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By Rodrigo Paiva

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No próximo domingo você vai decidir para onde vai Minas e o Brasil com o seu voto.
Eu venho me preparando ao longo dos anos para ser o seu representante no Congresso Nacional!
Precisamos de um país que ajude o empreendedor a crescer, que utilize a tecnologia para facilitar a vida do cidadão, que promova as reformas tributária e administrativa, e de tolerância zero contra a corrupção.
Tenho propostas inovadoras para o Brasil avançar com segurança e Minas voltar a ser ouvida e respeitada.
No dia 02 de outubro, vote 3025. Vote Rodrigo Paiva o seu Deputado Federal.
Experimente a inovação:
ou conheça nossas propostas em nosso site: www.rodrigopaiva.com.br
PS: Participe da corrente do bem e compartilhe este artigo com seus parentes e amigos em Minas Gerais.
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Nas últimas semanas , após o cancelamento da série "Batgirl" que estava em processo de finalização , e da próxima animação de Scooby Doo , pelo serviço de streaming HBO MAX , subsidiada da Warner Bros rumores surgiram de que o serviço de streaming ia acabar , ou ser substituído. 
Nenhum pronunciamento foi feito pelos responsáveis em relação ao rumor que tanto se espalhou , mas ironicamente , dias depois dos comentários , conteúdos começaram a sumir do catálogo do serviço durante as madrugadas ( sem aviso prévio ) e o serviço , que começou com R $ 10,00 ao mês, subiu para R $ 19,00 , e anunciou , no mesmo intervalo dos cancelamentos , um plano multitelas, de
R$ 27,90, e mais uma alteração de preço está prevista... Isso faz três semanas...
Desde então , a Warner retirou do Hbo Max, sem aviso, 36 séries e animações; mas na penúltima quinta feira, (18/08) cinco animações aclamadas foram tiradas do serviço. A mais aclamada, e também a que mais foi complicada no ano passado, Infinity Train.
Infinity Train é uma animação serelizada de quatro temporadas , com dez episódios cada, apesar da classificação indicativa livre, a animação aborda temas bem maduros, como: divórcio, filhos, evolução pessoal, distorção da realidade após traumas, minorias sem lugar, e até mesmo temas políticos, como eugenia e ideologias neo-nazistas, tudo dentro da mitologia de pontuação e mistério do trem.
O piloto foi publicado na internet em 2016, e a primeira temporada estreeou no Cartoon Network em 2019. Em 2021, a animação se tornou um HBO Original, e nesse mesmo ano a série foi descontinuada após a terceira, depois re-continuada depois cancelada outra vez, terminando na quarta temporada. Quando a animação foi para o serviço de streaming, também sofreu censura em cenas de todas as temporadas. Atualmente, a animação foi removida do catálogo do HBO Max, todos os vídeos postados no canal oficial do Cartoon Network foram removidos, Os DVD’S não estão mais disponíveis para compra, e até mesmo a trilha sonora original do desenho foi removida das plataformas de streaming de música. Tornando a única forma possível de assistir ao conteúdo, através da formas ilegais. 
DEPOIS DE TODO ESSE CONTEXTO... A retirada do desenho foi a gota que transbordou no copo d'água e deu uma reabertura ao debate sobre pirataria, nas redes sociais. 
Internautas fãs da obra definiram as medidas da Warner como, “Uma tentativa de apagar o desenho da existência” e as comunidades de Infinity Train atualmente trabalham duro para piratear a obra por links do Google Drive, e grupos no Telegram, que são constantemente caçados.
Daniel Ferreira, um grande fã da animação concorda com as alegações que ecoam a internet toda, e apesar de, em suas palavras, “estar meio abalado” concordou em dar entrevista.
“Primeiramente, Vai ***** ** ** David Zaslav!” -  David Zaslav é o executivo, e CEO da Warner Bros, os cancelamentos e a limpa de conteúdos do serviço são justamente atribuídas como decisões suas.
“Em segundo lugar, a pirataria é uma benção, é sempre bela e moral, e nesse caso, é a única forma de assistir o meu desenho favorito.”
Ao perguntar quando e como ficou sabendo da notícia, Daniel respondeu:
“Eu descobri no domingo, três dias depois que já tinha sido tirado. Vi um amigo meu que era fã do desenho postando a trilha sonora da série. Achei estranho, pois tinha um tom meio triste no seu texto... então quando fui pesquisar, acabou com o meu fim de semana”
Pelo tom de surpresa que tinha na sua descoberta sobre a notícia, perguntei se ele sabia do histórico polêmico repleto de censuras e cancelamentos que o desenho passou pelo ano passado, e perguntei se ele sabia dos problemas que a Warner e a HBO estavam tendo há três semanas. Me parecia estranho o fato de um fã tão ferrenho do desenho não ter previsto algo com tantos indícios.
“Eu conheci o desenho esse ano, não estava por dentro quando aconteceu o lance das censuras, e dos perrengues que o desenho já passara.
Mas para ser sincero, já sabia que o HBO Max estava passando por poucas e boas, mas me neguei a acreditar que Infinity Train também sairia. Eu devia ter baixado o conteúdo antes... Aquele desenho mudou a minha vida, e mudou até meu  jeito de falar”
Daniel diz ser muito fácil de encontrar o desenho disponível na internet,  “A gente é o melhor produtor e maior consumidor de pirataria do mundo!” mas seu lamento está relacionado aos idiomas disponíveis. Atualmente, não há a terceira e quarta temporada dublada, e a maioria dos sites paralelos distribuem apenas a versão legendada em português.
De fato, o Brasil já foi o maior consumidor de pirataria do mundo. Em 2020, um estudo da líder em segurança digital, Kudelski Group, ranqueou o Brasil como o país com o maior consumo de pirataria online no mundo, e que sozinho, supera continentes. No ano seguinte, esse número desceu, mas ainda se manteve no top5, com 4.5 Bilhões de streams e downloads ilegais de janeiro à setembro de 2021; esse levantamento foi feita por outra companhia, a empresa de cybersegurança Akamai, em pareceria com a MUSO. Mas ainda é importante ressaltar que três dos quatro países à frente do Brasil possuem mais habitantes em número ( Estados Unidos, China e Índia) e que desses países, a China vive uma ditadura socialista, e a Rússia, apesar de ser considerada um semipresidencialismo, possuem diversas leis de estado que são rígidas quanto à meios de comunicação estrangeiros e conteúdos considerados “impróprios”
Owen Dennis, o criador da animação se pronunciou em suas redes, e de certa forma, incentivou os fãs da sua obra a piratearem sem culpa.
Em entrevista para o site CBR, Owen Dennis contou sua reação ao ver sua animação sendo retiradas de todas as plataformas, e não poupou palavras ao criticar os executivos da Warner e Discovery.
Eu não tinha ideia do que estava acontecendo, nem qualquer outro criador de programa com quem conversei, nem nenhum de seus representantes (…) sabemos que foi um pedido direto da Discovery, e trata-se de economizar dinheiro de alguma forma” 
(...)
Acho que a maneira como o Discovery fez isso é incrivelmente pouco profissional, rude e simplesmente nojenta. (...) ‘Que ***** eles estão fazendo? Como eles planejam que alguém queira trabalhar com eles novamente?'”
Após se complicar com declarações, Owen Dennis apenas mudou sua bio no Twitter.
Em português: “Criador de #InfinityTrain, um show que foi expulso do @HBOMax e que agora só pode ser pirateado”
E após se complicar outra vez, trocou a bio da sua rede social de novo.
A frase que afirma que o desenho pode ser encontrado em diversas plataformas, foi uma ironia, por não estar disponível em nenhuma, ou até ter sido forçadamente removida de algumas, como itunes e Youtube. O texto também pode ser interpretado como uma tentativa de pedir para que as outras plataformas comprem sua obra da Warner, e a retomem da internet legalmente. Ele também tirou a marcação provocativa da @HBOMax.
Mas como surgiu o termo pirataria, e quando ele parou de significar “ladrões de tapa-olho em alto mar” e passou a designar a falsificação e duplicação de ideias?
 COMO SURGIU O TERMO PIRATARIA, E COMO ELE MUDOU DE SIGNIFICADO?
