O Covid-19 foi associado à igualdade entre ricos e pobres quando se fala de infecções. Virus não filtra classe social e e econômica.
Esta igualdade desaparece quando o assunto é fome e miséria.
As quarentenas de países inteiros não varreram apenas empregos ao redor do mundo, mas interromperam as rotas de distribuição da produção agrícola e de ajuda humanitária para milhões de pessoas, bem como a mobilidade de pessoas que precisam se deslocar para encontrar comida.
E diferente de outras crises, ( regionais e causadas por climas tórridos, crises econômicas, guerras ou instabilidade política ) uma crise de fome e miséria jamais vista na História da Humanidade foi gestada pelas decisões de muitos governantes e endossadas pela imprensa mundo afora.
Questionar a decisão ou ser contra o lockdown, muitas vezes, é rebatido com argumentos simplórios, inocentes e infundados::
“Somos uma sociedade, não uma economia”, “Não se trata de lucro, mas de pessoas”, “Vamos cuidar da saúde, a economia a gente recupera depois”, “não existe economia sem pessoas”...
Okay.
Vamos analisar estes argumentos sob o panorama de alguns alertas recentes da ONU e da World Food Program:
“Não somente a crise pandêmica, mas uma onda de privações de alimentos básicos em decorrência da Quarentena pode levar 130 MILHÕES de pessoas para o mapa da fome e da miséria até o fim do ano, totalizando 265 MILHÕES, praticamente o dobro de 2019.”
O colapso no sistema de distribuição de comida e ajuda aos países mais pobres do Globo pode dobrar o número de óbitos por subnutrição e fome: de 9 para 18 milhões.
Protestos, convulsão social e guerras serão ampliados em área e intensidade nas regiões em conflito e ameaça de conflitos armados por causa da privação de alimentos e tratamento médico, além de outros problemas que o mundo já enfrentava antes do vírus chinês e serão agravados agora.
Até o momento desta postagem, o virus ceifou cerca de 641 mil vidas em todo o mundo, porém, as consequências das medidas tomadas matará dezenas de milhões somente no primeiro ano.
A despeito de histeria, opinião pública ou pressão política, a decisão de qualquer chefe de estado deve ser na direção de salvar vidas ou no mínimo evitar o máximo de perdas possível.
A cada dia, descobrimos que o potencial infectante do covid é maior em ambientes fechados e em pessoas da mesma família.
Cidades se reabriram e a curva de contágio não realizou o desejo dos torcedores organizados, conhecidos como Covideiros.
Diante dos números, a campanha “#FiqueEmCasa é para salvar vidas”, regada a pavor, terrorismo e fotos de cemitério coordenada pela mídia progressista fez sentido e ajudou a salvar vidas?
Portanto, seria correto afirmar que a quarentena foi um dos maiores erros coletivos dos Líderes mundiais desde a Segunda Guerra?
A História dirá.