RECHEIO - O Google me contou...
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RECHEIO - O Google me contou...

Alberto Cataldi
8 min
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#️⃣ Edição 52
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Trago novidades direto do Google.

Semana passada, estive no Search Central Live, evento do Google para estreitar relações e contar um pouco das novidades para quem produz conteúdo (e quer ranquear). 

Apesar de compacto, o encontro revelou uma série de dados bem legais que eu logo pensei “rende uma RECHEIO!”. O clima mais intimista também deixou os palestrantes (todos representantes de áreas da empresa) bem à vontade para dar opiniões e informações que, confesso, não tinha visto em outras apresentações recentes da empresa.

Então vamos lá para algumas dicas úteis para você (e pra mim):

Pensar nos conteúdos de ranqueamento a longo prazo é bom, mas quem surfa nas novidades tende a ter resultados mais rapidamente. Afinal, 15% das buscas feitas no Google são inéditas, ou seja, são termos que nunca tinham sido buscados. Seja para notícias, algo novo que surgiu ou para entender um acontecimento do mundo, a audiência corre para lá atrás de uma resposta.

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A experiência do Google tem ficado cada vez mais visual. Isso é um reflexo direto da expectativa do público (jovem) da ferramenta de busca. Ter muitas fotos, galerias, gráficos e vídeos nas suas páginas certamente vão ajudar seus resultados na SERP, além de criar uma experiência mais recompensadora para a audiência. Falando nisso…

O Search Console passou por uma reformulação pesada na semana passada. Entre os destaques, o meu preferido é o Relatório de Indexação de Páginas de Vídeo, que mostra as páginas do seu site que tenham vídeo e estejam (ou não) sendo indexadas. Caso algo esteja errado, ele aponta as melhorias a serem feitas. Isso pode ser um diferencial imenso na hora de subir no ranking.

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A ferramenta também liberou a exportação de dados em massa, ou seja, agora você tem acesso a infinitas quantidades de linhas de dados das indexações que o Google faz das suas páginas. Para analisar ou arquivar, é muito útil.

No evento, eu também descobri o poder das buscas relacionadas. Sim, aquelas que aparecem como sugestão no fim das páginas de resultados – ou enquanto as pessoas ainda estão digitando. Elas são um resultado direto do que as pessoas relacionam com o tema da busca e ajudam a refinar o interesse. E rendem muitos cliques! Na maioria dos casos, mais do que o clique na segunda página. Vale muito a pena ver as buscas relacionadas dos temas que você quer ranquear e produzir conteúdo pensando nelas também (é claro, com informação e variedade de imagens).

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Áudio! Sim, ele impacta na busca. Se sua página tem um podcast embedado (inclusive distribuído pelo Google Podcasts) ele pode aparecer bem. É um sinal de que seu site se aprofunda nos temas e tem variedade. Faça com frequência, mas garanta que tem utilidade e não é apenas um caça-plays.

No geral, foi isso.

Mas vou aproveitar para encerrar com uma resposta que eu sempre quis ter e nunca tive. Afinal, como o ranqueamento de uma página do Google acontece? Bem, segundo o próprio Google… 

Ninguém sabe.

Ou quase isso. São diversos departamentos e setores dedicados a estruturar milhares de fatores e soluções para a experiência do usuário. Essas coisas não acontecem da forma altamente integrada que a gente imagina. Logo, não existe 1 pessoa ou departamento que saiba tudo o que influencia diretamente no ranqueamento. É uma união de fatores de diversas ações tomadas em várias áreas da empresa.

Mas uma coisa é clara: o foco é sempre atender a expectativa do usuário. Esse e o norte de todas as decisões e, por isso mesmo, também deve ser o seu na hora de criar seu conteúdo. Não tem como não dar certo.

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TESTE RÁPIDO

Quanto tempo, em média, uma pessoa no Brasil assiste TV antes de mudar de canal?

A. 12 minutos

B. 27 minutos

C. 43 minutos

D. 58 minutos

Resposta no final da news!

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RECHEADA DE INFORMAÇÃO

Um gráfico pra você pensar…

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TÁ QUENTINHO

As principais novidades e tendências do mundo do conteúdo.

