O camisa 9 Fred volta pro tricolor das Laranjeiras, sua casa.
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Nada mais animador pra uma torcida do que isso.
A exaltação vêm de forma natural, mas a diretoria tricolor não podia ter feito de uma maneira melhor.
O clube vem flertando com essa notícia há bastante tempo. E fez das dificuldades (as questões judiciais e a paralisação das atividades) uma situação de envolvimento total dos torcedores.
A vontade do presidente nunca foi escondida, mas enquanto havia complicações na justiça para andar com a negociação, geraram expectativa sobre o caso.
Ótimo pro clube: exposição na mídia, engajamento nas redes sociais e o Fluminense sendo notícia positiva em meio a dificuldades.
De forma inteligente, tanto o clube, quanto o próprio Fred, não cansaram de botar lenha na fogueira.
Mensagens subliminares nas redes sociais, "stories" do preparador com a camisa do fluminense, vídeo de aniversário pra filha do presidente com pedido de "presente especial pro papai”...
Estratégia perfeita: “Enquanto não podemos anunciar, vamos fazer isso ser o assunto.”
E assim foi.
O torcedor ficou ansioso, sofrendo... mas pra ser tricolor precisa sofrer mesmo. E nós até curtimos essa ideia. Ou, pelo menos, tivemos que aprender a conviver com ela ao longo da história.
E o anúncio finalmente chegou…
Não precisava sair como notícia bombástica. Todos sabiam que o retorno iria acontecer em algum momento.
E que retorno...
Envolvendo a torcida e aproveitando a principal emissora do país no horário tradicional do futebol para entrevista ao vivo com o craque.
Na camisa, “Sócio Futebol”: fica claro o impacto positivo que vai ser gerado nas receitas do clube - inclusive nesse momento sem jogos.
No discurso, o amor ao clube. Esse, meus amigos, é inexplicável.
O anúncio em meio ao jogo, trouxe toda aquela nostalgia e o sentimento de vitória a nós tricolores. E o título viria justamente dos pés do artilheiro.
Ótima forma de dar a noção de quanto o camisa nove pode ser importante pro clube. Isso ajuda a criar a imagem do Fred de 2020 como aquele de jogador de 2012.
Pouco importa se é ou não.
Ele está com oito anos a mais? Pouco importa também.
Falem o quanto quiserem. Não é questão de gols, de regularidade, de forma física…
É a idolatria. O amor recíproco entre ele e a torcida.
É a maior referência do clube nos últimos anos voltando pro lugar que nunca deveria ter saído.
Qualquer contestação é irrelevante: é um ídolo voltando (de bicicleta) pra casa.
Bruno Costa