SOBRE ESTE LIVRO.
SOBRE ESTE LIVRO.
Em muitos aspectos, nossa experiência com a Matriz Divina pode ser comparada ao software que faz
nosso computador funcionar. Nos dois casos, as instruções devem usar uma linguagem que o sistema
compreenda. Para o computador, trata-se de uma codificação numérica de Os e ls. Para a consciência,
outro tipo de linguagem é necessária, uma que não faça uso de números, nem de alfabetos, nem mesmo de
palavras. Como já somos parte da Matriz Divina, faz sentido que já tenhamos tudo o que é necessário para
nos comunicarmos com ela, sem precisarmos de um manual de instruções ou de algum treinamento
especial. E é assim que procedemos.
A linguagem da consciência parece ser a experiência universal da emoção. Já sabemos amar, odiar,
temer e perdoar. Ao reconhecer que tais sentimentos na verdade são instruções que programam a Matriz
Divina, ficamos em condições de aprimorar nossas habilidades e compreender melhor como encontrar
alegria, cura e paz para nossa vida.
Este livro não pretende ser um trabalho definitivo na história da ciência e da nova física. Existem
vários outros textos que têm sido maravilhosamente eficientes no despertar de nossa consciência para esse
tipo de informação. Alguns são até mesmo citados aqui — por exemplo, o Hyperspace, de Michio Kaku, e A
Totalidade e a Ordem Implicada, de David Bohm. Cada uma dessas obras nos mostra uma poderosa e nova
forma de ver o mundo; recomendo ambas.
Este livro é uma obra escrita com a intenção de ser uma ferramenta útil — um guia — a ser aplicada
nos mistérios da vida diária. Por essa razão, existem trechos em que escolhi dar mais atenção aos
resultados radicais e inesperados dos experimentos quânticos, sem me prender excessivamente aos
detalhes técnicos das experiências propriamente ditas. Para que compreendamos o poder para manifestar a
cura, a paz, a alegria, o romance e a parceria, bem como para sobrevivermos ao nosso momento histórico, é
mais importante enfatizar aquilo que os resultados nos dizem a respeito de nós mesmos, do que descer aos
delicados detalhes de como os estudos foram feitos. Foram incluídas referências nas notas do fim do livro
para os interessados nos detalhes técnicos.
Para muitas pessoas, os progressos no mundo da física quântica são pouco mais do que fatos
interessantes, assuntos a tratar em conferências, workshops ou na hora do cafezinho. Ainda assim, a despeito
da profundidade das implicações e da elevada filosofia que possamos alcançar, as descobertas aparentam
ter relevância mínima na nossa vida diária. Qual a utilidade, por exemplo, de sabermos que uma partícula
de matéria pode estar em dois lugares ao mesmo tempo e que os elétrons podem se deslocar mais
rapidamente do que Einstein havia previsto, se esse conhecimento não acrescentar nada ã nossa vida?
Somente quando pudermos estabelecer a ligação entre essas estonteantes descobertas e a cura de nosso
corpo, ou a nossa vivência em shopping centers, salas de estar, aeroportos e salas de aula, é que elas passarão a ter algum significado.
É para transpor esse aparente abismo entre os mistérios do mundo quân- tico e nossas experiências do
dia-a-dia que A Matriz Divina oferece uma ponte. Este livro nos leva à próxima etapa, além da descrição
dos resultados. Ele explica como essas descobertas nos ajudam a melhorar como pessoas e como, juntos,
construiremos um mundo melhor.
Eu o escrevi para oferecer sentimentos de esperança, possibilidade e fortalecimento, em um mundo
que tantas vezes nos faz sentir perdidos, ineficazes e impotentes. Minha meta é chegar a tais resultados
com uma prosa em estilo de conversa, capaz de descrever as impressionantes percepções da nova ciência
de uma maneira interessante e fácil de ser compreendida.
Minha experiência com apresentações ao vivo tem mostrado que para um entrosamento significativo
com a audiência é importante respeitar a forma de aprendizado dos ouvintes. Independentemente de
sermos mais orientados pelo "hemisfério esquerdo" do cérebro, ou da intensidade do uso que fazemos do
"hemisfério direito", sentimos que, de fato, usamos os dois lados para compreender o mundo. E ainda que
algumas pessoas confiem mais em um hemisfério do que em outro, é importante que respeitemos tanto a
intuição como a lógica ao fazermos esse convite de dar um gigantesco salto na forma de encarar o mundo.
