Apesar da emoção das palavras seu tom era sólido como se ouvesse acabado de citar uma poesia qualquer seja daquelas que os professores nos obrigam a ler em dia de prova,logo antes de perguntar “quem é o sujeito da oração?” o tipo de pergunta que me
Sabe aquele grupinho de gente estranha que toda sala tem, eu e mais três amigos eramos essa turma, sempre rindo cantando ou repassando as fofocas e os acontecimentos das últimas semanas tal qual a Lady Whitledown, troca a polidez por deboche e lá estavamos nós.
Fora da sala de aula sempre nos apoiavamos, contavamos tudo uns aos outros, chegava a ser comprometedor, mas tinha uma pessoa em exprecífico, ele vivia entrando e saindo de relacionamentos, mesmo aqueles que duravam mais de seis meses pareciam-lhe muito penosos e dolorosos um dia enquanto trocavamos menssagens me confidenciou que seu relacionamento parecia vaziu.
-É duro quando você diz a alguém que algo te machuca mas a pessoa não liga e continua fazendo como se seus sentimetos não significasem nada.
Apesar das palavras doidas seu tom era sólido e calmo quase sem emoção como se houvesse acabado de citar uma poesia qualquer daquelas que os professores nos abrigam a ler em dia de prova logo antes de perguntar “quem é o sujeito da frase?” o tipo de pergunta que me deixava sem palavras assim como fiquei com a declaração de meu amigo.
Sempre o invejei por sua facilidade de falar sobre seus sentimetos, ouvi-lo falar era como ver a água de uma nascente desaquar no rio: fluido, sem deixar nada escapar ou pausar para respirar, mas as palavras nunca eram atropeladas cada uma tinha o seu tempo exato para nascer e morrer assim comos os peixes.
Já eu, um lago congelado a tempo de mais, só com furador de gelo, dai talvez alguma vida fosse revelada de jeito que me comprometeria até os ossos e me arrependeria logo que as palavras deixasem a minha boca.
Mas Henrique não era assim, e eu o invejava por isso
- Ahh tenho inveja de você, nuca se apaixona, só vive sua vida tranquila e sozinha queria ser assim aff – o audio choramingou
È isso, no fim das contas minha limitação aos olhos dele é um super poder, estou sozinha não é porque fujo das paixões como o diabo suspostamete correria da cruz, por puro medo, mas porque sou inteligente e racional de mais pra esse tipo de coisa.
Engraçado como o que falta em nós tem de sobra nos outros..
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Enquanto aos olhos de Henrique sou racional e independente de mais para me importar com os sentimetos alheios, aos meus ele é corajoso e desenvolto por falar de suas dores tão facilmente, sem nenhum arrependimento pelo menos não em público.
Parafraseando Fernado pessoa em seus tantos eterônimos.
Somos conhecisos por não levar uma porrada sequer Em frente aos outros não temos cido nada além de campeões em tudo
Longe de sermos perfeitos, ou de finjirmos ser algo que não somos, mas a vista das imperfeisões que é falcilmete vista por nós mesmos, torna impossível ver algo além do próprio ponto vista, assim como a árvore do lado de fora do ônibus está parada e não correndo, meu amigo em seu contexto de coração magoado e rendido a caras que não suprem suas expectativas inveja minhas habilidades de esquiva da vida ao mesmo tempo que aprecio sua vontade e amor a vida mesmo que ela seja dura com sigo.
Nessa valsa guiada pela inveja, a imperfeição é única que não sobra nem falta a nenhum de nós dois, e arrisco dizer, a ninguém.