Entre os textos que já escrevi aqui, duas palavras sempre se destacam e aparecem constantemente: experiência do usuário. Esse termo é um dos mais utilizados nos últimos tempos nas áreas de tecnologia, produto, marketing e todos os outros depa...
Entre os textos que já escrevi aqui, duas palavras sempre se destacam e aparecem constantemente: experiência do usuário. Esse termo é um dos mais utilizados nos últimos tempos nas áreas de tecnologia, produto, marketing e todos os outros departamentos envolvidos com o produto. Mas por que esse foco? Simplesmente porque ele faz toda a diferença.
A experiência do usuários (User Experience - UX) vem ganhando forças a algum tempo, principalmente em empresas de tecnologia. Está cada vez mais comum ver empresas preocupadas e com times dedicados a melhorar tento a UX quando a UI (User Interface, interface do usuário). Nada mais é do que projetar experiências de uso encantadoras de forma a fidelizar e encantar o cliente.
Mas um ponto importante de destacar é o fato que UX não envolve apenas o design do produto e o desenvolvimento, é necessário acompanhar todas as etapas do cliente junto a empresa, desde o primeiro contato até a utilização.
Um ponto importante: toda empresa apresenta uma UX para seus clientes, a principal diferença é se ela é planejada para ser relevante ou não.
É muito diferente você acessar um site que já vem personalizado com as últimas pesquisas, as principais informações logo na primeira página, um formulário intuitivo e rápido de ser preenchido ou dar de cara com um site que não é responsivo, página demora para carregar, apresenta um formulário aparentemente infinito para começar a utilizar.
O ponto aqui é tentar entender de forma separada o usuário e a experiência. Assim fica mais fácil você entender as necessidades dos usuários e desenhar a experiência desejada para o seu produto, atendendo e superando a expectativa do consumidor.
Para isso, é necessário entender e aplicar os seguintes pilares:
1) Utilidade - O quanto o serviço/produto ofertado ao cliente é realmente útil? E quanto é melhor utilizar o seu produto do que os ofertados no mercado?
2) Facilidade de utilização - O produto é fácil e rápido de usar o produto para resolver o problema em relação a alternativas encontradas no mercado?
3) Sentimentos - O quanto é divertido, recompensador, prazeroso utilizar o seu produto? As pessoas ficam animadas ao utilizar e resolver os problemas?
Como apresentado anteriormente toda empresa possui um UX, ela querendo ou não. O ponto aqui está em como criar um UX de forma pró ativa e que agregue valor ao cliente.
Normalmente o profissional responsável pelo desenho de toda a experiência é o designer de UX, que parte do entendimento e pontos levantados sobre o desafio/problema a ser resolvido.
Claro que o desafio muda conforme a complexidade, podendo variar de toda a experiência de um produto que está sendo desenvolvido do zero ou pode ser de forma mais reduzida, como avaliar a experiência de pagamento de um delivery.
Normalmente o processo começa com o entendimento do que está querendo melhorar:
- Entrevistas com usuários reais de um determinado serviço
- Entrevista com o time da empresa, principalmente quem tem contato direto com o cliente (suporte)
- Comparação entre produtos já existentes no mercado ou que possam resolver de outra forma o mesmo problema
- Mapear as informações já coletadas tanto da empresa quanto do mercado sobre o problema que deseja ser solucionado
Após entender e avaliar os pontos levantados é necessário pensar em como solucionar os desafios. Diversas metodologias podem ser empregadas, mas para exemplificar segue alguns exemplos:
- A arquitetura das informações: representação visual de como as informações serão divididas pelo produto e mostradas ao usuário de forma a auxiliar a realização dos trabalhos desejados.
- Interação: representação visual de como as interações devem acontecer para deixar o fluxo mais simples e encantar o cliente.
- Fluxo das atividades: desenho de como as atividades serão realizadas para garantir a simplicidade de utilização
Ao coletar e analisar todos esses dados, é possível começar a desenhar o fluxo e experiência que queremos transmitir. Alguns dos modelos de representação são:
Wireframes - É a representação do esqueleto da solução que o usuário terá acesso. No caso de sites é a forma que os botões e conteúdos estão distribuídos pela página.
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Wireflows - Aqui é a representação do fluxo de uso dos usuários, a transição entre telas que guia o cliente até a proposta de valor desejada.
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Sitemaps - Já o objetivo dos sitemaps é dividir os diferentes pontos de contato do cliente em hierarquias.
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Lembre-se que a interface do usuários (UI) faz parte da experiência que a sua empresa fornece ao usuários, mas o UX não é só isso. É necessário pensar em todos os pontos de contato do sue cliente com a sua empresa, desde quando ele viu um amigo utilizando até quando ele já é seu cliente por anos.
Dicas ao estruturar o seu UX: