Em terras ermas, algo acontecia há algum tempo.
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Em terras ermas do ocidente
untadas pelo Sol, lá onde
em primavera não se esconde
mais a flor outrora nua,
árvores crescem no afluente
de um rio que em cuja garganta,
alegre, um tentilhão nos canta
a bela chegada da Lua.
Ela, tão nobre, ao ir em frente,
um véu de nuvens bem desmonta
e a compensar nublada afronta
as faias jorram joias brancas.
Seja a rama reluzente
esvoaçando ao bel dos ventos
tal cabelos em ornamentos
da donzela estranha à tantas.
Neste curso, persistente,
embora esteja ante o fim
dele, que mergulhou a mim
em um negror profundo e hostil;
lançado à fúria imponente
de toda parede dura
de montanha em hora escura
que se assoma como o frio.
E as sombras implacavelmente
vêm o Sol dissimular,
ao que após ondula o mar
de estrelas nos caminhos breus.
Nos céus em que Ele vê-se ausente,
um coração vê-se absorto,
mas não direi-lhe está morto!,
e nem às estrelas adeus!