Gabriel Ishida
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#217 A responsabilidade dos influenciadores digitais
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#217 A responsabilidade dos influenciadores digitais

Os influenciadores devem ser responsabilizados pelos anunciantes que divulgam?

Gabriel Ishida
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#TBT é a edição #195 sobre a venda de selos verificados no Instagram e X (antigo Twitter).

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A influenciadora italiana Chiara Ferragni foi multada pelo órgão italiano AGCM (Autoridade Italiana de Concorrência e Garantia do Mercado) em 1 milhão de euros por propaganda enganosa. A marca Balocco desenvolveu o doce típico pandoro em edição especial junto com a influenciadora e a publicidade dava a entender que se tratava de uma iniciativa de caridade, cujas vendas seriam revertidas para um hospital pediátrico (créditos a Wesley Muniz pela divulgação do caso).

Contudo, descobriu-se que o valor doado foi de apenas 50 mil euros e que as empresas da influenciadora faturaram mais de 1 milhão de euros com as vendas. Com esse caso, começou-se a levantar outras campanhas da influenciadora que tenham tido situação semelhante, como um com ovos de páscoa para crianças com autismo, cuja doação foi de 36 mil euros, mas o faturamento foi também de 1 milhão de euros.

Esse caso é mais um exemplo para abastecer uma discussão mais ampla sobre a responsabilidade dos influenciadores digitais com suas propagandas e produtos divulgados. No final do ano, tivemos a matéria no Fantástico sobre o site de apostas Blaze e os influenciadores que promovem a empresa. Muitos especialistas alegaram que esses influenciadores deveriam ter alguma parcela de responsabilidade sobre as fraudes cometidas pela empresa, porém, representantes de influenciadores ou agências defendem que não é possível prever que haverá problemas com as empresas anunciantes.

Lineup do Fyre Festival, outro caso de influenciadores digitais
Lineup do Fyre Festival, outro caso de influenciadores digitais

Outro caso emblemático foi o Fyre Festival em 2017, que inclusive virou documentário na Netflix (trailer abaixo). Diversos influenciadores digitais de grande popularidade (como Kendall Jenner, Bella Hadid e Bella Thorne) promoveram o evento e muitos nem sinalizaram que era uma publicidade.

O evento acabou sendo uma grande fraude, com centenas de pessoas enganadas pela organização, além do rastro de destruição e miséria deixado na ilha em Bahamas. Além das multas e processos contra os organizadores, alguns influenciadores também sofreram processos judiciais por conta da divulgação. Kendall Jenner inclusive foi condenada e ela citou em uma matéria que "você é procurado pelas pessoas, seja para promover ou ajudar ou o que quer que seja, e nunca sabe como essas coisas vão acontecer, às vezes é um risco”.

MINHA OPINIÃO: o principal argumento de que o influenciador digital não pode prever ou se responsabilizar pelos anunciantes que ele divulga é a comparação com o que um veículo de mídia anuncia nas propagandas. Por exemplo, a Globo não é responsabilizada se um anunciante de uma propaganda durante o Jornal Nacional for alvo de processo ou condenação.

Contudo, acho equivocada a comparação entre influenciador digital e um veículo de mídia. A comparação mais próxima seria com um(a) garoto(a) propaganda de um comercial, ou seja, a pessoa é responsável pela marca que ela autoriza sua imagem (um exemplo é a relação entre Tony Ramos e Friboi).

Não só olhar pelo lado da influência sobre a audiência, mas também a reputação: seria péssima uma imagem de influenciador que só se envolve em empresas com suspeita de fraude ou corrupção.


NOVIDADE DA SEMANA

Zeeng Talks no próximo dia 23/01

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Estarei no próximo Zeeng Talks com a Carol Zaine (VERT) e Eduardo Prange (Zeeng) para falar um pouco da cultura de dados no mercado. É uma satisfação enorme estar com esses dois profissionais para falar de um assunto que tem muito pano para manga.

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