Por esse motivo, A Matriz Divina foi escrito da mesma maneira que a trama de uma tapeçaria é criada.
Nestas páginas, teci descrições de casos pessoais e de experimentações diretas, que puxam mais pelo
"hemisfério direito", com pesquisas e relatórios que privilegiam o "hemisfério esquerdo" e nos dão conta da
razão por que tais histórias são importantes. Essa maneira de compartilhar informações tira dos dados a
aparência de sabedoria de livros, ao mesmo tempo em que conserva avanços científicos suficientes para
que essas informações façam sentido.
Assim como toda a vida provém de quatro bases químicas que criam nosso DNA, o universo
aparentemente se fundamenta em quatro características da Matriz Divina que fazem tudo funcionar da
maneira que funcionam. O segredo para usufruirmos os poderes conferidos pela Matriz reside em nossa
habilidade de apreender as quatro memoráveis descobertas que a unem à nossa vida de um modo sem
precedentes:
Descoberta 1: Existe um campo de energia conectando toda a criação. Descoberta 2: Esse campo
desempenha o papel de receptáculo, ponte e espelho para nossas crenças íntimas.
Descoberta 3: O campo está em toda a parte e é holográfico. As partes estão ligadas entre si e cada uma
espelha o todo em escala menor.
Descoberta 4: Nossa comunicação com o campo se faz pela linguagem da emoção.
Está ao nosso alcance reconhecer e aplicar essas realidades, que são determinantes de tudo, da
restauração de nossa saúde ao sucesso em nossas carreiras. No final das contas, nossa sobrevivência como
espécie pode estar diretamente ligada à nossa capacidade e desejo de compartilhar práticas afirmativas de
vida provenientes de uma visão do mundo quântico unificado.
Para fazer justiça aos imensos conceitos decorrentes da Divina Matriz, escrevi este livro em três partes,
cada qual cobrindo uma das implicações-chave do campo. Em vez de criar uma conclusão formal no final
de cada parte, ressaltei os conceitos importantes sob a forma de um sumário em linha e chamei o conceito
de "princípios" designados por um número (princípio 1, princípio 2, e assim por diante). Para referência
rápida, uma listagem dos vinte princípios pode ser encontrada no final do Capítulo 8.
Uma breve descrição de cada seção auxilia a navegação do material e na busca da informação útil para
tudo, de importantes referências até inspirações profundas.
A Parte I, "Descobrindo a Matriz Divina, o mistério que une todas as coisas", explora o duradouro
sentimento humano que nos une ao campo de energia que liga todas as coisas. No Capítulo 1, descrevi um
único experimento que fez os cientistas recuarem cem anos na busca pelo mencionado campo unificado.
Nessa seção, também comentei a pesquisa do século XX que foi responsável por avanços na física quântica
e que levou os cientistas a examinarem mais uma vez o experimento original, pelo qual nos informaram
que todas as coisas são separadas umas das outras. Isso inclui três experimentos que são representativos e
mostram a mais recente documentação sobre determinado campo de energia, não reconhecido
anteriormente. Brevemente, os resultados demonstraram:
1. O DNA humano exerce efeito direto na matéria que constitui o mundo.
2. A emoção humana exerce efeito direto sobre o DNA que afeta a matéria que constitui o mundo.
3. A relação entre as emoções e o DNA transcende limites espaciais e temporais. Os efeitos são os
mesmos, independentemente da distância.
Pouca dúvida ainda haverá ao se chegar ao final da Parte I quanto à existência da Matriz Divina. Quer
sua descrição seja feita de uma perspectiva espiritual ou científica, é claro que existe algo — um campo de
energia que conecta tudo o que fazemos, somos e experimentamos. As questões lógicas então passam a ser
formuladas assim: "O que fazemos com essa informação?" e "Como poderemos usar a Matriz Divina em
nossa vida?"
A Parte II, "A ponte entre a imaginação e a realidade: como a Matriz Divina funciona", explora o que
significa viver em um universo onde, além de estarmos conectados (de modo não-local), tudo se encontra
interligado holograficamente. O poder sutil desses princípios talvez seja uma das maiores descobertas da
física do século XX — sendo bastante possível que seja a menos compreendida e a mais negligenciada. Essa
é uma seção intencionalmente não-técnica, projetada para ser um guia útil dos mistérios das experiências
que todos compartilhamos, mas que raramente reconhecemos como plenamente capazes de nos transmitir
conhecimentos.