{"id":61879,"date":"2022-07-14T09:03:00","date_gmt":"2022-07-14T12:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rockcontent.com\/br\/?post_type=talent_blog&#038;p=61879"},"modified":"2025-09-09T09:44:14","modified_gmt":"2025-09-09T12:44:14","slug":"filosofia-da-composicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/filosofia-da-composicao\/","title":{"rendered":"A Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o: aprenda a escrever melhor com Edgar Allan Poe"},"content":{"rendered":"<p>Edgar Allan Poe \u00e9 conhecido pelas escolhas sombrias na hora de escrever seus <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/como-fazer-um-poema\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">poemas<\/a> e contos, mas pouca gente sabe, pelo menos fora do mundo da escrita, <strong>que ele era bem met\u00f3dico na hora de produzir suas obras<\/strong>. Ali\u00e1s, Poe fez quest\u00e3o de descrever todo o seu processo no ensaio chamado &#8220;A Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Nele, Poe fez um resumo de seu racioc\u00ednio para a cria\u00e7\u00e3o de um dos seus mais famosos poemas: &#8220;O Corvo&#8221;. E <strong>engana-se quem pensa que o estilo de escrita do Poe n\u00e3o tem nada a ver com o que fazemos na <\/strong><a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/o-que-e-producao-de-conteudo-para-web\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\"><strong>Produ\u00e7\u00e3o de Conte\u00fado para Web<\/strong><\/a>. Pelo menos, quando se trata de montar um texto, o que ele escreveu em seu manual faz todo o sentido.<\/p>\n<p>Hoje, a gente vai contextualizar esse ensaio de Edgar Allan Poe e mostrar para voc\u00ea como pode ser \u00fatil para escrever a sua copy. Aqui, abordaremos:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"#01\">Qual a import\u00e2ncia de Edgar Allan Poe para a literatura?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#02\">Qual \u00e9 o estilo de escrita das obras de Edgar Allan Poe?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#03\">O que \u00e9 &#8220;A Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o&#8221;?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#04\">Por que Poe escreveu &#8220;A Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o&#8221;?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#05\">Quais s\u00e3o os 3 elementos centrais da Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#06\">Quais s\u00e3o os 7 pontos da Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#07\">Como utilizar &#8220;A Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o&#8221; no copywriting?<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Vamos l\u00e1?<\/p>\n<p><a id=\"01\"><\/a><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual a import\u00e2ncia de Edgar Allan Poe para a literatura?<\/h2>\n<p>Para entender melhor por que voc\u00ea deveria dar uma aten\u00e7\u00e3o para o ensaio de Poe, \u00e9 importante saber quem ele \u00e9 para a literatura, especialmente, a inglesa. Edgar Allan Poe conseguiu um lugar entre os grandes escritores, escrevendo basicamente contos e poemas.<\/p>\n<p>Ele ganhou essa grande import\u00e2ncia porque renovou o que era conhecido como estilo g\u00f3tico, sendo o inventor, ou melhor, o pai das hist\u00f3rias de policial (antes mesmo de Sherlock Holmes invadir as casas com seu &#8220;elementar, meu caro Watson&#8221;).<\/p>\n<p><a id=\"02\"><\/a><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual \u00e9 o estilo de escrita das obras de Edgar Allan Poe?<\/h2>\n<p>Poe viveu durante o s\u00e9culo XIX, a era do romantismo, e \u00e9 \u00f3bvio que seu estilo tenha grande influ\u00eancia do g\u00eanero da \u00e9poca, por\u00e9m, com um toque sombrio. <strong>Seus temas preferidos s\u00e3o morte, o sobrenatural, o destrutivo, o irracional, o demon\u00edaco, a melancolia, o desespero e o sentimento de perda<\/strong>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, apesar de n\u00e3o ser uma caracter\u00edstica comum da poesia, Poe prezava por <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/coesao-textual\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">criar obras bem estruturadas<\/a> com um qu\u00ea de filosofia, focando bastante no valor est\u00e9tico da literatura. Ele n\u00e3o era muito f\u00e3 da ideia de que a escrita precisava ser \u00fatil, por isso, defendia a arte pela arte.