n\u00famero (abre em uma nova aba)\">n\u00famero<\/a> e de pessoa.<\/p>\n<p>No exemplo \u201cO casal se atrasou, estavam se arrumando\u201d, temos uma silepse de n\u00famero. A princ\u00edpio, a frase parece estar errada \u2014 j\u00e1 que o verbo &#8220;estar&#8221; deveria vir no singular, para concordar com &#8220;casal&#8221; \u2014, mas n\u00e3o se preocupe, essa constru\u00e7\u00e3o \u00e9 permitida.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">19. Hip\u00e9rbato ou Invers\u00e3o<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cOuviram do Ipiranga as margens pl\u00e1cidas \/ De um povo heroico o brado retumbante\u201d (Hino Nacional \u2014 Joaquim Os\u00f3rio Duque Estrada)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O hip\u00e9rbato \u00e9 um recurso de invers\u00e3o da ordem direta da frase (sujeito-verbo-objeto-complementos). Um exemplo de invers\u00e3o est\u00e1 na frase \u201cDorme tranquila a menina\u201d \u2014 a ordem natural seria \u201cA menina dorme tranquila\u201d.<\/p>\n<p>Quando a invers\u00e3o \u00e9 muito violenta, recebe o nome de s\u00ednquise e, quando \u00e9 especificamente da posi\u00e7\u00e3o do adjetivo, se chama hip\u00e1lage.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">20. Poliss\u00edndeto<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201c<\/em><strong><em>E<\/em><\/strong><em>&nbsp;o olhar estaria ansioso esperando \/&nbsp;<\/em><strong><em>E<\/em><\/strong><em>&nbsp;a cabe\u00e7a ao sabor da m\u00e1goa balan\u00e7ada \/&nbsp;<\/em><strong><em>E<\/em><\/strong><em>&nbsp;o cora\u00e7\u00e3o fugindo&nbsp;<\/em><strong><em>e<\/em><\/strong><em>&nbsp;o cora\u00e7\u00e3o voltando \/&nbsp;<\/em><strong><em>E<\/em><\/strong><em>&nbsp;os minutos passando&nbsp;<\/em><strong><em>e<\/em><\/strong><em>&nbsp;os minutos passando\u2026\u201d (Olhar para Tr\u00e1s \u2014 Vin\u00edcius de Moraes)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Essa figura de linguagem \u00e9 a repeti\u00e7\u00e3o de conectivos ligando termos da&nbsp;<a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/frase-oracao-e-periodo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ora\u00e7\u00e3o ou per\u00edodos<\/a>. Normalmente, as conjun\u00e7\u00f5es coordenativas s\u00e3o repetidas, entre elas, o \u201ce\u201d \u00e9 a mais comum.<\/p>\n<p>Nem sempre esse recurso pode ser utilizado na reda\u00e7\u00e3o para web, considerando que a repeti\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria pode deixar o texto cansativo.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">21. Ass\u00edndeto<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;Tem que ser selado, registrado, carimbado \/ Avaliado, rotulado se quiser voar! \/ Se quiser voar \/ Pra Lua: a taxa \u00e9 alta \/ Pro Sol: identidade \/ Mas j\u00e1 pro seu foguete viajar pelo universo \/ \u00c9 preciso meu carimbo dando o sim \/ Sim, sim, sim&#8221; (Carimbador Maluco <\/em><em>\u2014 Raul Seixas)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ocorre quando um conectivo \u00e9 exclu\u00eddo da frase (como o &#8220;e&#8221;), a fim de trazer uma sequ\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es. Geralmente, \u00e9 substitu\u00eddo por uma v\u00edrgula. \u00c9 o contr\u00e1rio do que ocorre com o poliss\u00edndeto.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">22. Anacoluto<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;Umas carabinas que guardava atr\u00e1s do guarda-roupa, a gente brincava com elas, de t\u00e3o imprest\u00e1veis.&#8221; (Jos\u00e9 Lins do Rego)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Trata-se de uma altera\u00e7\u00e3o na estrutura da frase, a qual \u00e9 interrompida por algum elemento inserido de forma &#8220;solta&#8221;. Alguns estudiosos defendem que o anacoluto \u00e9 um erro gramatical.