{"id":45818,"date":"2018-04-01T00:00:00","date_gmt":"2018-04-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rockcontent.com\/br\/talent-blog\/revisao-em-ingles\/"},"modified":"2025-09-12T01:51:31","modified_gmt":"2025-09-12T04:51:31","slug":"revisao-em-ingles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/revisao-em-ingles\/","title":{"rendered":"Revis\u00e3o em ingl\u00eas: o que \u00e9 preciso para se adaptar?"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma das principais dificuldades de se <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/carreira-de-revisor\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">trabalhar com revis\u00e3o<\/a> em ingl\u00eas \u00e9, obviamente, lidar com um idioma que voc\u00ea n\u00e3o domina nativamente.<\/p>\n<p>H\u00e1 algumas particularidades em se trabalhar com a literatura produzida em outro idioma e a maioria delas diz respeito ao estilo. Embora gram\u00e1tica seja algo que possamos aprender com relativa facilidade, apenas a leitura \u00e1vida de materiais em uma segunda l\u00edngua n\u00e3o \u00e9 capaz de nos dar o dom\u00ednio necess\u00e1rio para produzir e <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/revisao-de-texto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">revisar materiais<\/a> nela.<\/p>\n<p>Entretanto, estamos aqui para ajudar. Levantamos os pontos mais desafiadores de uma revis\u00e3o em ingl\u00eas e mostramos para voc\u00ea o que \u00e9 preciso fazer para se adaptar. Ent\u00e3o, se est\u00e1 pensando em se enveredar por este caminho e come\u00e7ar uma carreira de revisor bil\u00edngue, fique atento aos sete itens abaixo.<\/p>\n<h2>Tenha um dicion\u00e1rio em m\u00e3os<\/h2>\n<p>O maior companheiro da revis\u00e3o em ingl\u00eas para n\u00e3o nativos ser\u00e1 um dicion\u00e1rio. Portanto, se voc\u00ea n\u00e3o possui um deve come\u00e7ar a avaliar esse investimento agora mesmo. No caso n\u00e3o estamos nos referindo, especificamente, a um dicion\u00e1rio ingl\u00eas-portugu\u00eas, que pode lhe ajudar com os significados e tradu\u00e7\u00f5es, mas que n\u00e3o necessariamente avan\u00e7ar\u00e1 sua carreira como revisor.<\/p>\n<p>A partir do momento que decidir trabalhar em uma segunda l\u00edngua \u00e9 seguro assumir que voc\u00ea tem dom\u00ednio o bastante dela para lidar com um dicion\u00e1rio ingl\u00eas-ingl\u00eas. Esse material lhe dar\u00e1 no\u00e7\u00f5es como a categoriza\u00e7\u00e3o das palavras, algo imprescind\u00edvel para a composi\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica. Assim como no portugu\u00eas, as palavras no idioma bret\u00e3o t\u00eam valores diferentes e podem arruinar uma frase quando aplicadas no momento errado.<\/p>\n<p>&#8220;I&#8217;m good&#8221; e &#8220;I&#8217;m well&#8221; s\u00e3o dois casos em que essas diferen\u00e7as se fazem muito claras. Enquanto &#8220;good&#8221; um adjetivo, na maioria das suas aplica\u00e7\u00f5es, &#8220;well&#8221; \u00e9 um adv\u00e9rbio. Dizer que algu\u00e9m nunca esteve &#8220;this good&#8221; (t\u00e3o bem) ou &#8220;feels well&#8221; (se sente bem) tem valor sint\u00e1tico bastante diferente.<\/p>\n<p>A aquisi\u00e7\u00e3o de um bom dicion\u00e1rio vai ajud\u00e1-lo nesse tipo de situa\u00e7\u00e3o. Prefira as vers\u00f5es digitais, todavia. Elas v\u00e3o lhe dar agilidade na busca por palavras e acelerar o seu trabalho de revis\u00e3o em ingl\u00eas.<\/p>\n<h2>Invista em aprender as express\u00f5es idiom\u00e1ticas mais comuns<\/h2>\n<p>Na l\u00edngua portuguesa temos uma s\u00e9rie de frases que n\u00e3o querem dizer exatamente o que dizem, certo? Pense em &#8220;esculpido em Carrara&#8221; (que com o passar do tempo se transformou em &#8220;cuspido e escarrado&#8221;) para denotar a semelhan\u00e7a entre dois objetos. Tentar explicar uma express\u00e3o dessas para um gringo pode coloc\u00e1-lo em uma situa\u00e7\u00e3o, no m\u00ednimo, inusitada.