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, quando falarmos da Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o, voc\u00ea ver\u00e1 que isso n\u00e3o significa que ele escrevia por &#8220;inspira\u00e7\u00e3o&#8221;. <strong>A l\u00f3gica e a estrutura eram partes fundamentais para a sua escrita e, <\/strong><a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/direcionar-conteudos-para-sua-persona\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\"><strong>para chegar ao efeito desejado<\/strong><\/a><strong>, havia um bom planejamento <\/strong><a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/criatividade\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\"><strong>criativo<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p><a id=\"03\"><\/a><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 &#8220;A Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o&#8221;?<\/h2>\n<p>&#8220;A Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o&#8221; \u00e9 um ensaio escrito no ano de 1846 por Edgar Allan Poe. No texto, o escritor teoriza como \u00e9 poss\u00edvel escrever um bom poema utilizando uma das suas mais famosas obras, o poema &#8220;O Corvo&#8221;, como exemplo.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><a href=\"https:\/\/edisciplinas.usp.br\/pluginfile.php\/2544953\/mod_resource\/content\/1\/Poe.pdf\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">Aqui voc\u00ea consegue, inclusive, dar uma olhada no ensaio.<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 uma obra fundamental para entender como o escritor pensava, mas tamb\u00e9m <strong>para compreender um dos <\/strong><a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/elementos-da-narrativa\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\"><strong>principais elementos<\/strong><\/a><strong> para escrever um bom texto<\/strong> de acordo com o escritor \u2014&nbsp;a unidade de efeito.<\/p>\n<p><a id=\"04\"><\/a><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que Poe escreveu &#8220;A Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o&#8221;?<\/h2>\n<p>O ensaio foi publicado na revista Graham&#8217;s Magazine e tem uma origem curiosa. O dono, Rex George Graham, era amigo de Poe e tamb\u00e9m trabalhou para o escritor. Quando Edgar escreveu &#8220;O Corvo&#8221; e o ofertou para que Rex o imprimisse, ele se recusou, j\u00e1 que n\u00e3o tinha gostado do poema e ainda ofereceu 15 d\u00f3lares de caridade.<\/p>\n<p>No entanto, como o poema foi um enorme sucesso posteriormente, como retrata\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m porque estava arrependido, Graham publicou o ensaio em sua revista.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"AUDIOBOOK - O CORVO - de Edgar Allan Poe\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UCPCr9UneqA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Ou\u00e7a, neste audiobook, o poema &#8220;O Corvo&#8221;, de Edgar Alan Poe.<\/figcaption><\/figure>\n<p><a id=\"05\"><\/a><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o os 3 elementos centrais da &#8220;Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o&#8221;?<\/h2>\n<p>Ao ler o ensaio, perceber\u00e1 que de acordo com Poe, existem alguns elementos principais para a ideia de uma boa obra. Eles s\u00e3o:<\/p>\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"#a1\">Comprimento<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#a2\">Unidade de efeito<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#a3\">M\u00e9todo l\u00f3gico<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>Vamos entender mais a seguir!<\/p>\n<p><a id=\"a1\"><\/a><\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1.