Sim, lá vem eu com papo de Inteligência Artificial novamente... Mas desta vez, vou falar de uma coisa que você realmente quer saber: o ChatGPT vai acabar com os empregos de quem cria conteúdo?
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Sim, lá vem eu com papo de Inteligência Artificial novamente... Mas desta vez, vou falar de uma coisa que você realmente quer saber: o ChatGPT vai acabar com os empregos de quem cria conteúdo?
Mas, embora o sucesso recente da ferramenta da OpenAI tenha aberto os portões do uso de IA em conteúdo, é importante levar em conta que esse movimento já vem crescendo há pelo menos 4 anos. Muitas empresas já embarcaram nessa.
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A Associated Press foi uma das primeiras fontes de notícia a investir em IA. Desde 2014, tem uma área inteira dedicada a criação de conteúdo por robôs. A tecnologia também é usada para desenhar estratégias de comunicação, reunir notícias e distribuir. São produções simples e nada é publicado sem que seja aprovado por um editor humano. Parece um limite razoável, certo?
Não para a CNET.
Na última semana, rolou uma polêmica quando a internet descobriu que o site de tecnologia vinha publicando artigos inteiros escritos por robôs há meses. E, ao contrário da AP, os textos eram bem complexos, publicados na seção de finanças sob a assinatura "CNET Money Staff". Mais uma vez, humanos cuidavam da edição e checagem... Mas a qualidade dos textos foi bem questionada.
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Primeiramente, vamos ter clareza em uma coisa: usar IA para desenvolver textos jornalísticos é bem irresponsável. Literalmente. A ideia de um jornalista enquanto autor (acompanhado por outros jornalistas editores e redatores) tem uma função primária fundamental de responsabilização. Não dá para fazer isso com um ChatGPT da vida.
Porém, a IA pode servir muito bem para agregar informações, refinar padrões e até mesmo trabalhar versões de textos a partir de apurações feitas por pessoas.
Como falei na semana passada, tenho a Inteligência Artificial como uma das minhas estratégias para 2023. E já venho usando bastante nos últimos meses. Nisso, tenho encontrado problemas. E quero destacar os 2 principais aqui.
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Esse é apontado pelos estudiosos da área, assim como pelo Washington Post: a IA erra com convicção. Ela é capaz de entregar sentenças complexas, com dados e afirmações muito convincentes. Mas que, após uma checagem, se revelam completamente erradas.
Não canso de lembrar: o índice de confiança das pessoas está historicamente baixo e esse mar de fake news em que vivemos já é grave o suficiente sem precisar do adicional de informação errada sendo disseminada por máquinas.
Marcas que fazem conteúdo tem a responsabilidade de lidar com esse risco e não apenas terceirizar.
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Máquinas não são pessoas. E sei que estou escrevendo o óbvio, mas apenas depois de ler diversas sugestões de textos criados pelo ChatGPT e exercitando comparações entre artigos criados pela máquina e outros, feitos por humanos, posso dizer que é bem óbvio que o texto artificial é carregado de artificialidade.
A IA não descobre coisas. Ela não se empolga. Ela não se surpreende... Consequentemente, os textos criados por ela também não conseguem transmitir isso.
E qualquer pessoa que já passou raiva em uma ligação para um SAC implorando para falar com um ser humano de verdade ao invés de um robô amigável sabe: contato humano às vezes é mais importante do que a rapidez de uma resposta.
Enfim, um texto publicado na The Drum na última semana resume bem o dilema. Não há como escapar da chegada da Inteligência Artificial na criação de conteúdo e isso é bom! Mas é importante saber se adaptar a esta nova realidade ao mesmo tempo em que a gente garante que ela não vá tornar tudo o que a gente construiu em uma versão piorada.
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Ou, nas palavras do músico Nick Cave em resposta a uma "letra de música no estilo Nick Cave" criada pelo ChatGPT:
"Algoritmos não sofrem. Dados não sentem. O ChatGPT não tem um ser interior, não foi a lugar nenhum, não enfrentou nada, não teve a audácia de atingir além de suas limitações, portanto não tem a capacidade de viver uma experiência transcendental compartilhada, por não ter limitações sobre as quais transcender. O papel melancólico do ChatGPT é estar destinado a imitar e nunca poder ter uma autêntica experiência humana."