Nos anos 12.000 AC, após a descoberta do fogo, da agricultura, e do fim do nomadismo e da transição para o sedentarismo, começa-se a ERA NEOLÍTICA. A partir de então, uma terra foi concebida como lar. Eventualmente a terra não foi o bastante para qualquer fosse a organização social
O mar continha incontáveis mistérios, e trazia um senso de mistério liberdade gigantesca, assim como terror também. Antes mesmo da idade média, o oceano não só era a maneira mais rápida, mas também a única de comerciar materiais entre continentes.
A navegação na antiguidade foi impulsionada pelos povos antigos, como Vikings, Fenícios e Gregos. Embora o conceito de ESTADO tenha se dado início no século XIII, já surgiram organizações sociais, e poderes, como o sistema de lordes e reis nórdicos, faraós egípcios, e esses poderes comerciavam maritimamente. Antes mesmo da era das navegações, o poder no Fenício antigo se baseava nos homens que dominavam as rotas marítimas e o mar, conhecido como: Talassocracia.
Metais preciosos, madeira de boa qualidade especiarias e peles de animais faziam parte das mercadorias mais valiosas que eram transportadas pelo mar. E os navios mercantes se transformam em alvo da ganância de marinheiros independentes.
Os grupos que atacavam e saqueavam essas embarcações foram conhecidos como PIRATAS. A pirataria marítima começou em 735 aC com gregos saqueando fenícios, posteriormente Vikings, que eram predominantemente marinhos formados para ganhar a vida com saques, roubos, ataques e violência, tomando maior parâmetro no Século I DC
Depois de roubar mercadorias de grandes impérios marítimos (ou mesmo de outros piratas) esses grupos vendiam os produtos em mercados paralelos, por preços bem mais baixos; e assim, ganhavam a vida.
(Como atualmente são as conhecidas,  “feiras do rolo” por exemplo)
Embora a maior fonte de compra vinha de gente simples, ou andarilhos e aventureiros, algumas nações  NÃO SÓ compravam dos piratas que roubaram a mercadoria do seu vendedor original, aproveitando o azar e o preço menor, como tinham seus próprios piratas.
No século XV em diante, começou a famosa era das navegações, e durou até o século XVIII. Os maiores império eram o Império Inglês, e o Império Português, nessa época, as nações não navegavam só pra comércio, mas também pra colonizar. O açúcar passou a ser a mercadoria principal. Em resposta ao imperialismo, e aos preços altos, nasceram os corsários piratas; ladrões que trabalhavam para o estado, e eram autorizados pelo governo a pilhar nações rivais.  
Mas tem um porém em tudo isso. Nos escambos ilegais dos piratas não só circulavam produtos originais roubados, mas também produtos falsificados. Drogas manipuladas, bebidas com mais água do que álcool, ouro falso.
Mas em que momento os produtos roubados foram relacionados a ideias roubadas?
Existe rumores de que o primeiro registro da expressão “piratas de palavras” aparece num documento inglês no início do século XVIII, se referindo a ladrões que copiavam conteúdo escrito.
Não se tem registro algum sobre esse documento, e não há nem como saber sequer se ele existiu, e o resto da história é nebulosa até a invenção da primeira lei de propriedade intelectual.
O mito do suposto documento nos deixa uma suposição. Que em vez de roubar um livro, e vendê-lo por um preço baixo, era mais conveniente copiar as escrituras à mão em larga escala, e vender um monte do mesmo produto, igual,  só que copiado.
Seria uma boa história se não levasse em consideração que a primeira lei de propriedade intelectual surgiu em Veneza no século XV, na República de Veneza, quando o governo da região criou uma lei para proteger os inventores das artes e das ciências.
A verdade é que pirataria como falsificação e como roubo nunca foram claramente distintas, ambas andavam juntos e tudo acabou se resumindo em “comércio ilegal ou não autorizado pelo produtor original”
Acontece que nos séculos XV A XVIII a pirataria era predominantemente roubo, e atualmente, a pirataria é predominantemente falsificação e duplicação.
Foi só depois do bum dos produtos pirateados, como “25 de março” e outras feiras com outras datas, e a invenção do Torrent, que foi necessário classificar os tipos de comércio ilegal.
Tráfico: Produtos, Objetos ou Substâncias impedidas pelo estado de serem livremente comercializadas, como: Maconha, Cocaína, Absinto ou Armas de infantaria pesada pra cidadãos comuns. Até mesmo produtos legalizados podem ser traficados, se não cumprirem as leis de taxa, preço mínimo, ou supervisão da ANVISA, como os cigarros paraguaios.
Mercado negro: Parecido com o conceito originário da pirataria, vender algo roubado de tombos de caminhões, por exemplo, em feiras do rolo, ou às vezes circulam pelos mesmos lugares que o tráfico, só que no caso, vendido pelo usuário.
Falsificação. Este tipo de pirataria é a duplicação, a distribuição ou a venda ilegal de materiais com copyright, cuja intenção é imitar o produto original. Famoso plágio.
Neste, também incluem os dvd’s em camelôs, peças de roupas menos duráveis... o mercado cinza.
Pirataria na Internet: Parecida com a falsificação, mas com a possibilidade do produto comercializado ilegalmente ser idêntico em qualidade ao produto original, e inclusive, ser semeado e distribuído infinitamente e gratuitamente.
Nesse momento, a pirataria deixou de ser um escambo ilegal, ou uma sobrevivência de quem vende, e se tornou algo mais ideológico, filantrópico. Milhões de pessoas disponibilizam conteúdos gratuitamente apenas porque querem “acessibilizar” o conteúdo.
Pirataria feita pelo usuário final, Uso excessivo do cliente-servidor, Carregamento em disco rígido... são derivados da pirataria na internet.
Com exceção do tráfico, todos os outros tipos de pirataria são exclusivamente frutos da violação de propriedade intelectual.
E falando em leis, quando que uma “ideia particular” se torna “domínio público?”
LEIS E LOBBYS: COMO A DISNEY MUDOU (e ainda muda)A LEI DE DOMÍNIO PÚBLICO
Segundo a lei brasileira , no Art. 41 do código civil, os direitos duram por 70 anos contados do primeiro dia do ano após a morte do autor/a; depois disso, se torna domínio público.
Na lei dos estados unidos, atualmente, o tempo de domínio público depois da criação de uma obra é de 95 anos, mas já chegou a ser de 56 ANOS.
A lei que funcionava quando nasceu o Mickey era a de 1909. Seguindo ela, o ratinho de Walt Disney deveria se tornar domínio público em 1984. À partir de 1928, com o sucesso da primeira animação de Mickey Mouse, o que começou com um pequeno estúdio foi crescendo com o longo das décadas até uma das maiores empresas do entretenimento.
 a Disney perderia bilhões de dólares quando fosse perder a exclusividade do personagem, e qualquer um poderia usar como quisesse. Nos anos 70 a Disney pressionou políticos para que eles mudassem as leis, então em 1976 o congresso estendeu o prazo de domínio público para 75 ANOS.
O novo prazo final do fim do mascote agora era 2003, então nos anos 90, a empresa repetiu a estratégia, e o próprio CEO da Disney visitou escritórios de parlamentares, e em 1998, a lei mudou para como ela é atualmente.
No Brasil, como o criador morreu em 1966, a primeira animação do Mickey se torna domínio público em 2036, enquanto no seu país de origem, todo o personagem se torna público em 2024.
Quando uma empresa ou um cidadão influencia na política para mudar as Leis de acordo com o seu interesse é chamado de lobismo.
Lobismo é um processo legal, e permite que gente de fora da política influencie na mudança das leis, e qualquer um possa defender seus interesses, mas junto com o lobby, vem a propina.
O TechInsider demonstrou que durante os anos 90, a Disney doou 4,3 milhões de dólares em lobby político.
Daniel comenta “Isso pode parecer pouco aqui no Brasil, mas lá o cargo de lobista é regulamentado, e esses milhões foram só as contas declaradas!”
Existem leis sobre propinas no Brasil, mas não existe um regulamento sobre lobby como há nos Estados Unidos. No entanto, o lobby só foi regulamentado em 1995, e as doações políticas que vieram antes da segunda mudança da lei começaram em 1990.
“Talvez a regulamentação desse conchavo faça com que dessa vez, a Disney pare de mudar a lei, e a cultura prevaleça, ou talvez o aparato da Disney seja tão grande que eles tenham nomes no legislativo... judiciário...  É um império”
