Fala-se muito que fracasso é aprendizado.
Infelizmente, “aprender” é a desculpa mais antiga que existe quando se fala em insucesso nos negócios. É o que a maioria das pessoas fala quando não obtém resultados ou atinge metas. Ao pegar um caminho errado, boa parte das pessoas prefere ir para casa com o falso consolo de ter aprendido uma lição valiosa.
Tenho uma forte crítica à cultura do fracasso, que o coloca como algo bom e virtuoso no mundo corporativo. Parece que há incentivos por parte de alguns falsos gurus para que as pessoas desejem fracassar a fim de obter a sensação de progresso. É insano acreditar que estamos nos preparando para fracassar em um negócio.
Como disse Eric Ries em A Startup Enxuta:
“Não se pode levar aprendizagem ao banco, ou oferta-la aos clientes.”
O que, de fato, aprendemos quando erramos?
Talvez, algo que não deva ser repetido, mas isso não necessariamente esclarece o que realmente deve ser feito da próxima vez para se ter progresso. O fracasso vem sendo inconsequentemente superestimado. A grande verdade é que não acredito que realmente haja grandes aprendizados através dele. Podemos até tirar boas lições de alguns erros que cometemos por aí, porém, não é nem um pouco saudável pensar que com isso nossas próximas ações serão melhor recompensadas.
Se você quebrar uma empresa em virtude de uma razão X, você pode quebrar a próxima por uma razão Y, mesmo que evite cometer X novamente.
Essa perspectiva deveria ser óbvia, pois a nossa própria evolução elucida a questão como um todo. A natureza não se atém a analisar os fracassos passados, mas em potencializar aquilo que verdadeiramente deu certo.
No fim das contas, o fracasso, como já disse Peter Thiel - fundador do PayPal - não é nem um pouco Darwiniano, e sim uma simples tragédia.