Você sabe distinguir as roupas e as tendências de moda de cada década? Na newsletter de hoje daremos início a uma nova série aqui no canal sobre quais são essas diferenças e como identificá-las. Vem comigo!
Você sabe distinguir as roupas e as tendências de moda de cada década? Na newsletter de hoje daremos início a uma nova série aqui no canal sobre quais são essas diferenças e como identificá-las. Vem comigo! | ||
1920 | ||
Antes dos anos 20, a moda europeia era muito rígida: o formalismo não permitia a expressão própria. Com o fim da 1ª Guerra Mundial, os tecidos mais leves davam origem a modelos informais, que tiravam de cena os trajes luxuosos. Os espartilhos caíam em desuso e os vestidos soltos ganhavam espaço, principalmente os de seda. | ||
A silhueta tubular das roupas disfarçava as curvas: a mulher sensual era aquela sem seios com quadris pequenos. A atenção era voltada para os tornozelos. Os comprimentos menores e as calças ganharam o público feminino- graças a Coco Chanel. As roupas agora prezavam pelo conforto, facilitando os passos frenéticos de dança exigidos pelo charleston - ritmo que marcou a época. | ||
Os cortes de cabelo rompiam a ditadura do longo, trazendo a modernidade do curto. Na maquiagem, os olhos pretos esfumados e os batons vermelhos faziam um sucesso enorme entre as mulheres. Já em relação aos acessórios, os chapéus fedora, as boinas, os cardigans, os colares compridos e as bolsas com alça, novamente por mérito de Coco Chanel, dominavam a cena. | ||
No vestuário masculino, os paletós e as calças marcavam a cintura e transformavam o terno num item fundamental do guarda-roupa. Nas ocasiões informais, as jaquetas mais curtas eram a principal opção, tanto nos cenários urbanos como nos rural. | ||
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Dentre os estilistas mais reconhecidos da época estão: Jean Patou, Jacques Doucet e claro, Coco Chanel. | ||
1930 | ||
Com a crise de 29 a seda precisou ser substituída por materiais mais baratos, como o algodão e a casimira. A ousadia dos anos 20 entra em decadência, as curvas voltam a aparecer e o comprimento longo retorna à moda. Os tornozelos deixam de ser destaque para dar lugar às costas, que são evidenciadas pelos decotes traseiros profundos, especialmente nas roupas de festa. | ||
Visto que o corpo feminino é mais uma vez valorizado, os sutiãs começam a despontar, as saias na modelagem sereia e os espartilhos flexíveis surgem para moldar as silhuetas, mas de maneira mais elegante e natural. O colarinho no estilo colegial também chegava com toda a força e era uma adaptação da alfaiataria, feita pela Chanel - acho que já deu pra perceber o quanto ela impactou a indústria. | ||
Nos acessórios, as capas, os boleros e as luvas eram usadas tanto no inverno como no verão. Os chapéus, as anabelas e os óculos escuros se tornavam indispensáveis e, junto a eles, a calça boca de sino entrava em ascensão, às vezes acompanhada pela bainha inglesa (aquela virada para fora). | ||
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Para os homens, a inspiração vinha das produções cinematográficas na qual o smoking, a gravata borboleta, os sapatos de verniz e a cartola comandavam as telas. Outra tendência que crescia era o abotoamento duplo nos paletós e o toque militar, que influenciava a paleta de cores do vestuário, como os tons de verde musgo, além do bege e do amarelo. | ||
Grandes nomes da moda de 1930 foram: Elsa Schiaparelli, Madeleine Vionnet, Gabrielle (ou Coco) Chanel - por mais uma década - e Jeanne Lanvin. | ||
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