escreva um novo
escreva um novo
nome no livro da
vida.
O livro da vida é a sua mente subconsciente. Você está sempre
escrevendo nesse livro com base no seu modo habitual de pensar e
imaginar. Shakespeare disse: “O que é um nome?” Bem, quando menciono
o seu nome, ele indica o seu gênero específico, a nacionalidade, formação,
educação, estrutura financeira, posição social, as suas origens e tudo o mais
que diz respeito a você.
Shakespeare escreveu muitas peças. Romeu e Julieta, por exemplo, é um
drama das mentes consciente e subconsciente. Quando ambas trabalham
juntas com harmonia, paz e alegria, os filhos dessa união são a felicidade, a
paz, a saúde, a abundância e a segurança. O relacionamento desarmonioso
das mentes consciente e subconsciente causa angústia, sofrimento, dor e
doenças nas nossas vidas.
Abrão deixou Ur na Caldeia. Ur significa feitiçaria, magia negra, culto
das estrelas, de ídolos e coisas desse tipo. Abrão mudou o seu nome para
Abraão, que significa o pai da multidão, indicando um único Deus, a única
presença e poder.
Somos todos filhos do único Deus. Essa é a unidade de toda a vida.
Todos os homens e mulheres são irmãos — a mesma mente, o mesmo
espírito e a mesma substância. Por conseguinte, magoar outra pessoa
significa magoar a si mesmo, e abençoar outra pessoa representa abençoar a
si mesmo.
Você pode escrever um novo nome, uma nova avaliação, um novo
projeto de si mesmo. Crie um novo conceito de si mesmo. Ele é grande,
nobre ou magnífico o bastante para redimi-lo, para ocasionar uma
transformação interior no seu coração, na sua mente e em todo o seu ser?
Hoje em dia, as pessoas têm muitos ídolos, assim como tinham na Caldeia
há milhares de anos. A superstição é desenfreada. Elas ainda têm falsos
deuses, como “Essa mudança de tempo vai me fazer ficar gripado” ou “Se
eu ficar com os pés molhados vou pegar pneumonia”. Algumas pessoas têm
medo de se expor aos micróbios, de modo que, quando alguém espirra
perto delas, acham que poderão contrair o vírus. Se você pergunta à pessoa
que foi exposta: “Você pegou o vírus este ano?”, a resposta é: “Ainda não.”
Mas ela espera ser infectada. Você sempre obtém o que espera.
Alguns dizem: “Não conheço o político certo. Não tenho pistolão. Não
tenho a menor possibilidade de conseguir aquele emprego.” Eles estão
negando o poder criativo existente em si mesmos. Eles dizem que Ele é
onipotente e supremo, mas certas pessoas o rejeitam o tempo todo. Se Ele é
supremo e onipotente, não existe nada que possa confrontá-Lo ou desafiáLo. Então, você deve declarar o seguinte: “O espírito infinito abre a porta
para mim, revelando meus talentos ocultos e me mostrando o caminho que
devo seguir.” É exatamente isso que o espírito infinito fará por você.
Alguns políticos falam e batem na madeira quando conversam sobre algo
negativo, como se a madeira tivesse algum poder. Você concede poder a
outras pessoas? Ao ambiente? Às condições atmosféricas? Todas essas coisas
são impotentes. Não têm nenhum poder. O poder reside em você.
O nome de Saul foi alterado para Paulo. Paulo significa “pequeno Cristo”,
e muitos milagres foram feitos pelas suas mãos. Ele foi iluminado na estrada
para Damasco, que significa saco de sangue, ou renascimento. Isso significa
uma iluminação mística na qual a sua mente, ou intelecto, é inundada pela
luz de Deus, sendo você uma pessoa transformada. Às vezes isso acontece
em um piscar de olhos, como foi vivenciado por Santa Teresa e muitos
outros.
