{"id":45196,"date":"2015-07-01T00:00:00","date_gmt":"2015-07-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rockcontent.com\/br\/talent-blog\/vicios-de-linguagem\/"},"modified":"2025-09-14T00:16:46","modified_gmt":"2025-09-14T03:16:46","slug":"vicios-de-linguagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/vicios-de-linguagem\/","title":{"rendered":"V\u00edcios de linguagem: aprenda a se livrar deles!"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea \u00e9 um redator das antigas, j\u00e1 sabe organizar seu tempo de trabalho, consegue escrever para variadas personas e sobre diversos assuntos. Conhece bem as artimanhas do texto, a estrutura ideal de um bom artigo para blog, nunca se esquece do CTA e sua introdu\u00e7\u00e3o \u00e9 de dar inveja.<\/p>\n<p>Mas, mesmo assim, continua recebendo feedbacks negativos ou percebe v\u00e1rias altera\u00e7\u00f5es na vers\u00e3o final do seu texto. Se esse \u00e9 seu caso, cuidado: voc\u00ea pode ser um viciado!<\/p>\n<p>Calma, n\u00e3o estamos falando de uso de subst\u00e2ncias il\u00edcitas ou coisas do tipo, o perigo aqui \u00e9 outro. Apesar de inofensivos, esses podem ser os grandes inimigos do seu texto: os v\u00edcios de linguagem.<\/p>\n<p>Muitas vezes, nem sabemos ao certo como eles vieram parar em nosso vocabul\u00e1rio, j\u00e1 que soam t\u00e3o naturais que parecem corretos. No post de hoje voc\u00ea vai conhecer alguns dos v\u00edcios mais comuns entre os redatores e descobrir como se livrar deles.<\/p>\n<h2>Barbarismos<\/h2>\n<p>Historicamente, os b\u00e1rbaros eram considerados aqueles povos que n\u00e3o pertenciam \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o grega ou romana ou n\u00e3o falavam seu idioma.<\/p>\n<p>J\u00e1 na l\u00edngua portuguesa, b\u00e1rbaros s\u00e3o as palavras que n\u00e3o pertencem \u00e0 norma culta, mas que soam t\u00e3o naturais na frase que muitas vezes nem percebemos o erro.<\/p>\n<p>Que atire a primeira pedra o redator que nunca cometeu um desses barbarismos abaixo! A sorte \u00e9 que os redatores s\u00e3o salvos pelos corretores, que marcam a maioria dessas palavras no texto. Confira alguns exemplos:<\/p>\n<ul>\n<li>Vamos comprimentar os amigos (cumprimentar);<\/li>\n<li>Os cidad\u00f5es est\u00e3o contentes (cidad\u00e3os);<\/li>\n<li>Deixe aqui a sua r\u00fabrica (rubrica);<\/li>\n<li>Que degrais altos! (degraus);<\/li>\n<li>Eles proporam uma solu\u00e7\u00e3o (propuseram);<\/li>\n<li>O acento da bicicleta est\u00e1 alto (assento);<\/li>\n<li>Vamos ao evento beneficiente (beneficente).<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Solecismos<\/h2>\n<p>Os barbarismos, que exemplificamos acima, s\u00e3o erros relacionados \u00e0 forma das palavras. Quando eles se referem \u00e0 <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/sintaxe\/\">sintaxe<\/a>, s\u00e3o chamados de solecismos. Estes erros s\u00e3o relacionados \u00e0 constru\u00e7\u00e3o das ora\u00e7\u00f5es, n\u00e3o \u00e0 grafia das palavras.<\/p>\n<p>Apesar desse nome estranho, voc\u00ea ver\u00e1 que alguns erros s\u00e3o bastante familiares. Conhe\u00e7a os tipos de solecismos e alguns exemplos que podem ocorrer \u2014 sem que \u00e0s vezes voc\u00ea sequer perceba!