TEORIAS BASTANTE DIFERENTES.
TEORIAS BASTANTE DIFERENTES.
Seria cansativo e sem proveito discutir em
profundidade as numerosas teorias propostas por
diversas seitas religiosas e grupos de terapia pela
oração. Há muitos que defendem a tese de que sua
teoria, como produz resultados, é consequentemente a
correta. Isto, como foi explicado neste capítulo, não
pode ser verdade.
Você agora já sabe que todos os tipos de cura são
possíveis. Franz Anton Mesmer, um médico austríaco
(1734-1815) que exercia sua profissão em Paris,
descobriu que com a aplicação de ímãs ao corpo doente
podia conseguir curas milagrosas. Também alcançou
curas com diversos outros pedaços de vidro e metal.
Suspendeu essa forma de tratamento e afirmou que suas
curas se deviam ao "magnetismo animal", criando a
teoria de que essa substância era projetada do
curandeiro para o paciente.
O seu método de tratamento das doenças passou a
ser por hipnotismo, que passou por isso a ser chamado
de mesmerismo. Outros médicos disseram que suas curas
se deviam à sugestão e nada mais.
Todos esses grupos - psiquiatras, psicólogos,
osteopatas, quiropráticos, médicos e todas as igrejas
- utilizam o singular poder universal que existe no
subconsciente. Cada um pode sustentar que as curas se
devem à sua teoria. Mas o processo de todas as curas é
uma atitude mental positiva e definida, uma atitude
interior, uma maneira de pensar que, em suma, se chama
fé. A cura se deve a uma esperança confiante que atua
como uma poderosa sugestão sobre o subconsciente,
libertando o seu poder de curar.
Duas pessoas não se curam por poderes diferentes.
É verdade que cada uma pode possuir seu próprio método
ou teoria, mas há um único processo de cura, que é a
fé. Há um único poder de cura - o subconsciente.
Escolha a teoria e método que preferir. E pode ficar
descansado que, se tiver fé, alcançará os resultados
que desejar.
AS OPINIÕES DE PARACELSUS
Felipe Paracelsus, famoso alquimista e médico
suíço que viveu de 1493 a 1541, obteve grandes curas
em seus dias. Foi dos primeiros a afirmar o que é hoje
um fato científico óbvio, ao dizer: "Quer o objeto de
sua fé seja verdadeiro ou falso, os efeitos obtidos
serão os mesmos. Assim, se eu tiver fé na estátua de
São Pedro como deveria ter no próprio São Pedro em
pessoa, obterei os mesmos resultados que teria obtido
de São Pedro. Mas isto é superstição. A fé, contudo,
produz milagres; e quer seja falsa ou verdadeira,
produzirá sempre as mesmas maravilhas."
As ideias de Paracelsus também foram acolhidas no
século XVI por Pietro Pomponazzi, filósofo italiano
contemporâneo de Paracelsus, que disse: "Podemos
facilmente conceber os efeitos maravilhosos que a fé e
a imaginação podem produzir, especialmente quando
ambas as qualidades são intercambiadas entre os
pacientes e a pessoa que os influencia. As curas
atribuídas à influência de certas relíquias são o
efeito da imaginação e da fé.
Charlatães e filósofos sabem muito bem que, se os
ossos de um esqueleto qualquer forem colocados no
lugar dos ossos de um santo, o doente não deixará de
experimentar efeitos benéficos, se ele acreditar que
são as relíquias verdadeiras."
Portanto, se você acreditar nos ossos de um santo
para curá-lo ou se acreditar no poder terapêutico de
certas águas, obterá resultados graças à poderosa
sugestão feita ao seu subconsciente. É este último que
efetua a cura.