Projetos, almoços e pessoas
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Projetos, almoços e pessoas

Uhu! Entramos no nosso 2º mês de newsletter. Já foram 4 semanas trazendo expondo aqui assuntos que a faculdade de direito não nos conta e algumas reflexões sobre a vida. Agradeço a cada um de vocês que tira alguns minutos para ler essas ideias meio m

Amanda Zeni Beinotti
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Uhu! Entramos no nosso 2º mês de newsletter. Já foram 4 semanas trazendo expondo aqui assuntos que a faculdade de direito não nos conta e algumas reflexões sobre a vida. Agradeço a cada um de vocês que tira alguns minutos para ler essas ideias meio malucas e compartilha comigo o feedback.

Espero estar ajudando de alguma forma com as palavras. Como sempre falo, é essencial saber o que vocês estão achando e o que mais querem ler aqui. O lema é servir bem para servir sempre.

Compartilho da ideia de Neil Peart quando diz que a inspiração sempre vem do mundo ao meu redor, motivada por um pensamento recorrente: “Como eu posso colocar isso em palavras?”. Essa tarefa nada fácil se torna um prazer quando se admira as experiências pelas quais vive, por mais difíceis que sejam.

O exercício de aprender e ter interesse em cada palavra, sorriso e situação ao redor é, sem sombra de dúvidas, um presente do universo.

Ainda assim, não é porque aprendemos com os erros dos outros que não precisamos ter os nossos. Podemos ouvir quantas histórias quisermos, ler quantos livros conseguirmos... Nada disso adianta se ficarmos trancados dentro do quarto. É preciso dar a cara a tapa e executar as ideias. As vezes levar uma bronca e perceber o erro. Sabendo que tudo isso faz parte do jogo – não existe sucesso sem execução.


É no almoço que aprendemos

Na semana passada fiquei alguns dias na praia na casa de um amigo da família. O ativo mais caro desse homem é a inteligência - e olha que não faltam matrículas registradas no CPF dele. Ouvi um pouco da sua história, desde quando começou no banco até ter uma das maiores lojas da região no seu setor. Ouvi um pouco das dificuldades pelas quais passou, o caminho percorrido, as motivações de algumas decisões e, principalmente, percebi o brilho no olhar e a alegria no sorriso quando começou a falar sobre os produtos que vende e como eles funcionam.

Também ouvi da boca do meu avô o que lhe fez começar a loja e se casar tendo uma casa construída, lá em 1969: “Eu tive coragem, Amanda”. Seu jeito contido, mas brincalhão reflete essa coragem. Até seus 75 anos, seguia construindo casas para vender, sem esbanjar ou ostentar, vivendo sua vida tranquila com a minha avó.

Nesses momentos de conversas, aprendia sobre compra e venda de imóveis, dissolução de sociedades, inovação na agricultura, consórcio, transportes... enfim.

Tive um clique e lembrei o motivo de eu gostar tanto de trabalhar presencialmente. É quando posso ir almoçar, tomar um café ou uma cerveja, ficar até mais tarde no escritório... ouvindo e trocando ideias com aqueles que considero ótimos profissionais. Na correria do dia a dia, poucas vezes conseguimos parar para conversar, ter acesso às estratégias de casos complicados ou até de gestão do escritório.

Aqui, existem duas situações.

two women sitting in the cafe chatting

Situação 01: você é convidado para almoçar ou tomar um café com o pessoal do seu trabalho e não vai porque tem muita coisa para fazer. Pense bem e reflita: essas tarefas podem ser entregues até mais tarde? Terá prejuízo? Consigo trabalhar um pouco mais amanhã?

Ah, Amanda, por que isso? Porque são nesses momentos que você conhece as pessoas, entende como pensam, conversam sobre outros assuntos e criam uma relação mais forte. Isso é interessante pelo fato em si e para o trabalho – você passa a entender melhor como se entender melhor com o outro, isto é, como pedir tarefas, tirar dúvidas – acredite, cada um tem o seu jeito. No escritório são 7 sócios e eu aprendi como pedir as coisas de 7 formas diferentes rs.

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Situação 02: você trabalha presencialmente e o time discute estratégias e fala no telefone no meio da sala. Ao invés de ver isso com maus olhos e se incomodar, por que não prestar atenção e até colaborar para aquela tarefa. As vezes você não sabe a técnica jurídica, mas pode ajudar na adaptação de uma apresentação ou planilha.

Com essas pequenas atitudes, você vai ganhando bagagem e aprendendo diariamente, eu garanto.

Resumindo: seja uma esponja.

Absorva todo o possível de cada uma das suas experiências ao invés de só olhar o lado negativo.


Pílula da reflexão

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Você já parou para pensar que existem bilhões de pessoas espalhadas por aí? Pessoas com famílias, rotinas, trabalhos, prazeres, eventos, compromissos, deveres, objetivos...

Desde que morei fora da primeira vez, em 2014-2015, percebi a grandeza desse mundo. Acho louco pensar. Alguns se preocupam em demasia com bens materiais, com a imagem e com cada detalhe do que fazem. Outros, não se preocupam at all.

Somos um grão de areia numa praia gigante. Ao mesmo tempo que não fazemos diferença nenhuma no mundo, fazemos toda. Se não tivéssemos cada um dos grãos, não teríamos praia, certo?

Cada um é importante e está de passagem. Estão todos nascendo, crescendo, criando suas vidas, viajando, trabalhando e se conectando de uma forma invisível e global.

Poderia seguir nessa linha por muito tempo... Paro por aqui e relembro como é louco pensar nisso de uma forma consciente.


🤷‍♀️ Eaí, o que achou? Esse conteúdo é para você. Precisa fazer sentido. O lema é Servir bem para servir sempre.

🤳 Mande seu feedback pelo meio que preferir. Deixo meu instagram, caso seja o mais fácil @mandazeni.

Valeu e até a próxima!

Amanda Zeni Beinotti.