A Disney não fatura nem entre as 15 maiores empresas do mundo em 2022, mas já esteve no top 10 em 2020, e na área da propriedade intelectual, ela possui A Fox, Fx, Fox sports, Marvel, Pixar, Lucasfilm, Miramax, Muppets, e ABC INC. A rainha de bilheteria nos cinemas, Marvel, é da Disney, e o show de TV animado mais popular da televisão, os Simpsons, é da Disney.
97% das pessoas no mundo conhece o Mickey, ele chega a ser um fenómeno mais famoso que o Papai Noel.
Manter o Mickey uma propriedade patenteada significa processar personagens com aparência semelhante em outras criações, (ou até paródias) significa que consumir o Mickey de graça é pirataria, e nas palavras do entrevistado “Por mais que isso pareça culpa do capitalismo, o que ela faz não tem nada a ver com livre mercado, e nem com proteger artistas
IDEIAS SÃO EXCASSAS? SE NÃO FOREM, COMO ROUBÁ-LAS?
Aaron Swarts e Alexandra Elbakyan foi um casal de hackers que em resumo, roubaram conhecimento científico e distribuíram para o mundo.
Mas apesar das aparentes semelhanças,sua história não foi um tipo de Robin Hood, o que Alexandra e Aaron fizeram foi piratear e distribuir milhões de artigos científicos. Ambos eram movidos pelo idealismo de conhecimento livre, e escreveram manifestos atacando a relação “parasitária” das editoras de artigos científicos.
Uma nova descoberta científica é descrita em um artigo científico. No artigo, os cientistas precisam explicar por que a pesquisa que eles fizeram é importante, além de descrever os métodos, nuances, justificativas e mudanças na compreensão científica que a sua descoberta pode trazer.
Os artigos científicos não podem ser auto-publicados, então eles são enviados para uma revista científica, que reúne vários com assuntos parecidos.
Um dos problemas é que todo processo editorial envolve tempo e dinheiro. A maioria dos artigos demoram meses, incluindo leitura, revisão, e dependendo do tempo, boa parte do artigo precisa ser reescrito.
A principal publicadora é a revista NATURE. Eles possuem sua própria equipe de cientistas especializados para a revisão
Um artigo científico publicado na NATURE sobre álgebra interdimensional foi enviado em junho de 1995, e só aceito em maio de 2006, depois teve que esperar mais dois anos até ser publicado, em outubro de 2008.
A construção de um conhecimento científico não termina na publicação de um artigo; na verdade, ela começa aí, porque após a publicação, milhares de cientistas podem fazer testes e descobertas através da pontinha do iceberg que o artigo foi.  A ciência, por ser baseada em leis, se respeitam, e essa rede de conhecimento se torna uma teia, uma teia onde todo conhecimento é codependente
O problema é que a  maioria dos artigos são de acesso restrito, e o preço padrão de acesso a esses artigos é de 9 à 36 dólares por cada artigo, ou a assinatura da revista por 200 dólares por mês.
No caso de artigos científicos de livre acesso, quem paga por eles são os cientistas que escreveram o artigo. A publicadora de artigos de livre acesso mais em conta chega a cobrar 1695 dólares. (R$9000 convertidos) A NATURE cobra 5380 dólares.  O mercado de publicações científicas em alguns anos chega a lucrar mais que a Amazon e Microsoft.
Num mundo em que o cientista paga pra publicar e o leitor paga pra ler, surge Aaron.
Aaron invadiu um site de assinatura (G-STORE) que compra e disponibiliza artigos mediante assinatura, e baixou 5 milhões de artigos e distribuiu. Em 2011, Aaron foi preso e acusado de 13 crimes federais.
A própria G-Store retirou as acusações, mas os federais continuaram indiciando o ativista. Dois anos depois, próximo a condenação, o homem cometeu suicídio.
Anos antes, uma neuro-cientista programadora no Paquistão (Alexandra) automatizou o processo de pirataria que ela descobriu hackeando artigos de neurociência para a sua nova invenção, e no mesmo ano de julgamento de Aaron, o maior distribuidor de artigos piratas do mundo foi lançado, o sci-hub.
O site do corvo preto funciona de um jeito parecido com o famoso Pirate Bay,  e nunca foi derrubado pelo governo federal, por sempre trocar de domínio.
Ela foi condenada a pagar 15 milhões de dólares pela Elsevier (uma grande empresa de artigos) mas está desaparecida.
Grandes centros de pesquisas dos Estados Unidos, Europa, e Brasil usam o site.
“50 milhões de artigos científicos são seguros por diversas pessoas”, Alexandra garantiu em uma entrevista. Alexandra também disse que os artigos nunca vão sumir, mesmo com a sua prisão.
O inusitado é que desde a invenção do site, em 2011, o número de artigos científicos publicados têm aumentado, e a Nature e a Elsevier continuam ativas no mercado.
“Leis injustas não devem ser seguidas” - Disse Aaron em seu manifesto. Essa frase também foi conhecida por estar na boca de um grande capitalista.
Em 2001 um economista do maior braço intelectual de liberalismo econômico do mundo, a “Escola Austríaca” fundada por Mises e consolidada por Rothbard, Stephan Kinsella publicou o livro “Contra a propriedade intelectual” seu fundamento foi baseado no código ético de Rothbard, o Princípio da Não-Agressão (PNA) e inclusive, complementou a sua ética.
Segundo Kinsella, Propriedade intelectual é o monopólio estatal contra a propriedade real.
A perspectiva libertária para a lei em poucas palavras, o papel essencial da lei deve ser o de justificar o uso de força retaliativa.
Kinsella, Rothbard e Hoppe, são anarquistas, mas anarquistas de uma fonte de pensamento diferente.
Rothbard evoluiu o conceito de minarquia de Mises para o Anarco-capitalismo, em poucas palavras, defende que o estado não só não deve interferir na economia de forma alguma, como nem existir. Para eles, a inexistência do estado não significaria revogação da propriedade privada, pois essas são garantidas por direitos naturais, e atualmente, Rothbard considera seu PNA ultrapassado, e validou o código de ética rival, de Hoppe, a “Ética argumentativa Hoppeana”
O anarquismo padrão é contra a propriedade privada, e o anarco-capitalismo é contra a violação da propriedade privada, e segundo Kinsella, o conceito de propriedade intelectual fere a propriedade privada.
Para algo seguir as normas de delimitação de propriedade deve seguir dois tópicos.  
1) “apenas bens escassos devem ser alvo de apropriação”
O principal argumento para isso é que, diferente de objetos ou propriedades palpáveis, ideias não são escassas. O valor do dinheiro está na escassez, mesmo no esquema dólar baseado em confiança.
2)  A delimitação do fronteiramento devem ser determinadas por propriedades objetivas.
“do contrário, estaríamos em contradição com nosso propósito”
A segunda cláusula é toda baseada no elo objetivo. Essa é a ideia mais complexa, e  o autor passa explicando, em 63 páginas do livro o porquê ideias não se configuram nesse propósito.
A ideia mais inversamente proporcional a essa é o comunismo marxista, mas por incrível que pareça, ambos estão em plena concordância no assunto propriedade intelectual.
Segundo Marx: O capitalismo pressupõe a exploração da força de trabalho alheia e a apropriação privada da riqueza por ela produzida, tornando-a mercadoria. Esse é o conceito do mais valia. Quem produz pouco ganha, e quem se apropria da produção é o capitalista.
Troque capitalista por “Editoras, publicadoras, empresas subsidiárias” e força de trabalho por “ escritores, roteiristas, animadores, atores e desenhistas” e veja o resultado.
Desde a revolução industrial, que foi quando Marx surgiu, o fenômeno de apropriação por apropriação por parte do capitalista existe, e desde o século XV, os royaltes se tornaram uma mercadoria.
 Mas, a propriedade intelectual é somente uma entidade intermediária: patentes e direitos de autores são direitos, respectivamente, das inovações  científicas e criações artísticas.
Assim sendo, o imperialismo se apropria do que não lhe pertence e utiliza a dita “propriedade intelectual” para controlar a economia.
Em resumo, para os libertários capitalistas, a propriedade intelectual é uma forma corporativista do estado, junto com grandes empresas,( como a Disney e a Nature) fazerem monopólios, e tirarem a espontaneidade da livre e circulação. E para os libertários anarquistas, ou marxistas, a propriedade intelectual é uma forma do imperialismo capitalista fazer o estado se ajoelhar para ele, tirando o seu poder, e garantindo a opressão
