Você, certamente, já recebeu inúmeros e decepcionantes nãos. Desde investidas amorosas a autossabotagem.
Você, certamente, já recebeu inúmeros e decepcionantes nãos. Desde investidas amorosas a autossabotagem.
Quantos nãos autoproclamados proferimos silenciosamente a cada novo passo? Medo é a desculpa usual, e ele, saudavelmente existe, mas o que prevalece é uma disputa entre o eu não experimentado com o eu que condicionamos a ser, aquele eu que já se deu mal e que, covardemente, acolhemos.
Solidificamos as experiências não vividas com certezas que criamos. Afinal, certezas não existem quando só usamos a negativa como régua da existência. Se não nos lançarmos mesmo com dúvidas o não se repete como vencedor contendo o novo e demais possibilidades de ser.
Escolho o sim de não saber de nada. Acolho meus erros como o preço que ainda não posso pagar. Quero chorar e dizer que vivo de licença poética. O meu não foi riscado. Eu digo sim mesmo pagando dobrado.
Convoco ciente do erro, descarto qualquer garantia, proponho uma verdade inventada como a que roubo de Clarice: Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido.
|
|
|
Nos afirmamos nos jogando na vida! |