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Figuras de pensamento<\/h2>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">23. Ant\u00edtese<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cN\u00e3o existiria som se n\u00e3o \/&nbsp;Houvesse o sil\u00eancio \/ N\u00e3o haveria luz se n\u00e3o \/ Fosse a escurid\u00e3o \/ A vida \u00e9 mesmo assim \/ Dia e noite, n\u00e3o e sim\u201d (Certas Coisas \u2014 Lulu Santos)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O uso de palavras com sentidos opostos \u00e9 outro poss\u00edvel recurso para fortalecer o discurso e deixar um ponto de vista ainda mais claro. A ant\u00edtese \u00e9, justamente, o contraste que ocorre quando os termos est\u00e3o bem pr\u00f3ximos e acentuam a expressividade do per\u00edodo.<\/p>\n<p>Curiosamente, a ant\u00edtese \u00e9 marco da escrita barroca, tida como a arte do contraste, mas ainda tem espa\u00e7o na escrita atual, principalmente no contexto digital. O contraste, al\u00e9m de enfatizar o sentido das palavras, esclarece que a diverg\u00eancia entre elas \u00e9 o que garante, de certa forma, o argumento colocado.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">24. Paradoxo<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cSe voc\u00ea quiser me prender, vai ter que saber me soltar\u201d (Tiranizar \u2014 Caetano Veloso)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O termo, formado pelo prefixo \u201cpara\u201d, que indica &#8220;contr\u00e1rio a&#8221;, e o sufixo \u201cdoxa\u201d, que quer dizer &#8220;opini\u00e3o&#8221;, \u00e9 consagrado pelos fil\u00f3sofos e seus sentidos v\u00e3o al\u00e9m do uso na escrita.<\/p>\n<p>Apesar de ser parecido com a ant\u00edtese, o paradoxo \u00e9 uma figura de linguagem usada para transmitir sentidos opostos em uma mesma constru\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica. As duas ideias devem estar na mesma frase para expressar essa contradi\u00e7\u00e3o l\u00f3gica e, geralmente, est\u00e3o lado a lado.<\/p>\n<p>No exemplo acima, o paradoxo \u00e9 produzido pela oposi\u00e7\u00e3o l\u00f3gica das palavras \u201cprender\u201d e \u201csoltar\u201d. Outros bons exemplos s\u00e3o: \u201cO riso \u00e9 uma coisa s\u00e9ria\u201d, \u201cO melhor improviso \u00e9 aquele que \u00e9 mais bem preparado\u201d e \u201c(O amor) \u00e9 ferida que d\u00f3i e n\u00e3o se sente\u201d, de Lu\u00eds de Cam\u00f5es.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">25. Grada\u00e7\u00e3o ou Cl\u00edmax<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cMais dez, mais cem, mais mil e mais um bili\u00e3o, uns cingidos de luz, outros ensanguentados.\u201d (Ocidentais \u2014 Machado de Assis)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ao pensarmos na apresenta\u00e7\u00e3o de ideias, a grada\u00e7\u00e3o \u00e9 uma figura de linguagem que prop\u00f5e a organiza\u00e7\u00e3o das palavras de acordo com a progress\u00e3o \u2014 ascendente ou descendente \u2014 dos conceitos. O cl\u00edmax \u00e9 obtido com a grada\u00e7\u00e3o ascendente, enquanto o anticl\u00edmax \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o de forma contr\u00e1ria.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">26. Personifica\u00e7\u00e3o ou Prosopopeia<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cAs casas espiam os homens \/ Que correm atr\u00e1s das mulheres\u201d (Poema de Sete Faces \u2014 Carlos Drummond de Andrade)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Personificar \u00e9 atribuir caracter\u00edsticas humanas e qualidades a objetos inanimados e irracionais. Tamb\u00e9m parece pouco usual, mas acontece mais do que imaginamos.&nbsp;\u00c9 comum conceder sentimentos, a\u00e7\u00f5es, sensa\u00e7\u00f5es e gestos f\u00edsicos e de fala a objetos.<\/p>\n<p>No trecho do poema, a prosopopeia \u00e9 percebida no ato de dar a\u00e7\u00e3o \u00e0 casa, que teria a qualidade de espiar os homens.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">27. Ironia<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cMo\u00e7a linda bem tratada, \/ tr\u00eas s\u00e9culos de fam\u00edlia, \/ burra como uma porta: um amor!