A coragem do mosquito
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A coragem do mosquito

Thiago Cherem
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Infinitamente menor, indubitavelmente mais fraco e indiscutivelmente teimoso. Mesmo assim, o mosquito ousa enfrentar o homem.

Talvez para nós, ao contrário do mosquito, a coragem não seja uma questão de sobrevivência por si só - mas ela representa a maior virtude de todo ser humano que deixou um grande legado na terra.

Como disse o filósofo Nassim Taleb, “a coragem é a maior das virtudes, pois não há como fingi-la”. Coragem. Ou se tem, ou não se tem. É impossível clamar-se corajoso nas palavras. A prova da coragem é a ação.

A coragem é progresso. São os poucos corajosos que se permitem ir atrás dos seus sonhos que moldam nossas gerações. Aqueles que enfrentam o medo, seja para mudar de cidade em busca de uma vida melhor ou para começar um negócio inovador, são recompensados muito além das posses.

Ainda tomando emprestadas as palavras de Taleb, “se eu tivesse que descrever o ato virtuoso perfeito, seria o de assumir uma posição desconfortável - tal qual o discurso comum penaliza.”.

A coragem é o que nos permite, ao final da vida, morrer sem tantos arrependimentos.

Nos inspiremos nos mosquitos.