Mais uma vez.
Recebi um vídeo que me deixou pensativo. Nele, estavam destacando as novas previsões do Micheal Burry, sobre uma crise iminente.
Espera aí, primeiro tenho que falar quem é esse compadre. Esse moço, foi aquele que previu a crise de 2008. Ele era gestor de um fundo e percebeu que a economia americana ia dar cagada. Ele entrou vendido (apostando na queda) e como resultado, quando fedeu tudo, ele ganhou muito dinheiro, enquanto a maioria quebrou. Fizeram até um filme. Chama “A Grande Aposta”. Se não viu, para de ler isso aqui e vai ver.
Voltando ao que importa.
Pois bem, o Burry andou falando que estamos pertos de outra cagada. Agora, ao invés das hipotecas, o que vai afundar o barco será uma “hiper-hiper-hiper inflação”.
Lá vai eu falar da tal da inflação mais uma vez. E volta o cão arrependido...
Vou ser rápido: Inflação é a perda do valor do dinheiro. Funciona mais ou menos assim: Se tem muito dinheiro espalhado, todo mundo tem poder de compra. Se todo mundo quer comprar, os preços irão subir. Vamos de exemplo. Se você é vendedor de “jipi renegueide” e sabe que muita gente quer (e pode) comprar... Claro que você vai subir os preços. Afinal, seja lá qual for o preço, os crossfiteiro vão comprar, mesmo. Doutra banda, quem antes pagava 50 conto no carro, agora vai ter que pagar 60,70,80.
Outra coisa pra saber: O que gera a desvalorização do dinheiro? A mesma coisa dos preços. Oferta e demanda. Se eu for pagar uma Coca Cola com um pouco de capim, a moça não vai aceitar. Tem capim por todo lugar. Por isso não vale nada. E daí?! A mesma coisa acontece com a moeda. Tem umas que estão virando capim e por isso, estão perdendo valor. E a perda do valor é o que mesmo?! INFLAÇÃO! Acertô miseravi.
Onde nasce esse problema? Nas impressoras. Isso mesmo. Os governos tem impressoras de dinheiro. E quando tem pepino, a saída mais fácil é imprimir dinheiro. Jogar mais grana no mercado. Aí começa o cheiro de inflação. Sempre foi assim.
O Brasil não pode imprimir mais moeda. Sabe o capim?! Pois é, o real é quase isso. Ninguém no mundo quer, porque não vale muita coisa. E, não vale muita coisa, porque ninguém quer. Entendeu?!
Lá nos EUA, a cantiga é diferente. Todo mundo quer dólar. Dividas trilionárias são tomadas em dólar, todo santo dia. Então, de certa maneira, há demanda pela moeda. E dá-lhe impressora ligada. Só essa semana o governo de lá anunciou que vai ajudar o povo e vai imprimir mais uma tonelada de dólar. Alias, mais de 20% de todos os dólares em circulação no mundo, foram impressos só em 2020. Chupa essa manga!!!
Tudo tem limite. É sobre isso que o Burry está alertando.
A pergunta que vale 1 milhão de dólares: Ele tá certo? Vai acontecer?!
Calma pururuca! Se não vai estourar. Respondendo... Vai saber?! Mas que tem fundamento, isso tem. Aguenta firme que está acabando. Anota aí:
Digamos que uma hora o limite de absorção do dólar chega. Lembre-se: Muito dinheiro circulando, muita gente comprando, investindo, gastando... Os preços começarão a subir. Pra tentar frear, a saída será o aumento dos juros. Juros aumentando, desestimula o consumo e investimentos. É aí que o mercado começa a derreter e pode ter reação em cadeia. Empresas quebrando é aumento de desemprego. E se o governo resolver ajudar, terá que imprimir mais dinheiro. Resumo, bola de neve. Destaco que, apesar de ser logico, esse é apenas um caminho possível. Pode ser que nada disso aconteça.
E o que eu acho? Sim. Penso que ele tem razão. Uma hora essa conta vai chegar pra ajustar as coisas. Quando e com qual proporção, é difícil saber.
Agora, uma coisa é interessante notar. Em 2008 e em outras crises, o ativo de segurança que todo mundo procurava quando o bicho pegava, era o ouro. O motivo é simples. O amarelinho é escasso e todo mundo quer.
Bora pensar... E agora, em uma próxima crise, será que há outro ativo escasso, sem rastreio, sem interferência do governo e que todo mundo quer?
Dica... Começa com B.
Sigo pessimista, mas comprado.
Malaquias. Digite ou cole seu texto bem aqui.