<\/p>\n<p>Da mesma forma o ingl\u00eas tem um monte de express\u00f5es que precisam ser entendidas plenamente para que possam ser aplicadas com o m\u00e1ximo de efici\u00eancia. Voc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido termos como &#8220;two peas in a pod&#8221; (literalmente &#8220;duas ervilhas em uma vagem&#8221;) para demonstrar a mesma ideia de semelhan\u00e7a, uni\u00e3o, proximidade. Imagine revisar um conte\u00fado em que, por descuido, o redator grafou &#8220;two pieces in a pod&#8221; (&#8220;duas pe\u00e7as em uma vagem&#8221;) ou qualquer outra varia\u00e7\u00e3o e n\u00e3o ter conhecimento da express\u00e3o original?<\/p>\n<p>Voc\u00ea ficar\u00e1 perdido, na melhor das hip\u00f3teses, ou far\u00e1 uma modifica\u00e7\u00e3o que essencialmente remover\u00e1 o sentido da frase. Por causa disso familiarizar-se com as express\u00f5es idiom\u00e1ticas mais comuns de uma segunda l\u00edngua \u00e9 o que lhe dar\u00e1 a profici\u00eancia necess\u00e1ria para poder exercer a fun\u00e7\u00e3o de revisor tamb\u00e9m nesse idioma.<\/p>\n<h2>Desenvolva um racioc\u00ednio que v\u00e1 al\u00e9m da literalidade<\/h2>\n<p>Outro problema com express\u00f5es idiom\u00e1ticas \u00e9 que a nossa tend\u00eancia \u00e9 analis\u00e1-las pelo valor sem\u00e2ntico. Ou seja, traz\u00ea-las para a literalidade. E isso pode tirar muito do simbolismo de um texto e prejudicar o seu entendimento quando da revis\u00e3o.<\/p>\n<p>Portanto, o que voc\u00ea quer fazer ao dar in\u00edcio a uma revis\u00e3o em ingl\u00eas \u00e9 perder o h\u00e1bito de <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/o-que-e-traducao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">traduzir as coisas<\/a>. Voc\u00ea vai notar, rapidamente, que a l\u00edngua falada pelos americanos n\u00e3o tem tantos sin\u00f4nimos quanto o portugu\u00eas. E isso pode provocar um inc\u00f4modo e faz\u00ea-lo varrer os quatro cantos da internet em busca de palavras para evitar a repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No ingl\u00eas ela \u00e9 t\u00e3o comum que \u00e9 at\u00e9 assunto e forma liter\u00e1ria em alguns dos poemas de Gertrude Stein. A diferen\u00e7a da repeti\u00e7\u00e3o de &#8220;he he he and he and he and and he&#8221; no Poema de Picasso est\u00e1 na forma como lemos cada um dos &#8220;he&#8221; (ele) utilizados pela autora.<\/p>\n<p>Mais cedo ou mais tarde voc\u00ea vai topar com frases que n\u00e3o t\u00eam correspond\u00eancia direta ao que seria dito em portugu\u00eas \u2013 e sim, vai bater aquela inseguran\u00e7a. A tenta\u00e7\u00e3o de recorrer para um tradutor online ou pedir aquela ajudinha pra uma IA \u00e9 real, n\u00e3o vou mentir. S\u00f3 que, nessas horas, confiar no seu pr\u00f3prio faro lingu\u00edstico e em repert\u00f3rio de leitura salva o texto de virar um Frankenstein t\u00edpico de tradu\u00e7\u00e3o literal. Tem coisa que s\u00f3 entende quem j\u00e1 cansou de ver em contexto e, olha, n\u00e3o faz mal nenhum assumir que voc\u00ea n\u00e3o pegou algo de primeira \u2013 pesquisa, pergunta, volta depois, o que n\u00e3o d\u00e1 pra fazer \u00e9 aceitar qualquer equival\u00eancia s\u00f3 pra passar r\u00e9gua.<\/p>\n<p>Esse exerc\u00edcio de analisar o texto sob o vi\u00e9s do idioma-alvo, em vez de s\u00f3 encaixar palavras, transforma seu olhar como revisor. Aos poucos, o leitor cr\u00edtico come\u00e7a a perceber nuances e refer\u00eancias culturais que n\u00e3o estavam acess\u00edveis antes. E n\u00e3o \u00e9 raro ficar surpreso com uma coloca\u00e7\u00e3o que, antes, parecia estranha, mas depois voc\u00ea v\u00ea funcionando perfeitamente em di\u00e1logos aut\u00eanticos ou at\u00e9 em m\u00fasicas que est\u00e3o h\u00e1 anos batendo nos ouvidos, mas s\u00f3 agora fizeram sentido por inteiro.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea for tom\u00e1-los como literais acabar\u00e1 numa sinuca de bico para entender cada uma de suas aplica\u00e7\u00f5es. Busque ler em ingl\u00eas com as refer\u00eancias que voc\u00ea tem em ingl\u00eas e fique atento ao pr\u00f3ximo t\u00f3pico para ver como aprender a fazer isso.