Foram rótulos, umas trocas de farpas idiotas e dois caras que pensam radicalmente diferente dando exemplo do que nos tornamos na internet.
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Foram rótulos, umas trocas de farpas idiotas e dois caras que pensam radicalmente diferente dando exemplo do que nos tornamos na internet.
Então resolvemos dar o exemplo contrário. Ele topou me dar uma entrevista e eu não transformaria isso num debate, que não é a idéia do canal. Mas obviamente geraria momentos de enorme discordância.
A idéia? Que pessoas que pensam diferente podem e devem conversar e não mais manter essa burrice coletiva que vivemos e fazemos parte.
Eu não concordo com quase nada do que ele pensa, e vice versa, óbvio. Mas tem uma coisa que eu discordo mais do que qualquer idéia dele. A manipulação que prejudica pessoas por viés. Os rótulos criados.
Brigo contra isso desde 2011 onde fui vitima pela primeira vez. Hoje começou a rodar cortes editados de trechos mínimos de um debate amplo em segundos conforme convém pra quem fez a edição.
De que adianta duas pessoas se prestarem a conversar e argumentar por mais de uma hora para que os rótulos sejam distribuidos a troco de segundos e ostentados pelas bolhas?
Se há algo que desmotiva qualquer melhora é saber que não vamos ouvir, nem pensar. Mas tentar achar algo que nos dê razão e usar pra prejudicar o outro lado.
A descredibilização do mensageiro ao invés do contraponto a mensagem é a mais covarde das atitudes. E a mais comum hoje em dia.
Vocês não querem conteúdo. Não querem argumentos. Querem ter razão. E isso motiva a todos, inclusive caras como eu e o Tico a não mais querer argumentar.
Suicídio intelectual coletivo.
50 mil pessoas viram a entrevista completa. Outras 50 viram cortes. Milhões viram os cortes editados que rotulam a mim e a ele.
Esse é o Brasil que vivemos.
RicaPerrone