Paulo se tornou um homem modificado. Ele não era mais o assassino
que enviava pessoas para a morte. Ele foi transformado. Foi iluminado a
partir do Alto. Você pode ir à justiça e mudar de nome todos os anos se
quiser, mas isso não significa nada. É completamente irrelevante. Você
precisa mudar a sua natureza, o seu caráter, o seu ponto de vista, o conceito
que tem de si mesmo. É preciso que haja uma transformação interior.
Depois disso, é claro, você terá mudado o seu nome ou a sua natureza.
Há algum tempo, fui procurado por um homem cético e rabugento que
era agressivo com a secretária e com o vendedor de sua equipe. Quando
alguém dava “bom-dia” ao entrar em sua sala, ele retrucava: “Não estou
vendo nada de bom hoje.” Quando se sentava à mesa para tomar o café da
manhã, segurava o jornal diante do rosto para não olhar para a esposa.
Sempre criticava os ovos com bacon que ela fazia. Ele era realmente
rabugento, detestável e desagradável.
Esse homem foi se consultar com um psicólogo, e ouviu o seguinte: “Vou
lhe dizer o que você deve fazer. Você pode mudar toda a sua natureza.
Quando se sentar à mesa de manhã para tomar café, beije a sua mulher,
diga que ela está linda e que a comida está deliciosa; ela provavelmente vai
ficar feliz da vida.” O homem comentou: “Bem, se eu fizer isso, estarei
sendo hipócrita.” O psicólogo disse: “Não faz mal. Vá em frente. Faça isso
de qualquer jeito. Quebre o gelo no seu coração. Quando chegar ao
escritório, diga à sua secretária que os olhos ou o cabelo dela são bonitos —
deve haver alguma coisa adorável a respeito dela. E seja simpático, educado
e amável com o vendedor.”
Depois de passar um mês praticando essas coisas, elas gradualmente
penetraram na mente subconsciente daquele homem e ele se transformou,
tornando-se uma pessoa simpática, amável, agradável e positiva. As pessoas
perguntavam: “O que aconteceu com esse cara?” Outras comentavam: “Ele
está apaixonado.” Bem, acho que ele estava — apaixonado pelo eu superior.
“O que me guiou até aqui tornará acessível o resto do caminho.” Essa é
uma verdade magnífica. Um professor do Alabama me escreveu e eu
transmiti a ele essa verdade simples. Ele disse que o imóvel que estava
construindo estava 75% terminado, mas agora havia uma greve. Ele não
tinha mais dinheiro; o que ia fazer? “O que me guiou até aqui tornará
acessível o resto do caminho.”
Ele disse: “Essa frase está incorreta. Você deveria dizer: ‘Quem me guiou
tornará acessível o resto do caminho.’ E eu retruquei: “Ela não está
incorreta. Eu realmente quis dizer ‘o que’ e não ‘quem’.” Não foi um lapso.
Foi deliberado, porque estou lidando com um princípio, uma presença
impessoal, que não discrimina indivíduos, um poder e uma presença
universal disponíveis para todos os homens. O assassino, o mendigo, o
ladrão, o monge, o ateu ou o agnóstico — qualquer um pode recorrer a
eles. Qualquer pessoa pode utilizá-los.
Deus não é uma pessoa; Ele é um poder e uma presença impessoal —
uma vida infinita e uma inteligência infinita. O homem do Alabama tinha o
conceito de um homem-Deus situado em algum lugar do céu. No entanto,
ele passou a praticar o que lhe ensinei, e como resultado, conseguiu atrair
os recursos financeiros necessários para terminar o prédio.
Essa presença universal cria a partir de si mesma, tornando-se essa coisa
particular. Em outras palavras, Deus se torna homem acreditando que ele é
um homem. Deus cria a partir de si mesmo um ser capaz de restituir a
glória, a luz e o amor para si mesmo. Abraão conhecia o poder criativo. Ele
estava consciente Dele e o demonstrava na sua vida. Acreditava que o
espírito o guiaria e orientaria, o que, é claro, ele fez.