As 13 cartas de cada naipe.
As 13 cartas de cada naipe.
Três cartas em cada naipe contêm figuras, a saber o Rei, a Dama (também
chamada de Rainha) e o Valete, e dez são numéricas, indo do Ás (ou um)
ao dez. O Rei, a Rainha e o Valete dizem respeito à trindade — o Pai, a
Mãe e o Filho —, que é representada simbolicamente em todas as grandes
religiões do mundo. Falando de forma fácil, a ideia ou pensamento que
você tem é o Pai, o sentimento é a Mãe e a união dos dois gera um evento
ou um Filho mental, que pode ser a cura da mente, do corpo, das finanças
ou de um problema nos negócios. A resposta simples, bem como a oração
simples, é sempre a melhor.
Outra explicação para a carta do Rei é que você nasceu para ser um Rei
que reina sobre a sua mente, corpo e circunstâncias. A mente consciente
iluminada é o Rei, porque dá ordens, dirige e emite instruções para a
Rainha, a natureza do sentimento subconsciente ou subjetiva. O Valete
representa o seu desejo, ideia ou o plano purificado que ainda não se
manifestou.
É preciso que haja, portanto, uma união sincrônica da mente consciente
e subconsciente com o seu desejo; se ambos estiverem de acordo, esse
desejo será realizado e nada será impossível para você.
Existem dez cartas numéricas. Vou explicar resumidamente o numeral
10: o 1 representa o masculino e o 0, o feminino. A união dos dois resulta
no ato criativo, mental e espiritualmente falando, bem como fisicamente. As
dez cartas numéricas representam a interação harmoniosa das mentes
consciente e subconsciente ao longo das quatro fases da vida — espiritual,
mental, emocional e material. As virtudes do dez são numericamente
infinitas. O numeral 10 significa Deus em uma diferenciação infinita,
porque podemos adicionar incontáveis zeros ao numeral 1.
As cartas com figuras.
Nessas cartas, a metade de cima é igual à debaixo, o que indica a nossa
natureza dual; vivemos em um mundo mental e espiritual e também em
um mundo objetivo ou tridimensional. Quando o mundo exterior nos
desagrada, podemos ir para a esfera da mente, rezar e nos identificar com o
nosso ideal, alimentando-o, e por meio da frequente ocupação da mente
nós o promoveremos. Em seguida, o exterior e o interior se unificam e nós
ficamos em paz. Mudamos o exterior modificando o interior. O externo é
sempre um reflexo do interno. “Como é dentro, assim é fora.” Toda moeda
tem duas faces, tudo tem um interior e um exterior. A vida é uma unidade
funcionando como dualidade; temos a noite e o dia, a maré alta e a maré
baixa, o masculino e o feminino, o quente e o frio, a paz e a dor, a saúde e a
doença, o objetivo e o subjetivo, o visível e o invisível, o positivo e o
negativo, a matéria e o espírito, o bem e o mal. Os opostos são expressões
duais do mesmo princípio eterno, que é eternamente completo e perfeito
em si mesmo.
O adorno de cabeça.
Os reis têm barba, o que simboliza sabedoria e o poder de Deus. A coroa
caracteriza a autoridade e a regência do espírito que está no comando na
mente do homem. O Rei de Ouros, com a mão erguida, indica a sua
lealdade a Deus — o único poder —, e atrás dele há um machado,
sugerindo que a lei do subconsciente é sempre exata, matemática e justa.
“Colhemos o que semeamos.” O machado também indica a reação negativa
da lei se violarmos a lei da harmonia ou da ordem divina na nossa vida. Se
você pensar no mal, o mal se seguirá; se pensar no bem, o bem se seguirá —
essa é a lei. O Rei de Copas com a espada na mão indica a espada da
verdade. “Não julgueis que vim trazer paz à terra; não vim trazer a paz, mas
uma espada.“
A verdade entra na sua mente para dividi-la e separar os detritos das
verdades de Deus. A verdade o separa das antigas falsas crenças da raça
humana, provocando uma rixa interior, resolvendo desse modo todas as
diferenças e estabelecendo a paz no coração. O Rei de Copas perfurou seu
coração (a mente subconsciente) com as verdades eternas. As três espadas
empunhadas respectivamente pelo Rei de Paus, Rei de Espadas e Rei de
Copas têm bainhas que fazem alusão a você segurar a tocha da verdade em
todas as fases da sua vida — a mental, a emocional e a física.
O naipe de Paus representa os seus pensamentos e ideias, o de Copas, o
seu sentimento ou natureza emocional, o de Espadas, a sua profunda
convicção, onde você escava ou implanta ideias no seu subconsciente;
Ouros representa o mundo, a objetivação externa das suas crenças,
pensamentos e sentimentos. Em outras palavras, a história da oração lhe é
entregue de muitas maneiras em um baralho. Se você examinar as quatro
Damas nas suas cartas, notará que elas seguram uma flor, o símbolo da
pureza, do amor, da beleza, da ordem, da simetria e da proporção. O
coração é o cálice do amor e da beleza de Deus, e serve para nos lembrar de
que devemos encher o coração com o amor de Deus, e as flores da beleza,
da paz, da alegria e da felicidade aparecerão na Terra — o nosso mundo.