O estados unidos possui uma lista negra de 12 países que violam a sua propriedade intelectual: China, Índia, Rússia, Venezuela, Colômbia, Canadá, Argélia, Argentina, Chile, Indonésia, Kuwait e Ucrânia.
Além de esses não seguirem a legislação de propriedade intelectual americana, e portanto, tornando o julgamento fora da esfera legal, a própria China é um dos países que literalmente não possuem nenhuma lei que legitime a propriedade intelectual.
A China proíbe a circulação de qualquer mídia estrangeira em seu país, e para produções nacionais poderem suprir esse papel, nenhuma lei de propriedade intelectual existe; assim, ideias podem ser adaptadas, ou mesmo clonadas, tanto de obras internacionais quanto locais. Diversos aplicativos e jogos chineses são conhecidos no ocidente como “clones”
Atualmente, uma das maiores empresas de videogames mobile, a Tencent Games, surgiu como uma fabricadora de clones, e tomou o topo desse mercado em poucos anos. Hoje, em resposta a essa liberdade, a marca tem uma licença legal de diversas IP’S grandes, que antes elas copiavam livremente, como Call of Duty, Pokemón, NBA e FIFA.
Mas fora do mundo das ideias, e das ideias que não querem que ideias se tornem mercadorias, o que pensam os artistas sobre pessoas piratearem suas obras?
E O QUE OS ARTISTAS PENSAM SOBRE PIRATEAREM SUAS OBRAS?
O tema da redação do ENEM de 2019 foi: “Democratização do acesso ao cinema”  O principal problema que dá abertura para esse debate é como pessoas de baixa-renda e periferia teriam acesso à arte, que é como um combustível para a alma, e pode servir de estudo e conhecimento, através do entretenimento.
Um país onde duas horas de cinema custam de 20 reais para cima, o preço de uma marmita do dia.
Em 2012, Notch Persson, (o criador do Minecraft) (que hoje não é mais proprietário) foi mencionado em um tweet; neste, um fã lamentava que queria muito jogar o seu jogo, mas que não tinha dinheiro para comprá-lo, ele pediu a ajuda do criador e perguntou, o que eu faço?
- Só pirateie. - Foi a resposta do desenvolvedor. - Se você ainda gostar quando puder pagar no futuro, compre-o então.  - Ele continua - Também não se esqueça de se sentir mal. ;) - A resposta termina com uma ironia. Não dá para dizer com certeza se a relação de “culpa” que ele mandou que seu fã deveria sentir é uma crítica a como a sociedade faz as pessoas que pirateiam se sentirem, ou realmente o fato de que o criador da obra não está sendo valorizado financeiramente pela sua criação.
Mas gostando ou não, a pirataria está aí, e isso é um fato.
Isso gera dois dilemas: O primeiro é o fato de que, com a pirataria, o criador não lucra com a sua obra, obra que ele gastou tempo e dinheiro para produzir, e o segundo, é que, com a pirataria, obras que antes podiam ficar desconhecidas e nixadas, se tornam populares. A pirataria acaba funcionando como uma divulgação; no caso da música, uma divulgação para pessoas irem nos seus shows e para quem nem teria o conhecimento da obra, se não for pelos rádios, conhecer, se interessar, e futuramente comprar a obra.
Quando Mano Brown foi no roda viva, ele foi indagado sobre seu álbum “Sobrevivendo no inferno” rolava um boato de que o racionais fez parceria com os camelôs (por fora da gravadora) para não perder tanto com a venda dos discos piratas.
Diante disso ele foi perguntado “como você se protege da pirataria?”
“Não tem como se proteger da pirataria” - Ele responde. Também diz que tem amigos que no ramo de camelôs, e dependem da pirataria para sobreviver. Apesar disso, e apesar de ver como “inevitável” esse processo, ele diz que de forma nenhuma assina ou autografa discos pirateados -  “Na verdade quem fica rico é o chinês... mas é o ganhapão do irmão também” - Mano Brown diz isso se referindo às leis propriedade intelectual, e também lembrando que o maior exportador de produtos falsificados do Brasil é a China. Mas junto com essa falsificação, vem outro problema da pirataria:
O trabalho escravo. Mas o trabalho escravo está mais relacionado a produtos físicos, e não à pirataria digital.
Não é um tema fácil, e envolve muitas complicações, tanto para quem é contra, quanto para quem é a favor.
Mas uma vantagem que veio da pirataria, tanto para o Racionais quanto para o Charlie Brown Jr, foi o quanto a pirataria serviu de divulgação para torná-los populares. Mano Brown também diz ter consciência disso, e diz que os cd’s piratas fizeram eles venderem mais cd’s originais. Mas Chorão vai além.
‘‘Compartilhar o que é seu é direito de todos’’ - Foi manchete. A frase dita pelo vocalista do Charlie Brown JR no jornal da tarde ecoou em todos os lugares.
Agora, diferente do Racionais, o contexto é um pouco mais atual, e em vez de cd’s de camelôs, a pirataria atuava em downloads da internet, sem envolvimento de trabalho escravo nesse meio.
“Se (o nosso trabalho) foi afetado (pela internet), foi de maneira positiva. A web ajuda muito na divulgação e é um veículo de comunicação direto e democrático. Artistas novos e estabelecidos podem e devem se adequar a linguagem de comunicação e consumo de sua época” - Completou em 2013.
Quando uma fã no meio de uma multidão chorou no ombro do Chorão, enquanto ele ia subia a Van, ela lamentou, entre um “eu te amo” e outro, não ter dinheiro para comprar os CD’S da banda.
A resposta para ela do vocalista foi: ’'Não compra essa p****, baixa o som''
Hoje o consumo de músicas é gratuito, e todos os artistas disponibilizam suas músicas no Youtube: ganhando através de anúncios.
Para quem não quer os anúncios, paga um serviço de streaming, (Spotify ou Deezer) que não tem anúncios, e vence a pirataria pela praticidade no dia-a-dia
“Os serviços de streaming ganharam da pirataria sem a opressão da Lei, querendo ou não, piratear é um negócio que leva tempo...
O problema é que a HBO tirou a ***** do meu desenho do streaming deles, e tá oprimindo quem ainda quer ver”   - Daniel comenta sobre o assunto
Mas a coisa muda um pouco de figura quando se trata de artistas pequenos.
Um desenvolvedor independente de jogos, que se nomeia como “Ronan Santos” de Piracicaba desenvolveu um jogo de plataforma 2D chamado “Kalinur”, e o disponibilizou na plataforma STEAM por R$ 2,69 em época de promoção. No começo, suas vendas não foram altas e ele viu seu jogo em vários sites de pirataria, e então reclamou no Twitter.
A internet se mobilizou, e no dia seguinte, eles conseguiram fazer um jogo que poderia ter sido esquecido se tornar o primeiro do em alta da plataforma.
4 dias depois do Tweet ter se tornado viral, ele conseguiu o espaço que precisava (mesmo que por causa de uma reclamação triste) e atualmente ele comemora seu jogo ter vendido cinco mil cópias.
Em 2012, Paulo Coelho publicou um texto na Folha de SP que começava com o título:
“Pirateiem meus livros!”
No texto ele defendia a mesma coisa que Kinsell, Rothbard, Marx e Alexandra: a livre circulação de ideias em cima das leis “gananciosas” de propriedade intelectual.
Seu texto dizia sobre a a acessibilidade da arte, e conclui a pirataria como único método definitivo de “democratização” como atualmente é chamado.
É por convencão, mesmo publicamente ele pedindo para roubarem seus livros, por mais irrefutável ou intelectual que negar a propriedade intelectual pareça, ele as patenteou, para começo de conversa, publicando-as num jornal pago, e que na internet, possua PayWall.
É como se ele pedisse para as pessoas interferirem a lei, mas secretamente, desejar que ela não seja revogada, caso contrário, ele tornaria seus livros domínio público.
"É complexo, mas a pirataria é natural, é humana e acima de tudo, é um mecanismo de defesa" mas quando os autores pedem pra serem pirateados, ou não há outra forma de consumir a obra, se não assim, se torna legítima defesa, ou talvez nem seja nada além de um gesto pacífico" Daniel Ferreira comenta sobre o assunto como um todo, e conclui - “Eu só quero ver meu desenho em paz...”
Referências - Fontes e Bibliografias.
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By Barroso