<\/p>\n<ul>\n<li>Concord\u00e2ncia \u2013 Fazem muitos anos (faz muitos anos);<\/li>\n<li>Concord\u00e2ncia \u2013 Haviam muitas flores (havia muitas flores);<\/li>\n<li>Reg\u00eancia \u2013 Assisti a novela (assisti \u00e0 novela);<\/li>\n<li>Reg\u00eancia \u2013 Aquele \u00e9 o time que eu tor\u00e7o (aquele \u00e9 o time pelo qual eu tor\u00e7o);<\/li>\n<li>Coloca\u00e7\u00e3o \u2013 Me senti tra\u00eddo (senti-me tra\u00eddo);<\/li>\n<li>Coloca\u00e7\u00e3o \u2013 Ele falou que sentia-se triste. (ele falou que se sentia triste).<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Generaliza\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Todo redator da web possui alguns v\u00edcios de linguagem e qualquer revisor sabe que a generaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 um deles. Essa \u00faltima frase soou natural pra voc\u00ea? Ent\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel que voc\u00ea sofra do mal da generaliza\u00e7\u00e3o. J\u00e1 falamos um pouco sobre isso aqui no blog, mas n\u00e3o custa repetir.<\/p>\n<p>Usar express\u00f5es generalistas, como \u201ctodos sabem\u201d, \u201cqualquer pessoa\u201d, \u201ccertamente\u201d etc. pode causar estranhamento no leitor (afinal, as pessoas n\u00e3o s\u00e3o iguais!) e at\u00e9 mesmo <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/dia-dos-namorados-uma-oportunidade-para-abandonar-de-vez-os-estereotipos\/\">refor\u00e7ar estere\u00f3tipos<\/a> negativos (\u201co sonho de toda mulher \u00e9 ter cabelos perfeitos\u201d \u2014 Hein???).<\/p>\n<h2>Redund\u00e2ncia<\/h2>\n<p>Para algumas pessoas, express\u00f5es redundantes est\u00e3o t\u00e3o internalizadas que nem ao menos \u00e9 poss\u00edvel identific\u00e1-las no texto. Veja algumas das redund\u00e2ncias mais comuns:<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cA grande maioria\u201d;<\/li>\n<li>\u201cPequenos detalhes\u201d;<\/li>\n<li>\u201cSurpresa inesperada\u201d;<\/li>\n<li>\u201cOutra alternativa\u201d;<\/li>\n<li>\u201cAmbos os dois\u201d;<\/li>\n<li>\u201cElo de liga\u00e7\u00e3o\u201d;<\/li>\n<li>\u201cPanorama geral\u201d;<\/li>\n<li>\u201cH\u00e1 anos atr\u00e1s\u201d;<\/li>\n<li>\u201cPlanejar antecipadamente\u201d;<\/li>\n<li>\u201cRotina di\u00e1ria\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Vale lembrar que, muitas vezes, a redund\u00e2ncia aparece de forma sorrateira. N\u00e3o s\u00f3 nessas f\u00f3rmulas cl\u00e1ssicas, mas tamb\u00e9m em constru\u00e7\u00f5es mais rebuscadas que, de t\u00e3o usadas, passam batido. At\u00e9 aquele \u201csubir pra cima\u201d tem seu correspondente nos textos mais sofisticados \u2014 mas continua sendo redundante do mesmo jeito. No fim, \u00e9 f\u00e1cil esquecer que clareza quase sempre \u00e9 sin\u00f4nimo de concis\u00e3o.<\/p>\n<p>Reconheceu alguma dessas express\u00f5es em seus artigos? O truque \u00e9 ficar atento na hora de revisar o texto, encarar (sem o \u201cde frente\u201d, apenas encarar!) o problema e eliminar a redund\u00e2ncia de vez do seu vocabul\u00e1rio.<\/p>\n<h2>Repeti\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 leu algum texto em que a mesma palavra aparece tantas vezes que voc\u00ea acaba nem prestando aten\u00e7\u00e3o no assunto? A repeti\u00e7\u00e3o de termos \u00e9 bastante comum entre os redatores de blogs e pode ser evitada com o uso de sin\u00f4nimos e pronomes.