Lobisomem na Noite (2022) | Crítica
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Lobisomem na Noite (2022) | Crítica

Projeto que veio de forma tímida (pois creio que ninguém tava esperando ou realmente na ânsia do lançamento), Lobisomem na Noite é uma grata surpresa dos estúdios vermelhinho.

John
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Gael
Garcia Bernal em pôster de <i>Lobisomem na Noite</i> (2022)
Gael Garcia Bernal em pôster de Lobisomem na Noite (2022)

Projeto que veio de forma tímida (pois creio que ninguém tava esperando ou realmente na ânsia do lançamento), Lobisomem na Noite é uma grata surpresa dos estúdios vermelhinho.

Cena de <i>Lobisomem na Noite</i>&nbsp;(2022)
Cena de Lobisomem na Noite (2022)

Após a morte de um antigo e renomado caçador, um grupo de caçadores se reúnem numa noite para caçar um monstro que possui uma poderosa arma, a qual eles vão fazer de tudo para se tornarem donos dela.

Aqui a Marvel parece dar carta branca ao idealizador se divertir e projetar o filme da forma que imaginou e o resultado que temos é um absoluto sucesso. Idealizado e criado pelo grandioso Michael Giacchino, dono de trilhas sonoras como Jurassic World, a recente Trilogia do Homem Aranha, Thor: Amor e Trovão, Jojo Rabbit, Star Trek, Os IncríveisThe Batman, aqui o compositor estreia na cadeira do diretor e mostra que é extremamente competente. Sinceramente, aqui Giacchino tem um toque de direção melhor que muitos grandes diretores atuais. Inclusive o próprio Giacchino faz a trilha sonora do longa, que desperta os tons agonizantes que os antigos filmes de terror tinham.

Michael Giacchino, compositor, diretor e criador de <i>Lobisomem na Noite</i> (2022)
Michael Giacchino, compositor, diretor e criador de Lobisomem na Noite (2022)

Ao beber da fonte de filmes como Nosferatu (1922) e Drácula (1931), Lobisomem da Noite busca aquilo que esses filmes despertaram de tão impactantes no telespectador, seja pelo preto e branco do filme onde quem assiste fica com o seu subconsciente procurando construir como seria aquele mundo colorido ou por seguir o caminho do bizarro e do “creepy”, com criaturas caricaturas e muito assustadoras, como o próprio Nosferatu. Aqui, Giacchino busca replicar todo aquele sentimento de aversão e medo que nós temos ao encarar aqueles filmes antigos e bizarros em preto e branco dos anos 30/40 e ele acerta que é uma beleza nisso.

<i>Nosferatu</i> (1922)
Nosferatu (1922)

No tocante à trama, Lobisomem na Noite é simples, pois tem 55 minutos (contando com os créditos) para nos apresentar esse novo mundo da Marvel de caçadores, criaturas e de todo o bizarro que ainda não foi explorado. Aqui apresentam os caçadores, que não sabemos muito sobre eles mas tem suas peculiaridades, onde quem devemos prestar atenção e focar é no Jack, personagem do Gael Garcia Bernal, que interpreta um caçador misterioso e é o foco principal da trama. De resto, a história é levada pela magnitude do que assistimos e de toda a criação de objetos, mundo e materiais que vemos na trama.

Gael Garcia Bernal em pôster de&nbsp;<i>Lobisomem na Noite</i>&nbsp;(2022)
Gael Garcia Bernal em pôster de Lobisomem na Noite (2022)

Relembro que é de se apaixonar pela direção feita pelo Michael Giacchino. Além de criar todo esse mundo e os personagens, Giacchino consegue rememorar os filmes nas quais o longa se inspira e criar a tensão e o horror no espectador. Ele facilmente faz com que nós, aos assistirmos o longa, fiquemos querendo saber logo o que está acontecendo e o que está por vir nessa história.

Laura Donnelly em cena de <i>Lobisomem na Noite</i> (2022)
Laura Donnelly em cena de Lobisomem na Noite (2022)

No fim, Lobisomem na Noite é um baita acerto da Marvel ao deixar o diretor criar e dirigir a história da forma que ele quer. Tem boas nuances do horror dos anos de 1930, uma história simples mas com boas reviravoltas que faz o espectador entrar de cabeça no mundo criado. É o futuro da Marvel dando a liberdade criativa para seu criador e assim produzindo filmes e séries cada vez mais diferentes um dos outros. Seguindo pelo caminho dado a Lobisomem na Noite, o estúdio só tem a se beneficiar.

Nota: 8,3