Last update 5 hours ago1 Min.

A burguesia odeia o povo porque o povo representa a ameaça à sua posição de privilégio e poder. O povo é a maioria da população e, portanto, representa uma ameaça às elites econômicas e políticas que detêm o poder e os recursos. A burguesia tem medo do povo e quer mantê-lo dividido e oprimido, para que não possa ameaçar o seu poder.
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De onde vem o poder de Alexandre de Moraes?

Se existe um lugar no qual se pode dizer que antiguidade é posto, este lugar é o Supremo Tribunal Federal. Não fosse assim não existiria a tão badalada figura do "decano", uma espécie de oráculo da instituição, posto hoje ocupado por Gilmar Mendes. É normal, portanto, que os recém chegados à casa, apesar de chegarem com o mesmo grau de autoridade de qualquer outro, inclusive do decano, mostrem-se um tanto quanto acanhados em seus posicionamentos e posturas, sem que, para isso, tenham que abrir mão de suas convicções. Além de tudo é um ambiente colegiado, no qual a maioria já está ali a mais tempo. O novato chega, mostra suas qualidades, mas não tenta e nem consegue assumir o protagonismo.
Alexandre de Moraes quebrou a regra. Praticamente "debutou" na corte abrindo divergências em seus votos. E como, naquele momento, por ser o novato, era o primeiro a votar após o relator, já começava indicando um caminho diferente na maioria das vezes e dando dicas de que as coisas mudariam, como de fato mudaram. Em pouco tempo os demais ministros começaram a seguir suas divergências e não demorou um ano para que ele assumisse o protagonismo, coroado com a nomeação direta de Dias Toffoli, então presidente do Supremo, para relatar o inquérito das Fake News, passando por cima do regimento interno que determina que a indicação de relator deve ser feita por sorteio. Mas Toffoli não passou só por cima do regimento interno. Passou por cima da Constituição Federal e do Ministério Público Federal ao abrir uma investigação sem a denúncia da Procuradoria Geral da República. E ninguém falou nada contra.
Como relata a matéria do Jota, a única a se opor foi a, então, Procuradora Geral da República:
Quanto ao inquérito das fake news, no início, a então Procuradora Geral da República Raquel Dodge chegou a arquivá-lo sob o argumento de afronta à separação de Poderes, à livre distribuição de processos, à regra do juiz natural da causa, à competência criminal originária do Supremo para processar e julgar ações ajuizadas contra autoridades com prerrogativa de foro na Corte e ao devido processo legal pela ausência de delimitação da investigação penal. A manifestação de Dodge, contudo, foi ignorada. Em 2020, por 10 votos a 1, o inquérito foi considerado constitucional pelos ministros do STF. O voto vencido foi do ministro Marco Aurélio Mello.
Foi nesse momento que Marco Aurélio de Mello, ainda ministro na época, começou a se posicionar contrário à maneira como Alexandre de Moraes passava a agir, determinando ações da Polícia Federal com a escolha do delegado que faria as investigações e agindo de ofício contra pessoas que não detinham foro privilegiado para que pudesse ser investigadas ou processadas pelo STF. Mas Moraes contava com a concordância dos demais ministros da casa. Marco Aurélio de Mello era voto vencido em praticamente todas as suas argumentações.
Com o protagonismo consolidado, Alexandre de Moraes abriu sua "caixa de ferramentas". Mandou prender ativistas, jornalistas, perseguir cidadãos comuns, bloquear contas bancárias, determinar que redes sociais bloqueassem contas de usuários brasileiros inclusive no exterior, que estão absolutamente fora de sua jurisdição, como foi o caso de Alan dos Santos, que hoje vive exilado e é considerado foragido pelo STF em uma ação que sequer poderia ter começado ou existido. Foi dele também a determinação de censura da Revista Crusoé por matéria que revelava e-mail de Marcelo Odebrecht se referindo a Dias Toffoli como Amigo do Amigo (Lula) do meu pai (Emílio Odebrechet) revelando que existia um acolhimento de demandas através de pelo STF.
A aposentadoria de Celso de Mello jogou no colo de Alexandre de Moraes, por "sorteio" inquéritos contra o presidente Jair Bolsonaro, dando a ele mais munição para o embate com o presidente, já que com o inquérito das fake news e dos atos antidemocráticos ele já reunia um arsenal considerável acusações sem provas que lhe permitiam se manter e com isso manter Bolsonaro sob o constrangimento da mídia quase 100% do tempo. Somou-se a isso o inquérito sobre suposto vazamento da investigação do ataque hacker ao TSE que alegadamente estaria sob sigilo, mas que a própria Polícia Federal declarou que não existis sigilo nenhum quando Bolsonaro tratou do assunto em sua live, afirmando ainda que o sigilo do inquérito só foi decretado depois da revelação. Moraes ignorou, assim como ignorou o pedido de arquivamento feito pela PGR. Aliás, tornou-se prática que Moraes não apenas ignorasse pedidos de arquivamento feitos pela PGR, mas também ignorasse a participação do Ministério Público na abertura de inquéritos, que passaram a ser de ofício e contra pessoas que não detém foro privilegiado para serem julgados ou investigados pelo Supremo Tribunal Federal.
O ministro Moraes parece ter dois fetiches: Jair Bolsonaro e Daniel Silveira. O que já foi feito e ainda é feito com Daniel Silveira é o cúmulo do cúmulo do cúmulo do cúmulo do absurdo dos absurdos, da decretação da prisão de um deputado federal em pleno gozo de seus direitos políticos e imunidades parlamentares POR CRIME DE OPINIÃO, condená-lo por 8 anos e 9 anos de cadeia, até ignorar a graça do indulto concedida pelo presidente da república. Multas incabíveis em todos os aspectos, bloqueio da conta bancária da esposa do deputado e por último torná-lo inelegível com a cassação de seus direitos políticos, invertendo o fatiamento da Constituição Federal feito para preservar os direitos políticos de Dilma. No caso dela, cassaram o cargo, deixaram os direitos. No caso dele, livre de sua (absurda) pena pelo indulto presidencial, sem ter tido o cargo cassado pela Câmara dos Deputados, mas tendo os direitos políticos cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral. No artigo "Alexandre de Moraes X Daniel Silveira - Obsessão? ou virou tesão?" eu trato do tema mais a fundo.