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, ali\u00e1s, nem \u00e9 s\u00f3 a palavra em si que se repete \u2014 mas sim uma ideia, um jeito de construir a frase. O texto vai rodando em c\u00edrculos e, quando v\u00ea, j\u00e1 perdeu toda surpresa ou impulso. N\u00e3o \u00e9 raro acontecer: a gente se pega escrevendo \u201cafinal\u201d, \u201cpor isso\u201d, \u201cal\u00e9m disso\u201d e quando percebe, j\u00e1 usou cinco vezes no mesmo artigo. O resultado? O leitor l\u00e1 do outro lado quase adivinha o que vem depois, e o texto perde aquela pegada interessante, meio imprevis\u00edvel, que a gente tanto procura.<\/p>\n<p>\u00c9 muito simples: percebeu alguma palavra repetitiva em seu texto? Fa\u00e7a uma busca e substitua por termos equivalentes ou pelos pronomes adequados. Algumas <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/ferramentas-para-escrever-bem\/\">ferramentas<\/a>, como dicion\u00e1rios online, podem te ajudar nessa tarefa.<\/p>\n<p>Mas aten\u00e7\u00e3o: substituir o termo a que se quer retomar pela express\u00e3o \u201co mesmo\/ a mesma\u201d est\u00e1 terminantemente proibido. Isso, que tamb\u00e9m pode ser altamente viciante para alguns redatores, pode matar seu texto (e seu revisor de desgosto!).<\/p>\n<p>A repeti\u00e7\u00e3o n\u00e3o fica t\u00e3o \u00f3bvia, no entanto, em rela\u00e7\u00e3o a express\u00f5es e constru\u00e7\u00f5es de frases. Talvez uma busca no texto n\u00e3o consiga identificar esses v\u00edcios de linguagem.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 um redator que usa frequentemente as express\u00f5es \u201catualmente\u201d, \u201choje em dia\u201d, \u201cnos dias de hoje\u201d, \u201cnos dias atuais\u201d. Esse uso exagerado torna-se cansativo para o leitor e empobrece o texto.<\/p>\n<p>O mesmo erro pode ocorrer na constru\u00e7\u00e3o das frases. Imagine a repeti\u00e7\u00e3o dessa estrutura ao longo de uma reda\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Uma coisa \u00e9 certa: eles chegaram atrasados.<\/li>\n<li>O problema foi o seguinte: n\u00e3o havia mais tempo.<\/li>\n<li>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas: eles foram displicentes.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O uso dos dois-pontos \u00e9 um recurso interessante para o texto, mas n\u00e3o quando \u00e9 usado repetidamente. Assim, tamb\u00e9m pode cansar o leitor.<\/p>\n<p>Nesses casos, uma leitura atenta na revis\u00e3o, se poss\u00edvel em voz alta, consegue identificar express\u00f5es e constru\u00e7\u00f5es de frase repetitivas.<\/p>\n<h2>Repeti\u00e7\u00e3o do \u201cque\u201d<\/h2>\n<p>O \u201cque\u201d \u00e9 uma das palavras mais vers\u00e1teis da l\u00edngua portuguesa. Ele pode ter fun\u00e7\u00e3o de pronome, conjun\u00e7\u00e3o, adv\u00e9rbio, interjei\u00e7\u00e3o, preposi\u00e7\u00e3o e substantivo. Por isso, \u00e9 t\u00e3o comum o <em>que\u00edsmo<\/em>: a repeti\u00e7\u00e3o exagerada do \u201cque\u201d no texto.<\/p>\n<p>Veja esta frase: \u201cEles avisaram que os textos que foram escritos ontem estavam muito bons, apesar de que n\u00e3o tinham identifica\u00e7\u00e3o\u201d. Desagrad\u00e1vel essa leitura, n\u00e9?