\u201d (Mo\u00e7a Linda Bem Tratada \u2014 M\u00e1rio de Andrade)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Na ironia, o interlocutor diz uma coisa, mas o significado \u00e9 outro. Ela \u00e9 muito conhecida e utilizada no dia a dia, mas ainda pode gerar certa confus\u00e3o \u2014 principalmente na l\u00edngua escrita. \u00c9 utilizada para se expressar de forma sarc\u00e1stica ou bem-humorada, al\u00e9m de servir como disfarce ou dissimula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">28. Ap\u00f3strofe<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;Oh! Deus, perdoe este pobre coitado \/ Que de joelhos rezou um bocado \/ Pedindo pra chuva cair sem parar&#8221; (S\u00faplica Cearense \u2014 Luiz Gonzaga)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Trata-se da figura utilizada para invoca\u00e7\u00e3o ou chamamento. Tamb\u00e9m \u00e9 usada para indicar surpresa, indigna\u00e7\u00e3o ou outro sentimento. Um exemplo muito comum \u00e9 a express\u00e3o &#8220;minha Nossa Senhora!&#8221;, usada quando algu\u00e9m se espanta com algo.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">29. Alus\u00e3o<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;Eles estavam apaixonados como Romeu e Julieta.&#8221;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A alus\u00e3o \u00e9 um recurso utilizado para fazer refer\u00eancia ou <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/como-fazer-citacao\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"cita\u00e7\u00e3o (abre em uma nova aba)\">cita\u00e7\u00e3o<\/a>, relacionando uma ideia a outra \u2014 o que pode ocorrer de forma expl\u00edcita ou n\u00e3o. Ao fazer refer\u00eancia a um acontecimento, pessoas, personagens ou outros trabalhos, a alus\u00e3o ajuda no entendimento da ideia que se deseja passar.<\/p>\n<p>No caso do exemplo acima, o objetivo \u00e9 explicar tamanha paix\u00e3o que uma pessoa sente pela outra.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">30. Quiasmo<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-justify is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;Cheguei. Chegaste \/ Tu vinhas fatigada e triste \/ e triste e fatigado eu vinha.&#8221; (No Meio do Caminho \u2014 Olavo Bilac)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"ql-align-justify\">O quiasmo ocorre quando existe um cruzamento de palavras (ou express\u00f5es), fazendo com que elas se repitam. Geralmente \u00e9 usado para enfatizar algum feito. Um bom exemplo de como ele \u00e9 usado no dia a dia: &#8220;Ele quase n\u00e3o sai. Vai de casa para o trabalho, do trabalho para casa.&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Figuras sonoras<\/h2>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">31. Cacofonia<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;Alma minha gentil, que te partiste&nbsp;\/ T\u00e3o cedo desta vida descontente,&nbsp;\/ Repousa l\u00e1 no C\u00e9u eternamente,&nbsp;\/ E viva eu c\u00e1 na terra sempre triste&#8221; (Lu\u00eds de Cam\u00f5es)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Na <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/cacofonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">cacofonia<\/a>, a jun\u00e7\u00e3o de duas palavras (as \u00faltimas s\u00edlabas de uma + as s\u00edlabas iniciais da outra) pode tornar o som diferente e criar um novo significado \u2014 ela \u00e9 percebida ao falar, com o som fazendo parecer algo diferente do que realmente foi dito.<\/p>\n<p>Nos versos acima, a cacofonia acontece logo no in\u00edcio: &#8220;al<strong>ma minha<\/strong>&#8220;. Veja alguns exemplos de cacofonia que podemos produzir at\u00e9 mesmo sem perceber no dia a a dia:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>&#8220;eu beijei a bo<\/em><strong><em>ca dela<\/em><\/strong><em>&#8220;<\/em> (cadela);<\/li>\n<li><em>&#8220;a prova valia 5 pontos, um <\/em><strong><em>por cada <\/em><\/strong><em>acerto&#8221;<\/em> (porcada);<\/li>\n<li><em>&#8220;e<\/em><strong><em>la tinha<\/em><\/strong><em> uma saia longa&#8221;<\/em> (latinha);<\/li>\n<li><em>&#8220;vou te dar u<\/em><strong><em>ma m\u00e3o<\/em><\/strong><em> nessa tarefa&#8221;<\/em> (mam\u00e3o).