A verdade é que desde a presidência de Dias Toffoli, que manda no Supremo Tribunal Federal é Alexandre de Moraes. O ministro Luiz Fux foi um coadjuvante quase figurante em sua gestão. Sua produtividade como presidente do STF ficou nos campos administrativo e da retórica. Foi incapaz de se posicionar com a altivez que um presidente da mais alta corte do judiciário de uma nação deve ter. Foi "engolido" por Moraes, assim como já acontece com a ministra Rosa Weber em menos de um mês na presidência da casa. E assim foi também no Tribunal Superior Eleitoral quando Alexandre de Moraes era vice do ministro Edson Fachin, mas com claro protagonismo em todo o processo. Fachin se restringia a ser a cara do TSE, mas a condução, de fato, tinha as mãos de Moraes, que assumiu em substituição a Fachin e deu continuidade à preparação do processo eleitoral mais judicializado da história do Brasil, com absurdos teratológicos, como gostam de dizer ministros e advogados quando tomam emprestado o termo oriundo da medicina.
Por último, para abrilhantar o espetáculo, Alexandre de Moraes praticou o maior crime de invasão de privacidade, de direitos individuais, ao decretar a ação contra os empresários que se manifestaram em um aplicativo de mensagens privadas, conversando entre si. Moraes mandou que fosse feita busca e apreensão nas casas dos empresários, bloqueou suas contas bancárias e mandou que as redes sociais bloqueassem as respectivas contas dos empresários, dando um show de autoritarismo e arbitrariedades que não foi visto nem durante o regime militar. E se quiser um comparativo que seja adequado ao que aconteceu, basta lembrar da Gestapo nazista, da KGB durante a existência da União Soviética ou de qualquer ditadura ao redor do mundo. As mais recentes, Maduro na Venezuela e Ortega na Nicarágua.
A Constituição Federal não vale mais nada. O Ministério Público Federal não vale mais nada. O Supremo Tribunal Federal não vale mais nada. O Tribunal Superior Eleitoral não vale mais nada. A hierarquia da Polícia Federal não vale mais nada. O Congresso Nacional não vale mais nada. A Presidência da República não vale mais nada. A única ordem que vale no Brasil é a de Alexandre de Moraes. E todo mundo cumpre. E ninguém fala nada. Por que?
De onde vem o poder de Alexandre de Moraes, que cala os poderes da república, que torna letra morta o trabalho desenvolvido por 513 deputados constituintes que discutiram por 2 anos cada artigo, cada parágrafo, cada inciso, com o envolvimento de juristas e da sociedade civil organizada? O que sustenta o poder de um único ministro capaz de subjugar as leis e os poderes à sua vontade, ao seu entendimento pessoal sobre o ordenamento jurídico e a constituição da república brasileira?
Já falei com todas as letras o que penso de Alexandre de Moraes em outros artigos. Neste eu conto uma suposta história de como supostamente ele teria chegado onde chegou: A primeira dama, o hacker e o "herói" que virou juiz.
É difícil compreender o que acontece no Brasil. Mas é muito mais difícil aceitar o que está acontecendo, vendo a grande imprensa, um dos pilares de uma verdadeira democracia, totalmente cooptada pelo sistema corrupto agonizante, fazendo parte e dando cobertura ao conluio que visa destruir um presidente da república, impedir que ele seja reeleito e colocar em seu lugar o sujeito que é considerado um dos maiores corruptos da história da humanidade, detentor de 2 condenações em 3 instâncias do judiciário e dono de uma ficha corrida com diversos processos dos quais foi livrado pela artimanha das canetas de quem deveria garantir que ele estivesse preso ao invés de solto e candidato à presidência.
  • Por que estão todos calados?
  • Por que tantos envolvidos?
  • Por que nem a imprensa se opõe a Alexandre de Moraes?
  • Por que a sociedade civil organizada, representada por grandes empresários, não reage?
  • Por que a Polícia Federal cumpre ordens ilegais e inconstitucionais? Por que os juristas e juízes de segunda e primeira instância não reagem a tudo isso?
  • Por que a sociedade continua financiando lagostas e vinhos premiados para essa gente?
Abaixo reuni links de meus artigos nos quais falei de Alexandre de Moraes, do STF e de possíveis motivações para termos chegado na situação que chegamos. Obviamente, não sou dono da razão, meus textos representam afirmações especulativas firmadas através de notícias, fatos, lógica e uma visão pessoal sobre política. Meu objetivo sempre foi, é, e continuará sendo emitir uma opinião que incentive meus leitores a estabelecerem suas próprias opiniões, um contraponto à imprensa e à articulistas viciados e partícipes do sistema que só sobreviverá se nos escravizar.
Se a maioria deles não fala nada, na minha insignificância, na ínfima representatividade que tenho no mundo, mesmo correndo o risco de ser penalizado - e até preso - por ter a ousadia de ter e emitir minha opinião, eu falo! E continuarei falando. Até que me calem.
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By Daily Muffin 🧁

Last update 6 hours ago7 Min.

#150 TL;DR: O plano da Arábia Saudita para ter uma Copa e uma Olimpíada, Ryan Reynolds e Hugh Jackman no próximo Deadpool, Três pontos e uma dancinha — NBA Tiktokzada, Google Maps repaginado e Mercado Crypto o mais emocionado de todos.

🚀 Mudanças à vista

⌚ Novo Horário — Não se esqueça que a partir do dia 03 de outubro chegaremos mais cedo na sua caixa de entrada, às 7h da manhã.
📝 Mudanças nas editorias — E também que vamos alterar alguns formatos com os quais você já estava acostumado. Calma, respira! Seguiremos falando de Tecnologia, Mercado e também de Cultura Pop; a editoria de Crypto será repaginada, mas seguirá aqui!
👨🏼‍🚀 🧁 Em busca da batida perfeita — Todas essas mudanças chegam acompanhadas do desejo de entregarmos o Muffin dos seus sonhos e de que nossa jornada continue na órbita da diversão e da leveza, com a melhor curadoria do universo.

