Print On Demand e a venda de produtos que não existem (ainda)
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Print On Demand e a venda de produtos que não existem (ainda)

Vinicius Andrade
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Todos os dias, dezenas de milhares de pessoas criam produtos para vender a clientes em todo o mundo, produtos esses que não existem realmente (ainda). Esta é a ascensão do “pre-commerce”, ou seja, o conceito de entender a demanda antes da oferta.

E isso só está disponível graças ao POD (print on demand), um modelo de negócios onde um ‘vendedor’ pode projetar uma variedade de produtos (como camisetas, travesseiros, canecas, capas de telefone, etc.) e então compartilhar seu produto com um público (por exemplo, através de sua comunidade online ou direcionar o tráfego através de anúncios). Somente depois que o produto é comprado que ele será produzido e enviado ao cliente, através de um novo processo de produção, que vem para revolucionar também o lado industrial.

O modelo de negócios de “pre-commerce” não é reservado apenas para o POD, com produtos impressos. Algumas das maiores marcas do mundo também estão usando. No início deste ano, o fundador da Tesla, Elon Musk, alavancou sua enorme audiência de mídia social para gerar mais de 200.000 pré-encomendas para o seu mais recente modelo, o Model 3. Isso representou quase US$ 14 bilhões em vendas antes mesmo da fabricação do veículo.

Aqui vão então 5 dicas para vender produtos que ainda não existem

Tenha o foco no que o cliente quer

Dos milhares de produtos criados e lançados em diferentes plataformas de POD todos os dias os mais bem sucedidos são aqueles que foram cuidadosamente projetados com o potencial cliente em mente. Isso significa começar definindo a persona do cliente que você está tentando segmentar (quanto mais detalhes melhores), fazendo algumas perguntas para desenvolver um entendimento mais profundo de seu comprador-alvo:

  • Quais são os seus interesses, hobbies, crenças?
  • Como é a rotina diária deles?
  • Quais são suas marcas favoritas e o que pode ser aprendido de como elas se comercializam?
  • Onde eles vão para descobrir novos produtos?

Vale dar uma pesquisada na internet sobre "Buyer Personas" que você vai encontrar muitos conteúdos interessantes, como esse da Rock Content.

Mais vale a mensagem do que o design

Na maioria dos casos, a mensagem é a chave para converter os visitantes em compradores. Observe que estamos falando sobre a mensagem aqui, não necessariamente o design. É claro que a venda de designs bonitos é ideal, mas muitos pessoas não têm possuem recursos para investir em projetos de alta qualidade. Em vez disso, eles se concentram em encontrar as coisas pelas quais seus compradores são apaixonados e transformam isso em um design de sucesso (como frases que expressam o sentimento da persona).

Crie o Hype / Marketing FOMO

Esta é uma oportunidade real de ser criativo — sua capacidade de promover seu produto para o seu público é o que pode diferenciá-lo da concorrência. Muitos vendedores usam plataformas de anúncio, segmentando clientes por meio do Google, do Facebook, de anúncios no Instagram etc., e a publicidade certamente funciona quando você deseja exibir produtos para clientes em potencial.

No entanto, alguns dos vendedores mais bem-sucedidos são especialistas em criar ‘hype’ — da mesma forma que Elon, gotejando seus seguidores no lançamento do Model 3, o tempo todo criando uma sensação de FOMO (fear of missing out, em tradução para o português, medo de perder). Historicamente, isso é feito por meio de ofertas por tempo limitado, mas os consumidores são bastante experientes com essas táticas. Com isso em mente, queria apontar algumas maneiras mais inovadoras, talvez até radicais, de pensar sobre a criação de hype de produtos abaixo.

> Prova Social:

‘Ninguém quer ser o primeiro, mas todo mundo quer ser o segundo’. Se você criar um ambiente em que os compradores possam se sentir à vontade por alguém ter comprado esse produto, isso ajudará a aumentar a probabilidade de mais vendas. Importante, isso precisa ser feito de uma forma significativa e não através de avaliações falsas.

> Esgotado / Registre seu Interesse:

‘As pessoas querem o que não podem ter’. Muitas vezes, isso é considerado como o oposto do objetivo (se o objetivo é vender produtos), mas a criação de uma “fila” para produtos é, muitas vezes, um ótimo caminho para entender a demanda pelo produto e criar uma demanda de pessoas que querem pagar pelo seu produto.

> Somente por Indicação:

E se a única maneira de comprar um produto fosse se você fosse indicado por um amigo / alguém que já tenha comprado um? Embora isso possa parecer bastante radical, essa tática já está sendo empregada pesadamente em algumas indústrias (principalmente em eventos) e por algumas grandes marcas. No início deste ano, a Adidas lançou o ‘Glitch’, uma chuteira que só poderia ser comprada por meio de um aplicativo apenas para convidados.

Está tudo no detalhe

Na era digital, fornecer uma visão detalhada dos produtos é imperativo. Isso vai além dos tamanhos e cores e sim fornecer informações mais práticas sobre como o cliente irá interagir com o produto. Uma maneira rápida de entender que tipo de perguntas os clientes têm é ler as seções de revisão sobre produtos semelhantes e ver quais perguntas estão sendo feitas: lembre-se de agrupar os mais populares e respondê-los nas descrições de seus próprios produtos.

O cliente é rei — viva o rei!

Com a ascensão do e-commerce, a relação “comprador: vendedor” foi abalada. No mundo do comércio offline, o mantra de varejo era que o “cliente é o rei”, mas em ambientes online, o cliente pode facilmente ficar sem rosto e, em vez disso se tornar apenas um endereço de entrega. É imperativo que qualquer pessoa que venda online cuide cuidadosamente de sua base de clientes — recebendo feedback, resolvendo reclamações, ouvindo solicitações e, finalmente, fazendo de tudo para manter o cliente satisfeito.

Quer saber como vender através do POD?

Vinicius Andrade