A Dama de Espadas (o sentimento dominante no seu subconsciente)
segura uma tocha na mão. Essa é a luz que ilumina cada pessoa que vem ao
mundo. Ela serve para fazê-lo lembrar que a inteligência infinita de Deus
está nas suas profundezas subconscientes e que, guiado por essa luz, você
pode caminhar através da escuridão. Quando as evidências dos seus
sentidos lhe dizem que algo é impossível, você enxerga com a ajuda de uma
luz interior; os seus olhos estão voltados para a solução que a sabedoria
divina trará para você enquanto você mantém elevada a sua fé em Deus.
Deixe que essa tocha seja uma vela que brilha eternamente sobre a sua
cabeça.
O Valete de Espadas segura uma ampulheta, indicando que estamos nos
deslocando através do tempo e do espaço neste plano tridimensional, e que
qualquer ideia que você tenha transmitido para o subconsciente se
manifestará do jeito e no tempo dele, porque é impossível descobrir os
meios que ele usa. Os expedientes do subconsciente não são os seus
expedientes, e você não sabe a hora ou o dia em que a ideia se realizará —
esse é o segredo do seu eu subconsciente. A pena que o Valete de Copas
segura e o machado atrás de sua cabeça falam simbolicamente sobre a lei e
o mundo — a pena é o seu conceito ou ideia, e a lei a executa. Certifique-se
de que o seu plano é compatível com o bem de todos e não prejudica
ninguém. Quando estiver em dificuldade, pense em Deus e na resposta
Dele. Ele sabe a resposta — esse é o “peso da pena” que o salva.
Os mantos e vestes usados pelas figuras são belos, elegantes e coloridos
— eles indicam as sete cores do espectro solar. O branco é a pureza, a
completude e a perfeição de Deus. O branco é chamado de mãe de todas as
cores. As cores nas cartas nos falam da presença imaculada e impecável que
existe em nós. O vermelho indica o desejo purificado e a divindade. O
escarlate representa o entusiasmo e o inebriamento divino. O roxo denota a
realeza ou a sabedoria de Deus reinando suprema na nossa mente. O verde
simboliza a abundância de Deus e as ideias e pensamentos frutíferos. O
azul indica a área subconsciente da nossa mente ou a lei de Deus. O
amarelo denota o poder, a força e a glória do Ser infinito.
O número de cartas em cada naipe.
Há 13 cartas em cada naipe para nos fazer lembrar dos nossos 12 poderes,
12 faculdades. Você mais os seus 12 poderes são simbolizados pelo numero
13. Cabe a todos nós desenvolver e disciplinar esses poderes, para que surja
na Terra um homem divino que destapará os ouvidos dos surdos, abrirá os
olhos dos cegos e fará todas as coisas que um filho de Deus deveria fazer.
Temos 40 cartas numéricas. Noé ficou 40 dias na arca, Jesus jejuou
durante 40 dias — todas essas histórias simbolizam o jejum do banquete
envenenado dos pensamentos coletivos e dos falsos conceitos, bem como a
nossa absorção mental no bem que buscamos promover. O tempo que você
leva para se desligar do seu problema e chegar a uma convicção na sua
mente é chamado de quarentena, ou a conclusão de um ciclo de
consciência. Faça jejum de pensamentos de pobreza e se alimente da
abundância de Deus — rejeite a aparência das coisas, o veredito ou a
opinião dos outros, e dedique toda a atenção à ideia da opulência de Deus.
Gradualmente, você qualificará a sua consciência, quer isso leve uma hora,
uma semana ou um mês. Você terá jejuado por 40 dias e vivenciará a
riqueza de Deus no seu mundo.
Os bastões que os Valetes de Paus e de Ouros seguram indicam uma
vara de medida ou o cúbito. Homem significa mente ou medidor. Você deve
medir e capturar na sua mente a bondade infinita e o amor de Deus,
porque o seu conceito de Deus é o seu conceito de si mesmo. Proteja a sua
ideia, ame-a e faça-a viver; você terá então um padrão espiritual com o qual
poderá medir todas as coisas.
Quero mencionar a folha suspensa no Valete de Paus. Paus diz respeito
às ideias, planos e propósitos na sua mente, o esquema, o diagrama ou
projeto. Repare que o Valete de Paus se curva para a frente. Isso representa
humildade, concedendo toda a glória e homenagens a Deus. A nossa
atitude deveria ser a seguinte: “Pai, eu te agradeço porque me ouviste; e eu
sabia que sempre me ouves.”
É geralmente aceito que o valor numérico, as quantidades matemáticas,
as cores e o simbolismo das cartas de baralho têm uma conexão muito
estreita com a Grande Pirâmide. Os antigos místicos que conceberam essas
cartas há milhares de anos tinham total conhecimento da rotação da Terra
sobre o seu eixo e eram capazes de medir os céus e a Terra, e tudo isso é
retratado nas cartas e na grande pirâmide. Homens como Jó percebiam
intuitivamente as leis escritas no nosso coração e gravadas na parte mais
íntima do nosso ser. “Onde estavas tu quando lancei os alicerces do
mundo? Diz-me, se tens conhecimento. Quem definiu as suas medidas, se
tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ele a linha de medir? O que sustenta
os seus alicerces ou quem assentou a sua pedra angular?”