Edward Younkins• Le Québécois Libre
Edward Younkins• Le Québécois Libre
|
|
|
A bandeira dos Estados Unidos da América hasteada ao lado da estátua de Thomas Jefferson, principal autor da Declaração de Independência dos EUA, localizada na cidade Jeffersonville, Indiana. |
Este é o capítulo final da série de textos traduzidos pela Free em que Edward Younkins apresenta uma análise sobre o relativismo cultural, sua evolução teórica ao longo do tempo e suas consequências.
Younkins também demonstra como os descendentes intelectuais dessa corrente contribuem para a fragmentação dos princípios que permitiram o desenvolvimento da razão científica, da ética e de sociedades mais livres no Ocidente e ao redor do mundo.
Hoje, muitos intelectuais afirmam que a herança cultural ocidental não é melhor (alguns dizem que é pior) do que outras culturas. Além disso, eles argumentam que não existem padrões objetivos que possam ser usados para avaliar o mérito ou demérito moral de várias culturas.
Na realidade, a superioridade da cultura ocidental pode ser objetivamente demonstrada quando as culturas são avaliadas com base no único padrão adequado para julgar uma sociedade ou cultura: até que ponto seus valores essenciais são a afirmação da vida ou da anti-vida.
A cultura pró-vida reconhece e honra a natureza do homem como um ser racional que precisa discernir e produzir as circunstâncias que sua sobrevivência e prosperidade exigem. Tal cultura promoveria a razão, a igualdade perante a lei, os direitos naturais do homem, a produtividade, a ciência e a tecnologia.
Tudo isso é refletido no principal exemplo desse tipo de cultura, a cultura ocidental. Nas sociedades mais livres do mundo há níveis de liberdade, oportunidade, saúde, riqueza, produtividade, inovação, satisfação, conforto e expectativa de vida sem precedentes na história.
|
|
|
Clarence Thomas é um dos mais emblemáticos juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos. Seu posicionamento é claro em defesa da igualdade e dos princípios presentes na Constituição Americana, documento derivado diretamente da tradição do liberalismo clássico, um dos pilares da cultura ocidental. |
- Em resumo
A civilização ocidental encara o indivíduo em seu melhor. Ela incorpora os valores que tornam possível a vida como um indivíduo - liberdade, razão, individualismo e direitos naturais do homem.
Na economia, floresce o sistema de livre-mercado, a busca da auto-suficiência e da auto-responsabilidade com base no livre arbítrio e na realização. Na política, a necessidade de um governo representativo republicano limitado e do Estado de Direito. Na linguagem, arte e literatura retrata-se o homem como eficaz no mundo. Capaz de produzir ciência e tecnologia, compreender as regras da lógica e a ideia de causalidade em um universo governado por leis naturais inteligíveis.
Esses valores, os valores da civilização ocidental, valem para todas as pessoas, abrangendo etnicidade, geografia e sexo.
Edward Younkins é professor de filosofia política e economia na Wheeling University e autor de obras como "Champions of Free Society" e "Flourishing and Happiness in a Free Society".
Capítulos anteriores: