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Adolescência Pouco Louca

By Dani Furlan

Last update Last week3 Min.

Qual filme marcou sua adolescência?
Eu tive experiências inesquecíveis com vários, mas "Sexta-Feira Muito Louca" é um dos mais importantes, por mais simples que seja. 
Para começar, o filme contava com um dos elementos principais para convencer o Dani adolescente a ver algo: Lindsay Lohan. 
A polêmica atriz de sucesso dos anos 2000 foi meu primeiro crush cinematográfico. Não lembro exatamente a justificativa pelo encanto, mas algo naquela padronizada jovem estilosa e divertida despertava minha atenção. Nessa época longínqua, eu tinha um ritual para ver filmes bem diferente daqueles que os jovens de hoje em dia estão acostumados.
Semanalmente, às sextas-feiras, eu ia até uma locadora de VHS e DVD com meus pais para escolhermos quais filmes assistiríamos no fim de semana.
Meus pais costumavam optar por dramas ou comédias dramáticas. Enquanto isso, eu sempre escolhia filmes de um dos gêneros abaixo:
- Aventura
- Ficção Científica
- Animação
- Lindsay Lohan
Pois é, Lindsay Lohan virou um gênero cinematográfico para o jovem Dani. 
Para minha sorte, ela emplacou diversos lançamentos, então quase toda semana eu tinha um filme protagonizado pela minha atriz favorita para assistir, mesmo que alguns fossem mais antigos. Porém, "Sexta-feira Muito Louca" foi o mais marcante. Disparado.
Além de contar com Lindsay, o longa-metragem de 2003 era sobre músicas, decepções amorosas e conflitos familiares. Confesso que minha relação com meus pais sempre foi muito boa, então o ponto dos conflitos familiares não me impactava muito. Contudo, eu já era obcecado por Rock and Roll e, como todo adolescente, já tinha minhas ilusões, meus exageros e minhas frustrações amorosas.  Inclusive, algumas bandas e músicas recorrentes nas minhas playlists de fossa (vulgo nos CD`s gravados no Nero) eu conheci no filme. 
"Sexta-Feira Muito Louca" era sobre uma jovem com o sonho de ser uma estrela do rock, algo com o qual o jovem Dani também sonhava. Eu fui um adolescente pouco louco, mas me identificava com Anna, uma protagonista que só queria tocar guitarra e ouvir pop punk enquanto sofria por paixões não correspondidas. Eu também era literalmente assim!
Personagens precisam criar conexões entre público e filme, e eu sou - até hoje -  extremamente conectado a esse saudoso longa adolescente da Disney. Arrepio até hoje ao ouvir os versos de "Take me Away" (Don't want to grow up, I want to get out, Hey, take me away). 
O filme me traz uma nostalgia deliciosa, de um tempo que não volta mais. Infelizmente e felizmente. Ao mesmo tempo, ele reforçou uma lição que aprendi com meus pais: entenda o lado do outro.
Ter empatia e compreensão é fundamental nos dias de hoje, e se você não teve alguém para lhe ensinar isso, tente aprender com seus filmes favoritos, pois eu tenho certeza que muitos deles também passam essa mensagem, assim como "Sexta-Feira Muito Louca". 
E se um dia você for criar personagens de filmes inesquecíveis como a Anna, lembre-se de que eles têm poderes de conexão e influência muito maiores do que você imagina. 
Afinal, histórias de cinema mudam as nossas histórias. 
"Sexta-Feira Muito Louca" mudou a minha!