<\/p>\n<p>Uma sa\u00edda para esta frase seria assim: \u201cEles avisaram que os textos escritos ontem estavam muito bons, embora n\u00e3o tivessem identifica\u00e7\u00e3o\u201d. As solu\u00e7\u00f5es para evitar o \u201cque\u201d s\u00e3o diversas, mas lembre sempre de avaliar se a mudan\u00e7a afetar\u00e1 o contexto e o sentido da frase. Confira algumas possibilidades:<\/p>\n<ul>\n<li>Troca por um sinal de pontua\u00e7\u00e3o: \u201cFoi anunciado que estava liberado\u201d \u2013 \u201cFoi anunciado: estava liberado\u201d;<\/li>\n<li>Troca pelo pronome \u201co qual\u201d e suas varia\u00e7\u00f5es: \u201cOs meninos, que jogavam futebol\u201d \u2013 \u201cOs meninos, os quais jogavam futebol\u201d;<\/li>\n<li>Troca pelo ger\u00fandio do verbo: \u201cC\u00e9sar fez uma publica\u00e7\u00e3o que criticava\u201d \u2013 \u201cC\u00e9sar fez uma publica\u00e7\u00e3o criticando\u201d;<\/li>\n<li>Uso simples do partic\u00edpio: \u201cOs trabalhos que foram realizados\u201d \u2013 \u201cOs trabalhos realizados\u201d;<\/li>\n<li>Troca por um adjetivo: \u201cComidas que agradavam o paladar\u201d \u2013 \u201cComidas agrad\u00e1veis ao paladar\u201d;<\/li>\n<li>Troca por um substantivo: \u201cMarcelo, que torce pelo time da cidade\u201d \u2013 \u201cMarcelo, torcedor do time da cidade\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Ambiguidade<\/h2>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 leu uma frase e se perguntou \u201cde quem o autor est\u00e1 falando?\u201d. Quando surge essa d\u00favida na leitura, voc\u00ea pode estar diante de um v\u00edcio de linguagem muito comum: a ambiguidade. O texto fica com duplo sentido e n\u00e3o transmite claramente a ideia que gostaria.<\/p>\n<p>Ela acontece bastante no uso de pronomes. Eles s\u00e3o respons\u00e1veis por substituir um nome j\u00e1 mencionado no texto, para evitar a repeti\u00e7\u00e3o de palavras que citamos acima. O problema \u00e9 quando n\u00e3o fica claro qual foi o elemento substitu\u00eddo.<\/p>\n<p>Veja como ficaria ruim uma frase assim: \u201cClara pediu a Pedro que arrumasse o carro de Clara\u201d. O correto \u00e9 usar um pronome: \u201cClara pediu a Pedro que arrumasse seu carro\u201d.<\/p>\n<p>Opa, mas agora essa frase ficou amb\u00edgua! O carro \u00e9 de quem: da Clara ou do Pedro? Sem saber qual \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o do autor, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel resolver essa d\u00favida, o que configura um erro.<\/p>\n<p>Uma solu\u00e7\u00e3o, nesse caso, seria usar outro pronome possessivo: \u201cClara pediu a Pedro que arrumasse o carro dela\u201d.<\/p>\n<p>Mas a ambiguidade tamb\u00e9m acontece com outras classes de palavras ou problemas na constru\u00e7\u00e3o das ora\u00e7\u00f5es. Veja outros exemplos:<\/p>\n<ul>\n<li>O pai falou com o filho sentado (quem est\u00e1 sentado: o pai ou o filho?);<\/li>\n<li>O espelho do carro, que est\u00e1 quebrado (o que est\u00e1 quebrado: o espelho ou o carro?);<\/li>\n<li>Joana falou ao amigo que jogava futebol (quem jogava futebol: Joana ou o amigo?);<\/li>\n<li>A entrega dos filhos foi comovente (os filhos se entregaram ou foram entregues?).<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Gerundismo<\/h2>\n<p>Esse \u00e9 o v\u00edcio de linguagem cl\u00e1ssico das liga\u00e7\u00f5es de telemarketing! Quem nunca ouviu uma frase dessas no telefone?<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cPrezado cliente, estaremos atendendo \u00e0 sua solicita\u00e7\u00e3o\u201d;<\/li>\n<li>\u201cVoc\u00ea pode estar aguardando um minutinho?