não é nenhum segredo que david bowie é um dos meus artistas favoritos. de hunky dory à blackstar, sua música acompanhou momentos muito especiais na minha vida e seu trabalho visual é grande inspiração para mim.
não é nenhum segredo que david bowie é um dos meus artistas favoritos. de hunky dory à blackstar, sua música acompanhou momentos muito especiais na minha vida e seu trabalho visual é grande inspiração para mim.
imagine então a minha surpresa quando descobri que o brett morgen (um dos meus documentaristas favoritos) estava para lançar um filme sobre bowie?
é claro que assisti na estreia, numa experiência IMax e simplesmente tive que recomendar nessa newsletter.
moonage daydream (2022) é como se teletransportar para dentro da cabeça de um dos maiores artistas de todos os tempos. no início, um pouco confuso: pensamentos esparsos e questionamentos que à principio parecem desconexos mas que, com o desenrolar da trama, fazem todo o sentido.
o documentário não acontece de forma linear, porque o tempo de david bowie jamais funcionaria dessa forma. ao invés de utilizar uma abordagem explícita de linha do tempo (do nascimento à morte), ele conta a história de bowie através de temas e questionamentos que permearam momentos de sua vida como artista.
dessa forma, brett morgen nos permite conhecer o verdadeiro david bowie - um gênio multidisciplinar com grandes inquietações sobre a vida; alguém que não tem outra escolha senão expressar suas questões filosóficas através de arte.
um show de cores, experimentos visuais, viagens ao espaço e ao subconsciente, moonage daydream surpreende e emociona; é uma fantástica aventura em homenagem ao artista que inspirou - e continua a inspirar - gerações.
o filme ainda está nos cinemas, se você tiver como, vale muito a pena conferir!
⭐️ uma indicação bônus
se você ainda não conhece a cinematografia de brett morgen, recomendo muito que assistam kurt cobain: montage of heck (2015). esse documentário é tão eletrizante quanto a jornada de moonage daydream, no entanto é completamente diferente na estética e estrutura narrativa - é o próprio reflexo de quem foi kurt cobain.
a gente se vê na próxima news!
um beijo,
isa.