Ele encerrou a consulta com essa frase e saiu de cabeça erguida.
Ele encerrou a consulta com essa frase e saiu de cabeça erguida.
Fiquei pensando no que ele disse antes, o que culminou na citação, e claro, na citação em si, tão concisa e tão profunda.
O passado é o defunto, não há mais o que se fazer, não tem como ressuscita-lo. Certo? Certo.
Porém, morre também, quem fica muito tempo envolvido nos rituais de sepultamento.
Ora, se velo o morto, não vivo; velo o morto.
Se compro flores para o morto, levo flores para o morto, não vivo; compro flores para o morto, levo flores para o morto.
Se rezo a ladainha inteira para o morto, não vivo, rezo a ladainha...
Desenterro o morto, contemplo o morto, enterro o morto novamente, um ciclo repetitivo de um luto infindável.
Há ainda um aspecto intrigante na frase, ''deixem''.
Morrer para vida, para viver para o morto, é uma livre escolha
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Quanto a ele, decidiu viver!