Quem tá caro? Quem tá barato? Quem tá no preço?
Quem tá caro? Quem tá barato? Quem tá no preço?
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De coração?! Não sei. Mas acho válida algumas reflexões. Senta que lá vem texto chato do véio doido:
Primeiro, esse negócio de tentar adivinhar preço justo, vai de encontro contra tudo que opero. Envolve previsão com uma dose de torcida e já falei trocentas vezes, eu só opero reagindo.
Para o longo prazo faço assim; Diversificação em setores, papéis de empresas que apresentam lucro líquido recorrente. Parou de dar lucro? "Istopo" a posição. Assim vivo com menos cabelos brancos.
Dessas pessoas que tentam pegar as distorções; isso aqui tá barato ou caro, me chama a atenção a Helô Cruz. Na minha opinião, é a que faz isso melhor (daqueles que aparecem em redes sociais).
Não é de hoje que empresas listadas não apresentam lucro nenhum e negociam com o búqui (livro, em inglês) nas alturas. Entregam resultados? Nem de longe.
"Ora, mas que expectativa é faz esse povo investir tanto dinheiro nessas empresas?"
Volto nisso daqui a pouco.
Vamos falar do bancos. O setor de bancos é o mais regulado da República. Não é atoa que gigantes gringos se deram mal aqui: HSBC, CITY BANK, pra citar alguns. A barreira de entrada é gigante!
- Ah! Mas e as fintéquis? E os bancos digitais? E o Nubank?
Primeiro ponto: Como um banco ganha grana? Além das tarifas e serviços, no ispredi bancário. Aqui é a mina de ouro. Síntese: Ele te paga CDI ou menos pra vc deixar a grana lá quietinha e empresta pra mim a 8%a.m no cheque especial. Negócio da china! Ah! O Bradesco, por exemplo, tem seguros, plano de saúde e mais um monte de investimentos em outras empresas.
Hoje, os bancos digitais e fintéquis não cobram tarifas nem serviços, ao contrário, eles até pagam pra que você utilize a rede de banco 24 horas, de graça. Ou seja, menos receita.
- Mas e o crédito? Eles também faturam emprestando grana!
Aí temos um probleminha. O tal do índice de Basiléia. Basiléia não é a esposa do Onofre. Resumão pra não ficar chato: Esse índice impede que o banco empreste mais do que X vezes o seu patrimônio. Pois é, os bancos menores (digitais) tem um crescimento limitadíssimo pra crescer com crédito.
Outro ponto: Se o Itaú, Bradesco e Santander, quiserem desalavancar e colocar grana (muita) em caixa, eles simplesmente fecham agências, demitem, vendem subsidiárias. Já os bancos digitais, ao contrário, precisam se alavancar cada dia mais pra crescer. Se o bicho pegar, eles vão tirar grana de onde?
Por fim, é o que objetivamente enxergo:
"Quem é maior, pode mais".
Ou seja, se um banco grandão quiser virar uma fintéqui ou banco digital, ele vira. Quiçá, ele compra. Olha o que o BTG tem feito. Tá igual a Creuza, comprando tudo. Já o contrário, encontra pedras no caminho, pelos motivos que falei. Na opinião desse véio bolseiro, o que esses bancos/fintéquis tem hoje, é "apenas" uma carteira de usuários. Que na sua maioria não traz lucro... Se o Inter resolver me cobrar Ted: ASTA LÁ VISTA BEIBI! (frase de um filme famoso).
Sobre as empresas de varejo, falo pouco. Setor que de perene não tem nada. Mar vermelho de sangue.
Vamos viajar na maionese: E se as lojas americanas fizerem fusão com via varejo? E se a Amazon compra todo mundo?
Ponderações, apenas ponderações...
Retomando sobre as empresas que não dão lucro e seguem recebendo dinheiro:
Tenho uma teoria, que não é minha, mas o palpite é:
A próxima grande bolha será das chamadas "istartapis". Se eu tiver certo, não esqueçam de mencionar isso quando acontecer.
- De onde tirou isso, véio caquético?
Olhei, percebi e estou "chutando".
Nas duas últimas crises, incluindo a do vírus do satanás, os bancos centrais imprimiram muito, mas muito dinheiro! Como todo sitiante sabe, muito dinheiro, os meios de produção não consegue vender pra todo mundo. Logo, preços lá em cima. Enfim, inflação!
Só que percebemos que a inflação está em níveis tímidos, quase imperceptíveis. Uai, tem ciência nesse trem. O que tá pegando?
Imprimiram grana. Isso é fato. Então tem muito dinheiro barato circulando. Mas onde?! Nos grandes fundos. Essa grana não está indo pra comprar produtos e sim pra investir bilhões em empresas.
Funciona assim: Eu invisto bilhões na Malaquias Corporation acreditando que ela é inovadora, disruptiva e blá blá blá. O onofre também jogou bilhões lá.
"Mas a Malaquias Corp. não dá lucro".
Não interessa! Uma hora vai...
E realmente o lucro do investidor vem, mais cedo ou mais tarde. Mas não dos serviços ou produtos, e sim, da venda da empresa pra outro que acredita que o negócio vai bombar. E assim, vamos assistindo bilhões e bilhões em empresas que não geram lucro e passam a ter valor de mercado lá na estratosfera.
Anota aí: Teremos a bolha das empresas que valem bilhões e não geram lucro nenhum. Isso vai estourar! É só um palpite. Mas é um palpite...
(Alô OGX! Aquele abraço)
Malaquias Silva.