🥠 Biscoitinho da Sorte

"Não se pode simplesmente sentar lá e esperar que as pessoas deem a você aquele sonho de ouro. Você tem que sair e fazer isso acontecer sozinho". - Diana Ross

😋 Outras coisas possivelmente imperdíveis

Cinema & Sport

🗯️ De volta — Se a gente já se divertia com Ryan Reynolds e Hugh Jackman nos stories, imagina com os dois juntos na continuação da história do mercenário tagarela, Deadpool. O filme está confirmado e terá a participação do eterno Wolverine. A estreia está marcada para setembro de 2024.
🙂 “Sorrindo” — Você está lá assistindo a alguma transmissão esportiva e do nada a câmera foca em uma pessoa com um sorriso assustador… Mas calma que é tudo armado: o filme Sorria, que estreia hoje, está com a estratégia de usar figurantes no meio do público a fim de promover o filme.
🏀 NBA Tiktokzada — A próxima temporada da NBA está para começar e o aplicativo oficial da liga vira com novidades. As transmissões dos jogos pelo app serão no estilo do TikTok. O usuário poderá ver as partidas com o telefone na vertical, em um formato bem parecido com o que é usado pelo aplicativo chinês.

Tech & Games

🗺️ De cara nova? — O Google divulgou atualização do Google Maps que tá com um visual imersivo mesclando o Street View com o Maps, a expectativa é que os usuários possam navegar pelo mundo real com mais naturalidade e acesso a informações sobre os bairros, pontos turísticos, etc.
🕹️ Investindo nos games — A rainha dos streamings continua na empreitada no mundo dos games, principalmente para plataformas mobile. Depois de ter adquirido a Next Games no começo deste ano, agora a Tundum está colocando pra dentro de casa as desenvolvedoras Night School Studio e Boss Fight Entertainment para se sentir em casa em solo finlandês, onde abrirá seu estúdio.
🐭 Tá na Disney? A turma do Mickey tá fazendo pressão para que sejam lançados dois jogos de Star Wars por ano. A EA tinha os direitos para criar os jogos de Guerra nas Estrelas, mas o contrato expirou recentemente e a LucasFilm começou a negociar com vários estúdios para produção dos games.

😅 Crypto: o pior já passou?

O banco da Inglaterra anunciou que irá comprar títulos do governo do Reino Unido para lidar com a liquidez do mercado. Essa notícia deixou o Mercado Crypto animado, acreditando que isso pode vir a gerar uma reação em cadeia levando outros países a fazer o mesmo.
📉 98% de queda — Mesmo com um aumento de 2,8 milhões no número de carteiras de NFTs, o volume de negociação dos tokens caiu 98% desde janeiro. No final de janeiro foram registrados US$ 6,2 bilhões em negociações semanais de NFTs, agora esse valor caiu para apenas US$ 114,4 milhões no final de setembro.
🔨 Tradição no NFT — Uma das casas de leilão mais famosas do mundo, a Christie’s, lançou uma plataforma de leilão para NFTs. Com 256 anos de tradição e a posição de segunda maior casa de leilão do mundo, a Chritie's resolveu fazer suas negociações pela rede da Ethereum.
⚽ Calccio NFT — O campeonato italiano de futebol iniciou a venda dos NFTs dos gols e lances mais importantes que já aconteceram na liga. No total, 208 lances foram escolhidos para o marketplace da OneFootball.

🍿 Ufa, ainda bem que tem filme

❄️ I am feeling very Olympic today! Jamaica Abaixo de Zero é um clássico da Sessão da Tarde. Deve ser praticamente impossível para aqueles que cresceram na década de 90 não terem visto esse filme pelo menos uma vez. Mas se você é da galera que chegou ao mundo depois dos anos 2000, pega a diga e vai se divertir!
🎬 O filme sobre o quê? A estrela dos filmes de comédia dos anos 80, John Candy, interpreta um treinador que montou a equipe de bobsled da Jamaica. Mas como é que um país quente do Caribe, com tradição em esportes de velocidade, poderia encarar uma competição de trenó no gelo?
Mesmo depois de serem eliminados na corrida classificatória para as Olimpíadas de 1988, Derice, mais dois corredores e um piloto de carrinho de rolimã, continuavam alimentando o sonho de participar de uma Olimpíada. Debaixo de muita desconfiança do governo jamaicano, o time consegue se classificar para as Olimpíadas de Inverno em Calgary.
Os atletas foram hostilizados por atletas de outros países, mas acabam sendo reconhecidos pelo esforço e empenho. No fim, são recebidos como heróis. Mas não vamos dar muitos spoilers, né? A história é baseada em fatos reais, mas com muitas diferenças com a história real, afinal Hollywood precisa dar o tom dela, né? O filme está disponível no Disney+.

📰 Páginas amarelas: petrodólares no esporte

Em outubro de 2021, um fundo de investimentos saudita comprou o Newcastle, tradicional clube inglês que passava por problemas financeiros e estava longe da lista de favoritos para o título. O fundo pagou US$ 408 milhões por 80% da equipe e se tornou dona dela. Essa compra transformou o Newcastle no time mais rico do futebol.
Conduzindo a notícia: O Saudi Vision 2030, fundo de investimentos de US$ 600 bilhões, fez a limpa em vários eventos e tem investido pesado nos esportes. Vamos à lista de investimentos: Newcastle, Liv Golf, duas edições do WWE, GP de Jeddah na Fórmula 1 e ESL Gaming, uma liga de Esport.
O quadro geral: Mas por que o governo saudita iria investir em esportes?
  • diversificar a economia do país, que gira em torno do petróleo e também…
  • limpar um pouco a barra do país que têm várias acusações de violação dos direitos humanos; isso é o que tem sido chamado de sportswashing.
Por outro lado: A tendência de bilionários do Oriente Médio investirem em futebol tem feito times como Manchester City, PSG e agora o Newcastle saírem de patamares inferiores e entrarem no esquadrão de elite do futebol.
  • O Newcastle, por exemplo, teve um aumento de 240% nos investimentos feitos contratações com o dinheiro árabe em caixa.
Não é só com futebol: Com a Liv Golf, o Saudi Vision gastou US$ 3 bilhões para atrair golfistas famosos para impulsionarem a liga. O fundo também investiu US$ 1 bilhão para que o WWE fizesse dois eventos no país, mais US$ 650 milhões pelo GP de Jeddah e US$ 400 milhões para patrocinar o campeonato da F1 e US$ 200 milhões em lutas de boxe.
Tudo friamente calculado: Mas qual é o objetivo final do Saudi Vision 2030? A ideia é que a Arábia Saudita possa diversificar seus investimentos e assim consiga o que eles realmente querem: se tornar a sede da Copa do Mundo de 2030 ou 2034 e das Olimpíadas de 2032 ou 2036.

