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Rodgers precisará jogar em alto nível para aliviar problemas defensivos

By Antony Curti

Last update 3 weeks ago4 Min.

por Deivis Chiodini | @deivischiodini
Quem apenas olha para o placar de 35 a 17, imagina que o Green Bay Packers teve uma vitória tranquila sobre o Detroit Lions. Ledo engano: a partida foi mais equilibrada que parece. No terceiro quarto, Aaron Rodgers ligou o modo MVP e acabou com o jogo, mas até esse momento a partida era equilibrada e com boas chances para os Lions, o que não deixa de ser surpreendente, vide as aspirações de cada um na liga.
Depois do massacre sofrido na primeira semana, com a acachapante derrota de 38 a 3 para o New Orleans Saints, o ataque de Green Bay conseguiu dar a volta por cima, apesar de alguma falta de ritmo no primeiro tempo. Entretanto, a grande preocupação segue sendo do outro lado da bola. A defesa, entretanto, segue preocupando: sofrer contra o ataque dos Lions, após tomar 38 pontos de Jameis Winston não é bom sinal. O pior é que esse filme vem se repetindo nas últimas temporadas e o torcedor chega a arrepiar os cabelos pensando.
A escolha do coordenador foi controversa
Um nome que virou persona non-grata em Green Bay é Mike Pettine. Coordenador defensivo de 2018 a 2020, ele virou sinônimo de um treinador que nunca conseguiu tirar todo potencial da unidade. Em suas 3 temporadas, a defesa sempre foi inconsistente e sofreu apagões em jogos importantes, como na final da NFC de 2019, quando foi atropelada pelo jogo corrido do San Francisco 49ers. Sua dificuldade em fazer com que o time defendesse pelo chão e as excessivas coberturas em zona foram alvos de críticas, que resultaram na não-renovação de seu contrato.
Para seu lugar, chegou Joe Barry, que vinha trabalhando como assistente de Sean McVay e também treinando os linebackers no Los Angeles Rams. Claro que vir da melhor defesa de 2020 trouxe boas esperanças em torno do nome do novo coordenador. Todavia, quando se volta ao trabalho de Barry comandando defesas, nada é bom: em suas passagens por Detroit e Washington, suas unidades sempre estiveram entre as 5 que mais cederam jardas na temporada.
Montagem do elenco não é das melhores
Além de uma escolha duvidosa - a entrevista levou 14 horas, apesar de do head coach Matt LaFleur conhecer Barry do tempo que trabalharam juntos nos Rams -, outro ponto é a montagem do elenco: erros do passado seguem sendo repetidos e levam a resultados ruins. Um deles passa pela falta de auxílio a Kenny Clark no miolo da linha defensiva. Dean Lowry, Kingsley Keke e Tyler Lancaster são jogador no máximo sólidos.
Os linebackers também não impressionam e isso não vêm de hoje. De’Vondre Campbell foi contratado e tem seu valor, mas é pouco: falta profundidade no grupo e isso ficou evidente no jogo contra os Saints, quando Krys Barnes foi um dos piores jogadores em campo. Para seu lugar a alternativa seria Oren Burks, o famoso “trocar 6 por meia-dúzia”. 
Na secundária, o calouro Eric Stokes vem mostrando bom trabalho, mas Kevin King - que teve seu contrato renovado por uma temporada - segue bastante em campo e duas semanas são o suficiente para provar que movimento foi ruim: foram 6 passes na sua direção, 5 recepções e 133 jardas. Some isso a um pass rush vem sendo o mais frágil da NFL, com apenas 8% de pressões (pior marca da liga segundo o Pro Football Reference) e que perdeu Za’Darius Smith, seu melhor jogador, por pelo menos 3 semanas por uma lesão nas costas: está feita a tragédia.
É bom Aaron Rodgers deixar o modo MVP ligado o tempo todo: essa defesa vai precisar de um ataque que anote muitos pontos do outro lado para compensar.