&nbsp;Comprimento<\/h3>\n<p>Curiosamente, Poe n\u00e3o era muito f\u00e3 de obras extensas, apesar de &#8220;O Corvo&#8221; n\u00e3o ser um poema curto \u2014 tem ao todo quase 100 linhas \u2014, <strong>ele frisa em seu ensaio a import\u00e2ncia de ser breve naquilo que for produzir<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que as produ\u00e7\u00f5es longas s\u00e3o, necessariamente, ruins, j\u00e1 que ele at\u00e9 abre uma exce\u00e7\u00e3o para a obra Robinson Cruso\u00e9. Mas porque Poe acreditava que, quando a hist\u00f3ria ou poema era longo, tinha grandes chances de perder o efeito e, a\u00ed, a gente vai para o segundo elemento: a unidade de efeito.<\/p>\n<p><a id=\"a2\"><\/a><\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2.&nbsp;Unidade de efeito<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;Entre os inumer\u00e1veis efeitos ou impress\u00f5es que \u00e9 capaz de receber o cora\u00e7\u00e3o, a intelig\u00eancia ou falando em termos mais gerais, a alma, qual ser\u00e1 o \u00fanico que eu deva eleger no presente caso?&#8221; \u2014 E<\/em>dgar Allan Poe, em Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o.<em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Em um momento do ensaio, Poe enfatiza o quanto a rela\u00e7\u00e3o entre causa e efeito \u00e9 muito importante para uma obra. Ele destaca que <strong>escrever com inten\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para que a produ\u00e7\u00e3o fa\u00e7a sentido como um todo e tamb\u00e9m para que ela n\u00e3o saia despercebida.<\/strong> Por isso, \u00e9 essencial j\u00e1 ter de antem\u00e3o o que se pretende, al\u00e9m de ser o mais breve poss\u00edvel, para que o efeito possa ser percebido com mais facilidade.<\/p>\n<p><a id=\"03\"><\/a><\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3.&nbsp;M\u00e9todo l\u00f3gico<\/h3>\n<p>\u00c9 preciso desmistificar a ideia de que a <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/qualidades-da-boa-escrita\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">boa escrita<\/a>, ou melhor, a escrita inspiradora, n\u00e3o tem nenhuma l\u00f3gica. A concep\u00e7\u00e3o de que o escritor senta e, de repente, uma luz vinda do teto ilumina a sua cabe\u00e7a e o inspira a escrever n\u00e3o \u00e9 bem-vista por Poe. Ele, inclusive, deixa bem claro o quanto cada parte do processo criativo \u00e9 bem pensada.<\/p>\n<p>Agora, n\u00e3o deixa de ser curioso como essa l\u00f3gica e estrutura quase matem\u00e1tica de Poe contrastam com a imagem que muitos fazem do escritor trancado no escuro, cheio de tormentos e escrevendo movido apenas por paix\u00f5es arrebatadoras. Pouca gente, ali\u00e1s, repara nesse lado quase engenheiro que ele mostra nesse ensaio. Tem algo fascinante a\u00ed: enxergar o literato como um &#8220;oper\u00e1rio da palavra&#8221;, consciente de cada detalhe do que est\u00e1 construindo.<\/p>\n<p>Claro que inspira\u00e7\u00e3o existe, ningu\u00e9m aqui est\u00e1 sendo c\u00ednico, mas para Poe ela n\u00e3o era desculpa para pregui\u00e7a. Ele desmontava o processo at\u00e9 restar s\u00f3 o esqueleto estrutural das hist\u00f3rias \u2014 quase como se dissesse: &#8220;Olha, n\u00e3o tem m\u00e1gica, tem m\u00e9todo&#8221;. Essa vis\u00e3o, sinceramente, coloca um pouco mais de responsabilidade na nossa m\u00e3o quando sentamos para criar qualquer coisa escrita. N\u00e3o \u00e9 sobre esperar um trov\u00e3o de g\u00eanios, mas sim sobre arrega\u00e7ar as mangas e escolher cada pe\u00e7a.<\/p>\n<p>Isso pode ser visto durante as primeiras ideias para construir &#8220;O Corvo&#8221;. Para gerar o efeito desejado, isto \u00e9 de beleza, ele chegou \u00e0 conclus\u00e3o que uma das facetas que representam o belo em seu estado mais elevado \u00e9 a tristeza. <strong>Veja que para chegar ao tom central do texto, ele procurou usar a l\u00f3gica.<\/strong><\/p>\n<p><a id=\"06\"><\/a><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o os 7 pontos da Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n<p>Para entender melhor o que Edgar Allan Poe definia como uma boa obra, resolvemos destrinchar em 7 partes os principais pontos tratados pelo escritor, que s\u00e3o:<\/p>\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"#b1\">Conhe\u00e7a antes o final da hist\u00f3ria<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#b2\">Seja breve<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#b3\">Conhe\u00e7a o efeito que pretende causar<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#b4\">Defina um tom para o seu texto<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#b5\">Escolha um tema e caracter\u00edsticas para o tom da sua obra<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#b6\">Pense em um cl\u00edmax para a hist\u00f3ria<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#b7\">Determine o contexto<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>Vamos l\u00e1?