<\/p>\n<h2>Comece a fazer leituras cl\u00e1ssicas em seus originais<\/h2>\n<p>A melhor maneira de chegar ao dom\u00ednio de um idioma \u00e9 consumir suas principais pe\u00e7as culturais na linguagem original. Sabe como as pessoas dizem que &#8220;s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel filosofar em alem\u00e3o&#8221;? Pode at\u00e9 n\u00e3o ser verdade, mas quem ingressa na filosofia geralmente obt\u00e9m ganhos ao <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/aprender-ingles-rapidamente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aprender essa l\u00edngua<\/a> porque tantos de seus expoentes modernos produziram suas obras no idioma.<\/p>\n<p>Da mesma forma se voc\u00ea quer fazer revis\u00e3o em ingl\u00eas precisa acostumar-se com a ideia de ler livros nessa linguagem. Comece pelos cl\u00e1ssicos e quando vir j\u00e1 estar\u00e1 pronto para dominar obras mais complexas, como aquelas produzidas por James Joyce.<\/p>\n<p>Aprender a apreciar o estilo liter\u00e1rio dos grandes autores americanos, brit\u00e2nicos e australianos o far\u00e1 compreender a l\u00edngua para al\u00e9m daquela literalidade que citamos anteriormente e tornar\u00e1 voc\u00ea um revisor melhor.<\/p>\n<h2>Acompanhe m\u00eddias em ingl\u00eas para praticar<\/h2>\n<p>Quer outro jeito de aprender express\u00f5es, entender seus contextos e conseguir utiliz\u00e1-las no dia a dia? Comece a consumir a m\u00eddia feita para os nativos desse idioma. S\u00e9ries, v\u00eddeos, filmes e m\u00fasicas s\u00e3o uma \u00f3tima maneira de entender como os falantes da l\u00edngua inglesa se comunicam entre si.<\/p>\n<p>Elas lhe ajudar\u00e3o a entender as particularidades em ditados como &#8220;you say tomato, I say to-mah-to&#8221; e deixar\u00e3o o aprendizado do idioma mais leve.<\/p>\n<h2>Pratique principalmente as normas gramaticais que diferem entre as duas l\u00ednguas<\/h2>\n<p>H\u00e1 varia\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas que fazem com que <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/redacao-em-ingles\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">escrever em ingl\u00eas<\/a> seja diferente de compor o mesmo texto em portugu\u00eas. E at\u00e9 aquelas que diferem entre o ingl\u00eas que se fala nos EUA e o que \u00e9 utilizado no Reino Unido.<\/p>\n<p>Por isso, estude-as. Um bom lugar para come\u00e7ar s\u00e3o as duplas negativas, que n\u00e3o existem no ingl\u00eas (e est\u00e3o gramaticalmente incorretas) e no portugu\u00eas s\u00e3o muito comuns porque representamos quest\u00f5es por entona\u00e7\u00e3o. A flexibilidade na organiza\u00e7\u00e3o das palavras \u00e9 outro ponto em que voc\u00ea deve focar o estudo para realmente dominar o idioma.<\/p>\n<p>Concentre-se tamb\u00e9m nos falsos cognatos. Eles podem produzir frases que parecem naturais em portugu\u00eas, mas no ingl\u00eas s\u00e3o grandes equ\u00edvocos.<\/p>\n<h2>Continue estudando o idioma bret\u00e3o<\/h2>\n<p>Nunca deixe de estudar o idioma em que voc\u00ea est\u00e1 fazendo revis\u00f5es. Seja ele o ingl\u00eas ou o portugu\u00eas lembre-se sempre que a l\u00edngua \u00e9 viva. Ou seja, ela evolui com o passar do tempo e torna-se mais ou menos male\u00e1vel a depender do contexto em que est\u00e1 aplicada.<\/p>\n<p>O estudo constante e a troca frequente de informa\u00e7\u00f5es com pessoas nos dois idiomas que voc\u00ea fala vai lhe ajudar a se tornar um revisor melhor.<\/p>\n<p>E a\u00ed, acha que consegue se adaptar para revis\u00e3o em ingl\u00eas? Apostamos que sim. Da mesma forma como no Portugu\u00eas ter um Checklist de Revis\u00e3o vai lhe ajudar o mesmo \u00e9 verdadeiro para essa modalidade.<\/p>\n<p>Por isso aproveite para <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/checklist-revisao?utm_source=comunidade&amp;;utm_medium=cta-texto\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">conferir o checklist<\/a> que preparamos para voc\u00ea. Com algumas adapta\u00e7\u00f5es ele poder\u00e1 ser seu maior parceiro na revis\u00e3o em ingl\u00eas!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das principais dificuldades de se trabalhar com revis\u00e3o em ingl\u00eas \u00e9, obviamente, lidar com um idioma que voc\u00ea n\u00e3o domina nativamente. H\u00e1 algumas particularidades em se trabalhar com a literatura produzida em outro idioma e a maioria delas diz respeito ao estilo. 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