<\/li>\n<\/ul>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">32. Onomatopeia<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;Passa, tempo, tic-tac \/ Tic-tac, passa, hora \/ Chega logo, tic-tac \/ Tic-tac, e vai-te embora&#8221; (O Rel\u00f3gio \u2014 Vin\u00edcius de Moraes)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A onomatopeia \u00e9 um recurso utilizado com o objetivo de reproduzir um barulho, som ou ru\u00eddo. \u00c9 muito usada em <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/storytelling\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"hist\u00f3rias (abre em uma nova aba)\">hist\u00f3rias<\/a>. No trecho do poema acima, a onomatopeia &#8220;tic-tac&#8221; se refere ao barulho que o rel\u00f3gio faz.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">33. Alitera\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;L\u00e1 vem o pato \/ Pata aqui, pata acol\u00e1 \/ L\u00e1 vem o pato \/ Para ver o que \u00e9 que h\u00e1&#8221; (O Pato \u2014 Vin\u00edcius de Moraes)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Alitera\u00e7\u00e3o \u00e9 quando se faz a repeti\u00e7\u00e3o do som de uma consoante na mesma frase. \u00c9 usada para dar \u00eanfase ao texto e para criar <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/trava-linguas-lingua-portuguesa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"trava-l\u00ednguas (abre em uma nova aba)\">trava-l\u00ednguas<\/a>. Ela tem a sonoridade como base, o que ajuda a ditar o ritmo.<\/p>\n<p>Exemplos bem conhecidos de alitera\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>&#8220;o rato roeu a roupa do rei de Roma&#8221;<\/em>;<\/li>\n<li><em>&#8220;quem com ferro fere, com ferro ser\u00e1 ferido&#8221;<\/em>.<\/li>\n<\/ul>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">34. Asson\u00e2ncia<\/h3>\n<p>A asson\u00e2ncia \u00e9 parecida com a alitera\u00e7\u00e3o, mas ocorre quando existe a repeti\u00e7\u00e3o da vogal t\u00f4nica ou de s\u00edlabas com as mesmas consoantes e vogais distintas. Como no exemplo a seguir, em que h\u00e1 repeti\u00e7\u00e3o das mesmas consoantes com vogais diferentes:<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote ql-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201c\u00c9 a moda \/ da menina muda \/ da menina trombuda \/ que muda de modos \/ e d\u00e1 medo\u201d (Moda da Menina Trombuda \u2014 Cec\u00edlia Meireles)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Apesar de n\u00e3o estarem restritos \u00e0 oralidade, os recursos sonoros em textos escritos podem complicar um pouco mais a compreens\u00e3o do texto, por isso, n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o aproveitados.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">35. Paronom\u00e1sia<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;Enquanto \u00e9 t\u00e3o cedo \/ T\u00e3o cedo \/ Enquanto for&#8230; um&nbsp;ber\u00e7o&nbsp;meu \/ Enquanto for&#8230; um&nbsp;ter\u00e7o&nbsp;meu \/ Ser\u00e1s&nbsp;vida&#8230; bem-vinda \/ Ser\u00e1s&nbsp;viva&#8230; bem viva \/ Em mim&#8221; (Realejo \u2014 O Teatro M\u00e1gico)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Consiste no uso de palavras iguais ou com sons semelhantes, mas que t\u00eam sentidos diferentes. Um exemplo de como ela \u00e9 utilizada no cotidiano \u00e9 o velho prov\u00e9rbio &#8220;quem casa, quer casa&#8221;, no qual a mesma palavra diz respeito ao casamento e \u00e0 moradia.<\/p>\n<p>Agora que voc\u00ea conhece todas as 35 figuras de linguagem da l\u00edngua portuguesa, aproveite para seguir aprendendo e confira nosso guia definitivo do texto perfeito!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As principais Figuras de Linguagem s\u00e3o Met\u00e1fora, S\u00edmile, Analogia, Meton\u00edmia, Per\u00edfrase, Sinestesia, Hip\u00e9rbole, Elipse (ou Zeugma), Silepse, Hip\u00e9rbato (ou Invers\u00e3o), Poliss\u00edndeto, Ant\u00edtese, Paradoxo, Grada\u00e7\u00e3o (ou Cl\u00edmax) e Personifica\u00e7\u00e3o (ou 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