Creators, vírgula!
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Maldição do Conhecimento
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Maldição do Conhecimento

Já te explicaram algo complexo e você ficou com vergonha de dizer que não entendeu? Provavelmente a pessoa que explicou sofria da Maldição do Conhecimento.

Echoa | The Creator's Land
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<i>Ronaldo Raposo e Echoa.</i>
Ronaldo Raposo e Echoa.

Toda terça-feira, às 21h, lançamos a nossa News -- ou metade dela. Isso porque, na terça, vamos abordar um assunto, e toda quinta-feira, no mesmo horário de sempre, vamos discutir sobre ele -- e não estarei sozinho! Na companhia de especialistas e embaixadores da Echoa, você vai encontrar uma news novinha em folha com a opinião de quem sabe.

Tá bom pra vocês, creators? Epa, creators, vírgula!


"A ignorância é uma dádiva". Quem já ouviu essa? Apesar de parecer não fazer muito sentido, ela tem um significado tremendo: quanto mais a gente sabe, mais a gente passa a ter noção das coisas -- e, cá entre nós, ter noção da realidade às vezes assusta.

Dos mesmos criadores dessa frase, vem aí: a maldição do conhecimento. A maldição do conhecimento é um viés cognitivo em que, durante a comunicação, o emissor assume que o outro já tem um conhecimento prévio sobre determinado assunto -- o que pode desencadear uma falta de entendimento na recepção da mensagem.

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Ou seja, é o que acontece quando você comunica uma mensagem utilizando termos técnicos ou jargões que são comumente usados apenas no seu grupo de pessoas ou em um determinado nicho. Sabe aqueles OKRs definidos na call pelo PO pra essa quarter que demandam um budget imenso pra squad? Se você entendeu, saiba que nem todos pegam a mensagem, rsrs.

E, acredite, passar pela experiência de se dedicar ao máximo para entender uma determinada informação é muito ruim, principalmente quando você, de fato, gostaria de saber. A maldição do conhecimento acontece quando o alto grau de familiaridade de um profissional com um tema específico interfere na maneira com que ele se expressa sobre o tema.

Em resumo, a maldição do conhecimento coloca que quanto maior o conhecimento sobre um tema, menor a capacidade de disseminar o assunto de forma satisfatória.

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Quanto tratamos de Web3, é latente a dificuldade que muitas pessoas têm de transmitir conhecimento a respeito de um tema com os quais estão familiarizados. Isso não somente prejudica a comunicação interna como pode colocar uma enorme barreira para aqueles que desejam imergir nesse mundo.

Não somente para a Web3 -- imagine qualquer assunto que você tenha interesse em aprender. Mas, colocando a Web3 no foco dessa Newsletter, suponha que você vai trocar uma ideia com alguém para aprender mais sobre isso. Se você já leu as edições anteriores, sabe que existem conceitos basilares para se familiarizar com essa mundo.

Agora, pense que você não conhece nada, e que esse amigo, ao explicar, assume que você compreende o que é Blockchain, criptoativos, NFTs e Metaverso. Bom, qualquer informação que vier dele baseada nesses conceitos não vai ser passada com clareza. E o efeito pode ser bem devastador: o sentimento de "será que eu sou tão burro assim que não consigo entender?"

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E, acredite, gerar essa sensação em alguém é uma das piores coisas que você pode fazer com o próximo. Por isso, independente da sua paixão por um assunto ou do seu nível de domínio sobre ele, lembre-se das seguintes dicas:

  • Ao falar sobre qualquer assunto, primeiro mapeie os conceitos e as bases teóricas que você entende serem necessários para começar o diálogo. Parece algo simples e elementar, e de fato é. Se você quer explicar a desigualdade no Brasil, por exemplo, precisa retroceder na história do país, destacando os pontos de virada que anexaram esse problema. Esse tipo de revisitação teórica funciona para tudo!
  • Trabalhe com exemplos e situações cotidianas para facilitar a compreensão de algo mais intangível. Não é fácil ensinar, mas existem recursos excelentes para isso, como a livre-associação. O que a Dua Lipa tem a dizer sobre NFTs? Aqui, pra nós, muita coisa! Dá uma olhada nessa edição
  • Se você está explicando um assunto que tem familiaridade, provavelmente você gosta do tema. Por isso, apaixone, não assuste. Biologia pode ser apavorante, como foi pra mim no terceiro ano do ensino médio. E ela teria sido muito pior se meu professor não fosse completamente apaixonado pela área, e usava até feijão pra ensinar. 
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O conhecimento pode ser devastador, mas é muito bom tê-lo; a partir dele, somos municiados de criticidade para avaliar os fatos que ocorrem ao nosso redor a partir das nossas opiniões -- e isso é transformador, além de muito poderoso. 

Tenha paciência! Conhecimento precisa ser passado para frente. Se você já ficou com vergonha de falar pra alguém que não entendeu determinado assunto que ela estava explicando, é possível que a forma com a qual a pessoa ensinou foi baseada em premissas de um conhecimento prévio seu -- o qual não era verdade --, o que até te intimidou de não saber. Não seja essa pessoa!


🧝🏼‍♀️ Sophia disse...

... que antes de explicarmos, precisamos entender. Muitas das vezes, não conseguimos verbalizar determinadas situações, conceitos ou pensamentos porque ainda não o dominamos. Por isso, quando aplicamos esse pensamento para o propósito de uma empresa, por exemplo, é preciso entender o porquê dela existe antes de passar isso pra frente. Pensando nisso, fica a recomendação de leitura: Encontre o seu porquê, de Simon Sinek.

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