Ou seja: para continuar criando conteúdo em um mundo de IA, o segredo é ser cada vez mais humano. Bom pra nós.
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Qual o volume de buscas de desktop no Google que não rende nenhum clique — ou seja, a pessoa busca, mas não clica em nenhum link dos resultados?
A. 10%
B. 15%
C. 25%
d. 30%
Resposta no final da news!
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Um gráfico pra você pensar…
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As principais novidades e tendências do mundo do conteúdo.
A Forbes publicou uma lista de dicas para manter o tom de marca alinhado mesmo com conteúdos publicados por terceiros (ou frilas). Uma preocupação real e importante que só depende de alinhamento para não dar ruim. Você confere todas as 15 dicas aqui, mas eu selecionei as mais importantes:
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Dá até gosto de ver a quantidade de novidades que o YouTube tem colocado no ar nos últimos meses. As mais recentes têm impacto direto na nossa vida de criação de conteúdo: uma atualização do Analytics agora permite ver a aquisição de assinantes por diferentes tipos de formatos. A visualização de resultados por tipo de conteúdo também ficou disponível na versão mobile. E talvez a principal mudança está no Shorts, que agora permite uma thumb "personalizada" (atenção às aspas), que pode ser escolhida a partir de um frame do vídeo publicado. Uma boa solução enquanto a versão personalizável de verdade não chega.
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Silenciosamente, o Google removeu os embeds de podcast da página de resultados. Antes, sites que contavam com programas de áudio no Google Podcasts podiam ser ouvidos direto da SERP — o que também contava como um clique e uma audição. Agora, não mais. A função estava disponível desde 2019 e fazia parte da estratégia da empresa para crescer no consumo do formato. Um representante confirmou que a retirada foi intencional, mas não deu mais detalhes. Porém, reforçou que o serviço de podcasts da empresa segue firme e forte, assim como seu programa de incentivo para creators.
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Mentira... Mas um estudo recente revelou que, sim, a promessa de que um conteúdo só poderá ser visto uma única vez aumenta o engajamento com ele. Pense no efeito Snapchat e suas fotos que sumiam depois de serem vistas. Segundo o professor Uri Barnea, no Journal of Marketing Research, o aviso de que um vídeo só poderia ser visto uma vez fez o público voluntariamente assistir por mais tempo, entender melhor seu conteúdo e lembrar dele com mais clareza. Ou seja, dá para usar isso como estratégia de engajamento. O risco? Segundo Barnea, isso também aumenta a possibilidade de que o público lembre negativamente do conteúdo, já que seu foco estará maior. Ou seja, se vai fazer, faça com conteúdo bom!
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Do Marketoonist:
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- Você descobriu como a IA vai impactar nosso negócio?
- Estou trabalhando nisso.
(Busca no ChatGPT: Como a IA vai impactar nosso negócio?)
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Então se inspire aqui nesse exemplão de conteúdo.
A DuckDuckGo é uma ferramenta de busca concorrente direta do Google. Seu grande diferencial e posicionamento está na privacidade: seus criadores se orgulham em não espiar o que você faz, nem mapear seu comportamento. Eles também defendem que os resultados da busca devem refletir o que você realmente precisa. De olho nisso, eles desenvolveram uma pesquisa científica real-oficial sobre como o Google cria um "efeito bolha" que influencia diretamente o que você vê como resultado de busca. E como isso, aliado à questão da privacidade, é ruim para as pessoas. Tudo isso foi reunido em um simples e bem elaborado post que, apesar de já ter mais de 4 anos, ainda é bem efetivo. Uma lição de como alfinaetar a concorrência, mas com muito amparo em fatos.
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Links rápidos para leituras demoradas.
• O Facebook ainda funciona! E aqui as dicas para postar bem por lá em 2023.
• Que tistreza... Twitter está pensando em vender usernames para fazer uma grana extra.
• 30 estatísticas de marketing de conteúdo que você precisa saber!
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Opção C. 25%. Mais precisamente, 25,6% das buscas feitas via desktop não geram nenhum clique. Segundo pesquisa da SEMrush, a maior parte dos casos acontece pois o usuário não encontra nenhum resultado satisfatório e refaz a busca com novas palavras. Como você pode tirar proveito disso? Conteúdos que respondam a dúvida rapidamente, mas também aprofundem.
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