Inteligência Artificial no Google Docs

Parece que nunca mais eu vou parar de falar de Inteligência Artificial por aqui. Agora foi o Google que mostrou uma grande novidade, com uso da tecnologia nas ferramentas do Workspace. Tanto no Google Docs quando no Gmail, vai ser possível criar um texto do zero com sugestões de IA. Pode ser uma vaga de emprego, um e-mail formal de trabalho, uma resposta elaborada, um post para blog, uma legenda para social... Basta clicar no botão "Me ajude a escrever" e indicar quais são os temas e gêneros para o texto. O serviço já está sendo testado por alguns usuários e deve invadir a plataforma em breve. Um das principais apostas da empresa é que a tecnologia potencialize a colaboração remota, um dos grandes trunfos do Workspace em relação aos concorrentes.

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Facilitando a conversa no LinkedIn

Quem também trouxe a Inteligência Artificial para colaborar foi o LinkedIn. O novo formato Collaborative Articles funciona como um post publicado pela própria plataforma em seus perfis oficiais. Mas ele usa a IA para identificar especialistas daquele tema e oferece que eles colaborem. Dessa maneira, o conteúdo vai sendo escrito a muitas mão e sempre atualizado pelas pessoas convidadas. A ideia parece muito boa e tem tudo a ver com o princípio da rede social em formar autoridades a partir de suas experiências profissionais. No feed, esses conteúdos vão aparecer com destaque especial. Segundo a empresa, a ideia é facilitar o início de conversas. O lançamento oficial foi semana passada, mas ainda não vi aparecer na minha timeline...

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Spotify com cara de TikTok

O Spotify investiu pesado em uma reformulação drástica de sua experiência de usuário. Agora sua home tem toda a cara de um TikTok, com música, audiobooks, podcasts e, mais importante, vídeos. Se a plataforma de streaming já mirava no YouTube como concorrente, agora ela tira aprendizados do app social para tentar aumentar o engajamento de quem usa. Segundo Daniel Ek, CEO da empresa, o foco é na descoberta de conteúdos — um ponto que sempre foi grande trunfo para o app. Inclusive, ao fim de um podcast, o Spotify já vai sugerir o play em um novo de gênero parecido. Ou seja, mais chances do seu podcast ser descoberto e ganhar engajamento. Vale estudar os formatos que vão aparecer por lá, incluindo trechos de 30 segundos de tela cheia e cortes.

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Nova rede social da Meta

E não se fala em outra coisa: a Meta está trabalhando em uma nova rede social descentralizada baseada em texto. A ideia não é nova, em várias edições recentes da RECHEIO eu comentei de iniciativas como o Post e o Artifact. A diferença é que a empresa do Zuck já conta com duas marcas de sucesso no setor — Facebook e Instagram — e investir em uma nova pode ter um impacto imenso. O princípio da descentralização já é usado com sucesso pelo Mastodon, a rede concorrente do Twitter. Mas ainda não é bem difundida para a grande massa da internet. Com tanta incerteza sobre o futuro das redes sociais em geral, não me surpreende que a Meta chegue (novamente) atrasada na conversa. Talvez até demais...

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É CASE QUE VOCÊ QUER, @?

Então se inspire aqui nesse exemplão de conteúdo.

O Etsy é um site de comércio eletrônico para pessoas venderem suas próprias criações. A maioria dos produtos por lá é artesanal ou tem aquele ar de exclusividade, vendido direto por quem faz. Logo, ele depende muito do fator "descoberta" para gerar interesse. E o blog da empresa ajuda isso a acontecer. Como um grande fomentador de tendências, os conteúdos exploram aquilo que as pessoas estão buscando e comprando, criando listas de ideias para decoração, moda, acessórios e presentes. Tem um clima meio "revista dos anos 90" e talvez por isso mesmo dê certo. Algo para ler e descobrir de um jeito mais curadoria do que o Pinterest. Inspiração fundamental para quem faz conteúdo para e-commerce.

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CHORRINDO

Esse é da @kaleighf

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Por trás de todo conteúdo ruim, tem um executivo que pediu por ele.

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BOCADITOS

Links rápidos para leituras demoradas.

Curso do Twitter em 8 partes para criar um vídeo "impulável".

Como uma rede social morre?

Spotify e YouTube querem que uma IA façam playlists pra você.

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Resultado do teste rápido

Opção C. 43 minutos. Isso em 2022. E o tempo tem aumentado, pois eram 36 minutos em 2021. A razão é que as pessoas tem mudado cada vez menos de canal ao assistir TV. Tem mais dados na pesquisa recente da Kantar IBOPE Mídia.

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Obrigado pela leitura!

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Por Alberto Cataldi, head estrategista de conteúdo e jornalista. Me segue lá no Linkedinho que também compartilho coisas deste universo (e memes).

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