\u201d;<\/li>\n<li>\u201cVamos estar transferindo a liga\u00e7\u00e3o para outro setor\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Talvez voc\u00ea tenha se perguntado: n\u00e3o era mais simples dizer \u201catenderemos\u201d, \u201cvoc\u00ea pode aguardar\u201d e \u201cvamos transferir\u201d? N\u00e3o s\u00f3 seria mais simples, mas tamb\u00e9m seria o correto!<\/p>\n<p>As formas verbais usadas s\u00e3o v\u00edcios de linguagem, chamados de gerundismo. Trata-se do uso inadequado do ger\u00fandio, que \u00e9 uma forma do verbo caracterizada pela termina\u00e7\u00e3o -ndo.<\/p>\n<p>Alguns redatores acreditam que o uso do ger\u00fandio, em qualquer caso, \u00e9 um erro. No entanto, n\u00e3o h\u00e1 problema algum em us\u00e1-lo, desde que expresse uma a\u00e7\u00e3o cont\u00ednua ou simult\u00e2nea a outra e n\u00e3o seja usado em excesso.<\/p>\n<p>J\u00e1 nos exemplos acima, os verbos usados indicam a\u00e7\u00f5es pontuais: atender, aguardar, transferir. N\u00e3o h\u00e1 a no\u00e7\u00e3o de continuidade ou simultaneidade, por isso eles devem ser substitu\u00eddos pela forma conjugada ou no infinitivo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, n\u00e3o tenha preconceito com o ger\u00fandio! \u00c9 s\u00f3 saber a sua aplica\u00e7\u00e3o. Veja alguns exemplos do seu uso correto:<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cAmanh\u00e3, nesse hor\u00e1rio, estarei viajando\u201d;<\/li>\n<li>\u201cEles foram discutindo o tempo todo\u201d;<\/li>\n<li>\u201cEnquanto voc\u00ea estiver jogando, ficarei aqui conversando\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>\u201cDe acordo com pesquisas\u201d<\/h2>\n<p>Esse \u00e9 um v\u00edcio cl\u00e1ssico, motivo de dor de cabe\u00e7a para muitos revisores por a\u00ed. Inserir dados percentuais ou utilizar frases como \u201cde acordo com estudos\u201d, \u201csegundo pesquisas\u201d e outras, sem citar a fonte, passa a impress\u00e3o de amadorismo, como se voc\u00ea tivesse inventando informa\u00e7\u00f5es no texto.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o para esse v\u00edcio \u00e9 bem simples: mencionou um dado de pesquisa? Lembre-se de deixar a fonte expl\u00edcita e, se poss\u00edvel, <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/como-comecar-uma-redacao\/\">linkar a refer\u00eancia<\/a> em alguma palavra relacionada. N\u00fameros e estudos podem ser informa\u00e7\u00f5es bem legais em seu texto, desde que o leitor possa ter certeza de que o que est\u00e1 sendo dito \u00e9 verdadeiro.<\/p>\n<p>A lista de v\u00edcios de linguagem \u00e9 grande e, em breve, a nossa rehab da l\u00edngua portuguesa continua. Para ajud\u00e1-lo, montamos um <a href=\"https:\/\/materiais.rockcontent.com\/guia-de-portugues-e-gramatica-atualizado\">Guia de Portugu\u00eas e Gram\u00e1tica<\/a> com as melhores pr\u00e1ticas da escrita! Confira!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea \u00e9 um redator das antigas, j\u00e1 sabe organizar seu tempo de trabalho, consegue escrever para variadas personas e sobre diversos assuntos. Conhece bem as artimanhas do texto, a estrutura ideal de um bom artigo para blog, nunca se esquece do CTA e sua introdu\u00e7\u00e3o \u00e9 de dar inveja. 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