<\/p>\n<p><a id=\"b1\"><\/a><\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1. Conhe\u00e7a antes o final da hist\u00f3ria<\/h3>\n<p>Para Poe, <strong>era imposs\u00edvel escrever uma boa obra sem que o escritor saiba o final<\/strong>. Isso porque ele acreditava que todos os eventos da hist\u00f3ria deveriam se basear no que aconteceu no fim, de forma que o que se coloca no texto n\u00e3o seja mero acaso.<\/p>\n<p>Inclusive, Poe destaca que: &#8220;um plano qualquer que seja digno desse nome s\u00f3 pode ser tra\u00e7ado visando ao desenlace (resolu\u00e7\u00e3o do conflito) antes que a pena ataque o papel.&#8221;<\/p>\n<p><a id=\"b2\"><\/a><\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2. Seja breve<\/h3>\n<p>Nos t\u00f3picos anteriores, j\u00e1 falamos que um dos tr\u00eas elementos principais do ensaio \u00e9 o comprimento. Para o escritor, uma obra s\u00f3 consegue atingir o efeito desejado se for curta. Mas vamos aprofundar mais esse pensamento \u2014 n\u00e3o \u00e9 que uma produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o possa ser longa, o que acontece \u00e9 que em uma obra muito extensa o leitor n\u00e3o ler\u00e1 de uma vez, <strong>logo, o impacto ser\u00e1 dilu\u00eddo, ou mesmo, poder\u00e1 n\u00e3o acontecer.<\/strong><\/p>\n<p>Esse apego \u00e0 brevidade pode parecer estranho num mundo em que tanta gente gosta de rebuscamento liter\u00e1rio. E, honestamente, vai contra aquela vontade de mostrar erudi\u00e7\u00e3o enchendo o texto de voltas e firulas \u2014 todo mundo j\u00e1 caiu nessa armadilha pelo menos uma vez. S\u00f3 que Poe bate na tecla da experi\u00eancia do leitor: ele apostava que o impacto precisa ser uma pancada s\u00f3, n\u00e3o um processo longo que vai se perdendo a cada pausa para caf\u00e9. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que muita gente sente um soco no est\u00f4mago ao terminar &#8220;O Corvo&#8221;, mesmo que seja s\u00f3 um poema.<\/p>\n<p>Talvez, existe aqui uma provoca\u00e7\u00e3o meio subversiva: para Poe, menos n\u00e3o \u00e9 apenas mais, \u00e9 quase uma exig\u00eancia \u00e9tica. E isso obriga quem escreve a fazer escolhas. Cada linha tem que entregar alguma coisa; enrola\u00e7\u00e3o \u00e9 improdutiva. Fica a li\u00e7\u00e3o, no m\u00ednimo, para aquela pr\u00f3xima vez em que voc\u00ea pensar em alongar um texto sem necessidade real.<\/p>\n<p><a id=\"b3\"><\/a><\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3. Conhe\u00e7a o efeito que pretende causar<\/h3>\n<p>Uma das etapas principais para uma boa obra \u00e9 ter uma unidade de efeito. Definir antecipadamente qual \u00e9 o impacto que se quer causar era, portanto, algo muito importante para Poe. Por exemplo, ele acreditava que o papel da poesia \u00e9 exaltar o belo, a sua express\u00e3o m\u00e1xima era a emo\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, para causar esse efeito, ele concluiu que utilizar a melancolia em sua obra era a sua express\u00e3o mais elevada.<\/p>\n<p><a id=\"b4\"><\/a><\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">4. Defina um tom para o seu texto<\/h3>\n<p>Na defini\u00e7\u00e3o de Poe, o tom tem uma rela\u00e7\u00e3o direta com o efeito que se quer produzir na obra, pois ele funciona como o que se quer causar no leitor na pr\u00e1tica. Como vimos no t\u00f3pico anterior, na ideia de Poe, o uso da tristeza era uma forma de expressar o belo. <strong>Pensando assim, o tom seria como voc\u00ea fazer isso e quais elementos utilizar.<\/strong>&nbsp;Para ele, o caminho foi pensar na constru\u00e7\u00e3o das estrofes e na escolha das palavras.