J. R. R. Tolkien - Uma Biografia
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J. R. R. Tolkien - Uma Biografia

Olá leitores!

Igor Leão
3 min
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Olá leitores!

Minha primeira resenha desse ano é do livro “J. R. R.Tolkien – Uma Biografia”, de Humphey Carpenter, publicado pela Editora Harper Collins.

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É um livro essencial para quem é fã do autor e recomendada para quem quer conhecer o autor de obras consagradas e que se tornaram clássicos da literatura mundial.

Tolkien (1892-1973) criou e escreveu histórias que fazem parte de uma mitologia própria, que tomou quase toda a sua vida para ser construída. Um universo fantástico que teve seu reconhecimento iniciado com a publicação de “O Hobbit” e posteriormente “O senhor dos Anéis”, obras que logo se tornaram fenômenos mundiais, conquistando fãs em todas as partes do mundo e lançando o nome de Tolkien aos holofotes literários.

Ele, um professor já conhecido na Inglaterra, especificamente por seus trabalhos acadêmicos na área da Filologia em Oxford, dava aulas e palestrava sobre línguas, a sua grande paixão e o motivo principal que o levou à criação da Terra-Média, seus povos e origens, com o intuito primeiro de usar as línguas que criava.

Não entrarei em detalhes sobre sua vida para que os interessados em conhecer sua “história principal” possam assim fazer e sentirem a emoção que conhecer os percalços pelos quais esse autor passou antes de se tornar “O Senhor da Fantasia” como é chamado por muitos.

Sua história particular se mistura e se confunde com suas criações. Ele mesmo, muitas vezes se declarou um hobbit. Homem que gostava de uma boa refeição, muito vinho e uma boa conversa com amigos como C. S. Lewis e Charles Williams. Criador de clubes de conversa, leitura e debate, Tolkien terminou seus dias solitário, e descansou ao lado de sua amada Edith, sua eterna Lúthien, com quem teve quatro filhos, sendo o seu terceiro, Christopher Tolkien, o grande responsável em organizar a verdadeira grande obra e paixão de seu pai: O Silmarillion.

Sobre sua fé e seu trabalho como escritor, Tolkien, um católico fervoroso e praticante, certa vez, em uma conversa com C. S. Lewis, que se dizia ateu disse:

“E assim como a fala é uma invenção sobre objetos e ideias, assim também o mito é uma invenção sobre a verdade. Viemos de Deus e inevitavelmente os mitos que tecemos, apesar de conterem erros, refletem também um fragmento da verdadeira luz, da verdade eterna que está em Deus. De fato, apenas ao criar mitos, ao se tornar ‘subcriador’ e inventar histórias, é que o Homem pode se aproximar do estado de perfeição que conhecia antes da Queda. Nossos mitos podem ser mal orientados, mas se dirigem, ainda que vacilantes, para o porto verdadeiro, ao passo que o ‘progresso’ materialista conduz apenas a um enorme abismo e à Coroa de Ferro do poder do mal.”