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No primeiro tempo, mesmo o jogo entre Atlético e Palmeiras sendo muito equilibrado, o Galo foi muito bem superior com o Keno perdendo diversas oportunidades de abrir o placar.
Em uma tentativa de chute do Scarpa do segundo tempo, a bola rebateu no Murilo que marcou o gol da vitória. O Galo até tentou pelo menos empatar a partida, mas estava muito desorganizado taticamente e errando muitos passes. O gol marcado pelo Breno Lopes na minha opinião não estava nem um pouco impedido.
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No primeiro episódio de Toada, podcast mensal (quem sabe quinzenal), faço um comentário sobre a sempre alegada incapacidade do brasileiro de inserir-se na modernidade. Creio que essa repetidíssima alegação seja não só errada, mas, pior ainda, reflita uma formulação inteiramente esquizoide da pergunta pelo nosso modo próprio de existência nesta parte infausta do mundo.
Comento, ainda, uma passagem do meu ensaio "Elegia inacabada" (está no livro O que restou de 22) e retomo algumas afirmações seminais de Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil.
Caso tenha gostado, compartilhe esta edição com seus contatos e ajude nossa comunidade no Pingback a crescer:
Obrigado por ser um inscrito pagante e apoiar meu trabalho.
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O burnout (esgotamento), agravado com a pandemia e o trabalho remoto, é uma das causas do quiet quitting, fenômeno que só tende a piorar se nada for feito a respeito.
Um exemplo foi revelado pela pesquisa realizada pela Deloitte com 2.100 funcionários e executivos de nível C de quatro países. Quase 70% dos entrevistados estão considerando seriamente buscar um trabalho que ofereça melhores condições de bem-estar, assim como quase 60% dos funcionários.
Para se ter ideia da gravidade do problema, 68% dos funcionários e 81% dos executivos C-Suite entrevistados disseram considerar o bem-estar mais importante que ser promovido durante o ano.
Veja outros números preocupantes da pesquisa:
- Os sintomas de esgotamento (exaustão, estresse, sobrecarga, solidão, depressão) afetam tanto colaboradores quanto executivos em proporções semelhantes.
- 63% dos funcionários e 73% dos C-Suite relataram que não são capazes de tirar uma folga e se desconectar.
- Grande parte dos executivos C-Suite subestima o nível de esgotamento (físico, mental, social e financeiro) de seus colaboradores.
- 91% dos executivos acreditam que os funcionários sentem que seus líderes se preocupam com eles. No entanto, somente 56% dos funcionários acham que os executivos se ocupam do seu bem-estar.
- 68% do C-Suite admitem que não estão tomando medidas suficientes para proteger a saúde dos funcionários e das partes interessadas.
- 73% do C-Suite dizem que são transparentes sobre seu bem-estar, mas apenas 22% dos funcionários concordam.- 84% do C-Suite concordam que, quando os executivos estão saudáveis, seus trabalhadores são mais propensos a serem saudáveis também.
- 84% do C-Suite estão tomando medidas para ser mais transparente, como realizar fóruns ou discussões com funcionários, gerentes e outros executivos. - A grande maioria dos executivos diz que é importante para eles ver outros líderes cuidando de seu bem-estar (84%) e que ver isso os motivaria a melhorar seu próprio bem-estar (82%).
- A transparência organizacional em torno do bem-estar da força de trabalho também está crescendo em importância: 55% dos funcionários e 77% dos executivos acreditam que as empresas devem ser obrigadas a relatar publicamente suas métricas de bem-estar da força de trabalho.
- Para fazer mais progressos nessa área, 86% dos executivos dizem que aceitariam algum tipo de apoio. Quase metade (48%) gostaria de um programa de treinamento executivo focado em questões de saúde, 44% se beneficiariam de ver outros executivos priorizando questões de saúde, e 40% precisam de mais apoio de especialistas em saúde dentro de sua empresa.
Veja a pesquisa completa aqui
#Finanças #Gestão #Carreira #Liderança #CFO #Contabilidade #mulheresnaliderança #RH #burnout #deloitte
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Fala meu povo! Chef Léo na área!
Hoje em dia tem restaurante de tudo quanto é jeito. Temos os clássicos fast-food em que o negócio funciona como uma linha de produção: é fazer, entregar, receber o pagamento e rezar pro cliente liberar mesa o mais rápido possível. Também temos o famoso self-service em que a estrutura já é preparada para que cada cliente monte o prato do seu jeitinho. E por fim também temos o tradicional a la carte onde a experiência conta muito já que as opções não são tão flexíveis
A gente não cansa de falar que produto e comida tem muito mais semelhanças do que vocês imaginam, e mais uma vez, isso não poderia ser diferente. E o pessoal do Amplitude (e eu concordo) que os produtos digitais podem jogar três jogos diferentes quando se pensa em engajamento:
Jogo da Atenção: normalmente redes sociais, você está lutando pela atenção do seu usuário, quanto mais tempo ele passa no produto melhor. Videogames e Redes Sociais se encaixam aqui
Jogo da Transação: você quer que seu usuário realize compras usando seu produto. Quanto mais vezes ele faz melhor! Aqui estão produtos de meios de pagamento, investimento e e-commerce
Jogo da Produtividade: o produto busca apoiar o usuário na realização de tarefas, quanto mais tarefas e mais rápido o usuário consegue realizar melhor. Aqui normalmente estão os produtos B2B (esse é o caso do time do Cardápio de Produto)
Entender o jogo que seu produto joga é fundamental para definir a estratégia dele. Você não vai querer criar funcionalidades que levem seu usuário para outro lugar via integração se você joga o jogo da atenção.
É por isso que ouvimos falar que o LinkeIn “penaliza” o alcance de posts com links para sites fora da rede social. É muito melhor que você escreva seu artigo dentro do produto (que já conta com essa funcionalidade)
E não da para falar em estratégia sem falar de métricas. Então a galera da Amplitude também trouxe alguns exemplos hipotéticos de North Star Metric
A Netflix é uma jogadora do jogo da atenção. Quanto mais horas você passar assistindo, mais chance existe de que você crie uma rotina com o produto e isso aumenta consideravelmente a chance de você continuar como assinante no próximo mês.
Por outro lado a Netflix precisa investir continuamente na criação ou compra de conteúdo para garantir que seus usuários sempre tenham algo novo para ver. Diferente do Facebook onde os usuários produzem o conteúdo para os próprios usuários
De qualquer forma esses produtos querem uma fatia cada vez maior do nosso tempo diariamente.
É como se fosse um restaurante self-service que quer que você aumente a quantidade de comida no seu prato além de se tornar o seu restaurante escolhido para os intervalos do trabalho.
Já no jogo da transação temos empresas como Amazon e Walmart que busca aumentar a quantidade de transações realizadas por período. O foco não é que você passe mais tempo no site deles, isso inclusive pode ser sinal de um problema, mas sim, que você gaste cada vez mais e volte a comprar sempre.
Esses produtos buscam uma fatia cada vez maior da carteira do cliente, ou seja, querem representar um maior percentual nos gastos mensais/anuais dos clientes. Na mesma linha, produtos de meios de pagamento também estão nesse jogo, querendo ser o principal responsável por intermediar os pagamentos.
Podemos encarar como aquele restaurante a la carte que quer que você peça os pratos mais caros, com um vinho para acompanhar e uma bela sobremesa. Mesmo que você ocupe a mesa por 1 ou 2 horas.
E por fim temos o jogo da produtividade. Aqui a ideia é ajudar o seu usuário a realizar uma tarefa de maneira mais eficiente, com segurança e confiabilidade. Esse é o jogo de grande parte dos produtos B2B.
Assim como no caso dos e-commerce, pode ser que tempo gasto no produto seja um indicador ruim, já que se você ajuda o usuário a realizar uma tarefa de maneira mais eficiente e mais rapidamente o tempo gasto tende a ser cada vez menor.
Você quer medir tempos para realizar uma tarefa ou quantidade de tarefas realizadas por exemplo. Uma boa maneira de se pensar é quanto mais dados do cliente estiverem armazenados no seu produto mais difícil será para ele te deixar.
Você pode fazer um paralelo com fast-foods em que ajudar o usuário a satisfazer uma necessidade (fome) no menor tempo possível é um ótimo indicador. Você nem seu cliente querem ficar na mesa por horas como é o caso de um restaurante a la carte tradicional.

Conclusão

Entender o jogo que seu produto joga é necessário para pensar em quais estratégias seguir e quais objetivos e métricas podem ser usados para direcionar suas evoluções. Tudo isso para engajar seu usuário cada vez mais.
Esse texto foi baseado no artigo suuper completo da Amplitude. Se você manja de inglês vale  apena conferir o texto na íntegra: https://amplitude.com/user-engagement

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Sobre o autor

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By Alisson Cruz

Last update 20 hours ago3 Min.

CERTEZA QUE VOCÊ DUVIDA!