<\/p>\n<p><a id=\"b5\"><\/a><\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">5. Escolha um tema e caracter\u00edsticas para o tom da sua obra<\/h3>\n<p>Quem j\u00e1 leu as obras de Poe sabe que a morte \u00e9 um tema recorrente do autor, ou seja, n\u00e3o importa o tipo de cria\u00e7\u00e3o, ela tem um foco central. Defini-lo \u00e9 fundamental para o tom e tamb\u00e9m para o efeito, j\u00e1 que ajudar\u00e1 a escolher as suas caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p><strong>Edgar Allan Poe cita que procurou uma combina\u00e7\u00e3o de acontecimentos ou tons, que ajudam a traduzir o tema<\/strong>. Por exemplo, para causar o efeito de melancolia, ele escolheu falar sobre a morte, mas n\u00e3o de uma forma geral. Poe procurou especificar, portanto, o luto de um homem pela sua mulher.<\/p>\n<p><a id=\"b6\"><\/a><\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">6. Pense em um cl\u00edmax para a hist\u00f3ria<\/h3>\n<p>Poe utiliza o &#8220;nevermore&#8221; \u2014 &#8220;nunca mais&#8221;, em portugu\u00eas \u2014 como uma marca\u00e7\u00e3o do poema. <strong>Mas mais que isso, ele \u00e9 uma prepara\u00e7\u00e3o para o cl\u00edmax<\/strong> \u2014 o momento em que a pergunta chave \u00e9 feita e com a resposta do Corvo, causa-se o efeito m\u00e1ximo de melancolia.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o interessante aqui \u00e9 que ele j\u00e1 sabia qual seria a pergunta, antes mesmo de escrever todo o poema. Tudo o que ele fez anteriormente era com o intuito de levar a esse momento \u2014&nbsp;isto \u00e9, ao cl\u00edmax. Logo, fica claro que o importante era ter esse instante claro. O grande acontecimento que ser\u00e1 capaz de tornar real o efeito que se quer causar, al\u00e9m de guiar todo o texto.<\/p>\n<p><a id=\"b7\"><\/a><\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">7. Determine o contexto<\/h3>\n<p><strong>O contexto, na vis\u00e3o de Poe, \u00e9 uma ferramenta importante para refor\u00e7ar o cl\u00edmax<\/strong>. No caso de sua obra, ele chegou a ideia de um amante que acaba de perder a sua mulher amada e lamenta a sua morte dentro de seu quarto. Toda essa ideia foi pensada visando ao efeito. Isto \u00e9, para traduzir a tristeza na sua obra, ele escolheu essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Repare como todos os processos se relacionam com a forma como ele quer impactar o leitor.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea tamb\u00e9m pode se interessar por estes conte\u00fados:<\/strong><\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/storytelling\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">O que \u00e9 Storytelling?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/tecnicas-avancadas-de-storytelling\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">12 t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de storytelling para impactar a audi\u00eancia<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/verdades-sobre-a-escrita-criativa\/\">N\u00c3O descubra aqui a &#8220;f\u00f3rmula m\u00e1gica&#8221; para escrever bem!<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><a id=\"07\"><\/a><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como utilizar &#8220;A Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o&#8221; no copywriting?<\/h2>\n<p>Ainda que o maior <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/tecnicas-de-copywriting\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">objetivo do copywriting<\/a> ou at\u00e9 da produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado seja atrair clientes, isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o sejam pr\u00e1ticas que precisam dos fundamentos da escrita. Afinal, a literatura n\u00e3o est\u00e1 muito distante do que fazemos para a Web, \u00e9 s\u00f3 ver as t\u00e9cnicas de <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/storytelling-para-empresas\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">storytelling<\/a> que, inclusive, utilizam muita a jornada de her\u00f3i.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, quando se trata de uma obra t\u00e3o espec\u00edfica como &#8220;A Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o&#8221;, como podemos tirar proveito? Vamos saber a seguir!<\/p>\n<p><strong>Confira estes materiais sobre o assunto<\/strong>:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/jornada-da-heroina\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">Jornada da Hero\u00edna: o que \u00e9, exemplos e como usar nas suas hist\u00f3rias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/jornada-do-heroi\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">Jornada do Her\u00f3i: 12 etapas de Christopher Vogler e Joseph Campbell para contar uma hist\u00f3ria impec\u00e1vel!<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Pense no final&nbsp;<\/h3>\n<p>Em um <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/tendencias-de-copywriting\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">copywriting<\/a>, obviamente, n\u00e3o temos um final da hist\u00f3ria, mas temos um objetivo e, nesse ponto, \u00e9 importante que ele seja bem determinado, pois todos os par\u00e1grafos dever\u00e3o se alinhar para levar o leitor para esse objetivo.&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cuidado com a extens\u00e3o<\/h3>\n<p>Na nossa realidade, muitas vezes, \u00e9 necess\u00e1rio fazer textos com 2 mil palavras ou, at\u00e9 mesmo, e-books. Sendo assim, <a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/tipos-de-conteudos-irresistiveis\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">conte\u00fados<\/a> longos s\u00e3o inevit\u00e1veis, o que podemos fazer?&nbsp;Nesse caso, ser\u00e1 necess\u00e1rio a partir do assunto central, pensar em outros sub-assuntos, que poder\u00e3o trazer uma sucess\u00e3o de efeitos, mas sem perder o foco no tema central.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tenha uma unidade de efeito<\/h3>\n<p>Quem produz uma copy sabe que uma das suas principais defini\u00e7\u00f5es \u00e9 convencer o leitor a fazer uma a\u00e7\u00e3o. Portanto, n\u00e3o se d\u00e1 para produzi-la sem pensar no efeito que ela vai causar. N\u00e3o se esque\u00e7a que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 preciso ter bem claro como voc\u00ea quer impactar o leitor, mas tamb\u00e9m, saber como fazer isso. Todos esses crit\u00e9rios precisam estar claros desde a primeira linha.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Defina o tom e o contexto<\/h3>\n<p>Na hora de determinar o contexto e tom, Edgar Allan Poe pensou na hist\u00f3ria de um homem que perdeu sua amada e tamb\u00e9m em toda uma constru\u00e7\u00e3o de perguntas e respostas para deixar o clima mais dram\u00e1tico.&nbsp;<\/p>\n<p>Agora, para n\u00f3s, uma das ferramentas mais comuns \u00e9 a escrita persuasiva \u2014 uma s\u00e9rie de t\u00e9cnicas que influenciam o leitor a acreditar ou decidir sobre algo. <strong>Os famosos<\/strong><a href=\"https:\/\/pingback.com\/br\/talent-blog\/gatilhos-mentais\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\"><strong> gatilhos mentais<\/strong><\/a><strong> entram nessa, pois ajudam a fortalecer o efeito que queremos causar com a copy.<\/strong> Por exemplo, se queremos provar que um produto \u00e9 realmente eficaz, podemos utilizar o gatilho de prova social e apresentar n\u00fameros de quantos consumidores j\u00e1 foram impactados.<\/p>\n<p>Ao escrever &#8220;A Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o&#8221;, Edgar Allan Poe tentou resumir seus fundamentos para produzir um bom texto. Mesmo voltado para a poesia, ainda h\u00e1 muitas dicas que podemos tirar desse ensaio, principalmente, quando pensamos sobre a import\u00e2ncia de j\u00e1 saber de antem\u00e3o o efeito que se quer causar com o seu conte\u00fado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edgar Allan Poe \u00e9 conhecido pelas escolhas sombrias na hora de escrever seus poemas e contos, mas pouca gente sabe, pelo menos fora do mundo da escrita, que ele era bem met\u00f3dico na hora de produzir suas obras. Ali\u00e1s, Poe fez quest\u00e3o de descrever todo o seu processo no ensaio chamado &#8220;A Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o&#8221;. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":72938,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-61879","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o e Edgar Allan Poe: 7 dicas para escrever bem<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Unidade de efeito, m\u00e9todo l\u00f3gico e mais! 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